segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Isaías 9:1-6 - 22.08.2024


Isaías 9:1-6


1. Mas para a tribo de Zebulom e para a tribo de Naftali, não haverá mais obscuridade; mas a luz brilhou sobre elas.  

2. O povo que andava em trevas viu uma grande luz; para os que viviam na terra da sombra da morte, a luz resplandeceu.  

3. Multiplicaste a nação, aumentaste a alegria; eles se alegram diante de Ti como se alegra na colheita, como se regozijam quando repartem os despojos.  

4. Porque Tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, e a vara que estava sobre seus ombros, e o cetro de seu opressor, como no dia de Midiã.  

5. Porque toda bota que marchou tumultuosamente e toda veste revolvida em sangue serão para a queima, alimento de fogo.  

6. Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu, e o governo está sobre os seus ombros; e o Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.


Reflexão:


Este trecho de Isaías é uma poderosa profecia que antecipa a vinda de um Salvador e o impacto transformador que Ele terá sobre a humanidade. A promessa de uma luz que brilha nas trevas e a alegria de uma nação libertada reflete a esperança de uma nova ordem espiritual e cósmica. 

A visão de um "Menino" que será um "Maravilhoso Conselheiro" e "Príncipe da Paz" revela uma profunda mudança no cosmos e na história humana. A linguagem usada é tanto um convite quanto um desafio para ver além das circunstâncias temporais e abraçar a realidade transcendental que está para se manifestar. 

Este texto, ao falar da destruição dos instrumentos de opressão e da transformação das vestes de guerra em combustível para o fogo, aponta para uma nova era onde a paz e a justiça prevalecem. A presença do Menino prometido é a concretização dessa mudança, representando não apenas a esperança de redenção, mas a inauguração de uma nova ordem cósmica e espiritual.

A vinda de Jesus, como profetizado, é uma manifestação do plano divino que não se limita ao tempo e espaço, mas que propõe uma reintegração profunda da humanidade ao propósito eterno de Deus. Este "Menino" é o ponto de convergência entre o humano e o divino, trazendo consigo a promessa de uma paz duradoura e uma restauração integral da criação.

Na perspectiva dessa profecia, somos convidados a ver o impacto de nossa resposta ao chamado divino e a reconhecer o papel fundamental da colaboração humana na realização do plano de Deus. Em cada ato de fé e esperança, contribuímos para a realização desse plano universal, que é tão vasto quanto o cosmos e tão íntimo quanto o coração humano.

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domingo, 18 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Ezequiel 34:1-11 - 21.08.2024

1. A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:  

2. "Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar o rebanho?  

3. Vocês comem a gordura, vestem-se com a lã e matam os melhores animais, mas não apascentam o rebanho.  

4. Vocês não fortaleceram as ovelhas fracas, não curaram as doentes, não enfaixaram as feridas, não trouxeram de volta as desgarradas, nem procuraram as perdidas. Vocês têm governado com dureza e brutalidade.  

5. Assim, elas se dispersaram por falta de pastor e, tornando-se presa de todos os animais selvagens, foram dispersas.  

6. Minhas ovelhas vagueiam por todos os montes e por toda a colina elevada; foram espalhadas por toda a face da terra, e ninguém as procurou ou as trouxe de volta.  

7. Portanto, pastores, ouçam a palavra do Senhor:  

8. Vivo eu, diz o Senhor Deus, já que as minhas ovelhas foram entregues à pilhagem e tornaram-se presa de todos os animais selvagens, por falta de pastor, e já que os meus pastores não procuraram as minhas ovelhas, mas apascentaram a si mesmos e não apascentaram as minhas ovelhas,  

9. Portanto, pastores, ouçam a palavra do Senhor:  

10. Assim diz o Senhor Deus: Estou contra os pastores, e deles exigirei as minhas ovelhas. Eu os afastarei de apascentar as ovelhas, para que não possam mais apascentar a si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da boca deles, e elas não serão mais a sua presa.  

11. Porque assim diz o Senhor Deus: Eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e tomarei conta delas."


Reflexão


Esta passagem do profeta Ezequiel nos apresenta um Deus que não apenas observa, mas que se envolve diretamente na vida de seu povo, especialmente quando os líderes falham em sua responsabilidade. Os pastores de Israel, que deveriam cuidar e proteger as ovelhas, foram acusados de negligência e autoindulgência. Eles falharam em sua vocação, levando o rebanho à dispersão e à vulnerabilidade.

Nesta visão, o cuidado de Deus é visto como uma força ativa e dinâmica que se move em direção ao que foi perdido, ferido ou negligenciado. A intervenção divina é uma expressão de um amor que não aceita a desordem, mas busca continuamente a harmonia e o bem-estar de todos.

Através da lente do pensamento evolutivo e espiritual, podemos ver essa passagem como uma metáfora para o processo contínuo de crescimento e desenvolvimento espiritual, onde Deus, como o bom pastor, guia o rebanho não apenas para a sobrevivência, mas para uma plenitude de vida que transcende a mera existência. Este cuidado divino é um impulso que nos atrai para a plenitude, um movimento constante em direção a um estado de ser mais integrado e unificado com o propósito divino.

Deus não é indiferente ao sofrimento e à desordem. Ele intervém, não como um juiz distante, mas como um pastor que se dedica pessoalmente ao bem-estar de suas ovelhas. Somos chamados a participar desse movimento divino, tornando-nos co-pastores no cuidado de nossas comunidades, sempre atentos à necessidade de restaurar e curar, em consonância com o grande desígnio de amor que orienta toda a criação.

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Primeira Leitura: Ezequiel 28:1-10 - 20.08.2024




1 - Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:


2 - “Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor Deus: O teu coração se encheu de orgulho, e disseste: ‘Eu sou um deus; no trono de Deus me assento no coração dos mares.’ Contudo, tu és homem, e não Deus, ainda que te consideres igual a Deus.


3 - Eis que tu és mais sábio do que Daniel; nenhum segredo te é oculto.


4 - Pela tua sabedoria e pelo teu entendimento, adquiriste riquezas e acumulaste ouro e prata nos teus tesouros.


5 - Pela tua grande habilidade em negociar, aumentaste tuas riquezas, e o teu coração se tornou arrogante por causa das tuas riquezas.


6 - Portanto, assim diz o Senhor Deus: Porque consideras o teu coração como se fosse o coração de um deus,


7 - eis que trarei sobre ti estranhos, os mais terríveis entre as nações. Eles desembainharão as suas espadas contra a beleza da tua sabedoria e profanarão o teu esplendor.


8 - Eles te farão descer à cova, e morrerás da morte dos que são mortos no coração dos mares.


9 - Dirás ainda: ‘Eu sou um deus’, diante daquele que te mata? Tu és homem, e não Deus, na mão dos que te ferem.


10 - Da morte dos incircuncisos morrerás, pelas mãos de estrangeiros, porque eu falei, diz o Senhor Deus.”


Reflexão:


Esta passagem do profeta Ezequiel denuncia a arrogância do príncipe de Tiro, que se elevou a si mesmo como um deus, confiando em sua própria sabedoria e riqueza. A advertência divina é clara: a autossuficiência que ignora a verdadeira fonte da vida e da sabedoria leva inevitavelmente à queda. Somos convidados a refletir sobre a ilusão do poder humano quando desconectado do divino. A verdadeira sabedoria não reside na acumulação de riquezas ou no orgulho, mas na humildade e na abertura ao mistério maior que nos transcende. A evolução espiritual exige o reconhecimento de nossas limitações e uma rendição confiante à força criadora que move o cosmos e que, no final, é o único fundamento sobre o qual podemos construir uma vida plena e verdadeira. A queda do príncipe de Tiro serve como um lembrete de que a arrogância e a separação de Deus são o caminho para a autodestruição, enquanto a humildade e a união com o divino nos elevam ao nosso verdadeiro destino.

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sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Ezequiel 24:15-24 - 19.08.2024


Ezequiel 24:15-24


15. A palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo:


16. “Filho do homem, eis que eu te vou tirar o desejo dos teus olhos com um golpe; mas não lamentarás, não chorarás, nem te derramarás em lágrimas.


17. Sela o teu rosto, não te lamenteis, nem choreis; consome-te na tua iniquidade, mas não deixes que as lágrimas corram.


18. Eu falei ao povo pela manhã, e à noite a minha esposa morreu. No dia seguinte, fiz conforme me foi ordenado.


19. Então, o povo disse-me: “Não nos explicas o que significa para nós este ato que estás fazendo?”



20. Eu lhes respondi: “A palavra do Senhor foi-me dirigida, dizendo:


21. Dize à casa de Israel: ‘Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu profano o meu templo, o orgulho da vossa força, o desejo dos vossos olhos e a alegria da vossa alma; os filhos e as filhas que deixastes para trás serão mortos pela espada.


22. E fareis como eu fiz: não vos lamentareis, nem chorareis, nem deixareis que as lágrimas corram.


23. Sela o vosso rosto, não vos lamentareis, nem chorareis; consomei-vos na vossa iniquidade, e vossa iniquidade será vosso peso.


24. E Ezequiel será para vós um sinal; tudo o que ele fez, fareis também; e quando isso acontecer, sabereis que eu sou o Senhor Deus.’”


Reflexão:


O trecho de Ezequiel 24,15-24 revela um aspecto profundo do relacionamento entre o ser humano e o divino durante tempos de crise e perda. A ordem de Deus a Ezequiel para não lamentar a morte de sua esposa e para usar sua própria dor como um sinal para o povo é um ato de desafio e de profunda pedagogia espiritual. Este episódio não é apenas um evento isolado, mas um reflexo da dinâmica espiritual universal, onde o sofrimento e a perda são parte integrante da jornada evolutiva da humanidade em direção à realização divina.

Neste contexto, o sofrimento de Ezequiel e a sua experiência de perda simbolizam a transformação que ocorre quando o ser humano é confrontado com a dor e a privação. A proposta divina de não lamentar a perda, mas de permanecer firme e seguir adiante, é um convite à superação e à transcendência. Não se trata de ignorar a dor, mas de reconhecê-la como um meio através do qual a evolução espiritual e o crescimento interior são alcançados.

Assim como o sofrimento e a perda são integrados ao processo de transformação pessoal, eles também são partes essenciais da evolução cósmica, onde a humanidade está chamada a colaborar com o divino na realização de um propósito maior. A capacidade de enfrentar a perda e o sofrimento com dignidade e fé reflete a profundidade de nossa integração no plano divino e nossa participação no processo cósmico de evolução.

Este texto nos desafia a compreender que, em meio à dor e à adversidade, somos convidados a olhar além do imediato e a ver o processo de transformação que está em curso. O sofrimento, quando aceito e vivenciado com abertura, pode se tornar um meio de crescer em nossa união com o divino, contribuindo para a realização do Reino de Deus.

Portanto, a reflexão sobre este trecho nos leva a reconhecer que a dor e a perda são componentes do processo evolutivo, através do qual somos chamados a participar na realização de um plano maior e mais profundo, onde cada experiência de sofrimento é integrada ao desenvolvimento espiritual e à concretização do propósito divino.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Apocalipse 11:19; 12:1, 3-6, 10 - 18.08.2024

   


Apocalipse 11:19; 12:1, 3-6, 10


Apocalipse 11:19


19. O templo de Deus no céu foi aberto, e a arca da sua aliança foi vista em seu templo. Então houve relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e uma grande saraivada.


Apocalipse 12:1


1. Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça.


Apocalipse 12:3-6


3. Então, apareceu outro sinal no céu: um grande dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e sobre as cabeças, sete diademas.


4. A cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu e as lançava sobre a terra. O dragão estava diante da mulher que ia dar à luz, para devorar o filho dela, assim que nascesse.


5. Ela deu à luz um filho macho, que vai governar todas as nações com um cetro de ferro; e o filho dela foi arrebatado para Deus e para o seu trono.


6. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe preparou um lugar para que a sustentem ali durante mil duzentos e sessenta dias.


Apocalipse 12:10


10. Então ouvi uma grande voz no céu, dizendo: “Agora é chegada a salvação, o poder e o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o que os acusava diante de nosso Deus, dia e noite.”


Reflexão


A visão apresentada neste trecho do Apocalipse é um poderoso símbolo da luta cósmica entre forças do bem e do mal, onde a manifestação divina e o triunfo da redenção são evidentes. A mulher vestida de sol e o dragão representam forças contrastantes na criação, em uma narrativa que transcende o espaço-tempo e revela a dinâmica espiritual da evolução.

A aparição da arca da aliança e os sinais no céu anunciam a chegada de um novo estágio na evolução espiritual, onde a presença divina é plenamente revelada e a redenção se concretiza. A mulher, símbolo da Igreja e da criação, está cercada de luz e proteção, representando a plenitude do potencial espiritual e a esperança para a humanidade.

O dragão, com suas cabeças e chifres, é uma representação das forças caóticas e destrutivas que desafiam o plano divino. No entanto, a redenção é garantida através da intervenção divina. O filho arrebatado para o trono de Deus simboliza a realização do ponto ômega, onde o divino e o humano se encontram e a criação é elevada à sua plenitude.

Neste contexto, a evolução espiritual do universo não é apenas uma transformação progressiva, mas um processo de convergência em direção à realização final do plano divino. A vitória sobre o acusador e a chegada do poder e do reino de Deus indicam a superação das forças que tentam manter a criação em um estado de desordem e separação.

O que vemos é um chamado para reconhecer a presença do divino em todas as fases da evolução espiritual e material. A mulher e o filho representam a integração e a realização de todo o potencial da criação, apontando para um futuro onde a harmonia e a plenitude serão completas. Através desta visão, somos convidados a participar ativamente no movimento da criação, colaborando com o divino para realizar o propósito último do cosmos.

Em última análise, a mensagem é clara: a luta espiritual é um processo contínuo, mas a vitória final é assegurada. Cada momento de dificuldade é parte de um plano maior que conduz toda a criação para uma união gloriosa com o divino, onde o caos é transformado em ordem e a separação em plenitude.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Ezequiel 181-10.13.30-32 - 17.08.2024

  


Ezequiel 18:1-10.13.30-32


1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:  

2 “Que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel, dizendo: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram’?  

3 Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, nunca mais direis este provérbio em Israel.  

4 Eis que todas as almas são minhas; tanto a alma do pai como a alma do filho, ambas são minhas; a alma que pecar, essa morrerá.  

5 Ora, se um homem for justo e praticar o direito e a justiça,  

6 e não comer nos altos, nem levantar os olhos para os ídolos da casa de Israel, e não contaminar a mulher do seu próximo, nem se chegar à mulher na sua impureza,  

7 se não oprimir a ninguém, mas devolver ao devedor o seu penhor, não roubar, mas der o seu pão ao faminto e cobrir o nu com roupa,  

8 não emprestar com usura, nem receber juros, desviar a sua mão da iniquidade e fizer juízo verdadeiro entre homem e homem,  

9 andar nos meus estatutos e guardar os meus preceitos, para proceder segundo a verdade, esse tal é justo; certamente viverá, diz o Senhor Deus.  

10 Se ele gerar um filho ladrão, derramador de sangue, que fizer a seu irmão qualquer destas coisas;  

13 que emprestar com usura, e receber juros, porventura viverá? Não viverá! Fez todas estas abominações; certamente morrerá; o seu sangue será sobre ele.


30 Portanto, eu vos julgarei, ó casa de Israel, a cada um conforme os seus caminhos, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e apartai-vos de todas as vossas transgressões, para que a iniquidade não vos sirva de tropeço.  

31 Lançai de vós todas as vossas transgressões, com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; por que morreríeis, ó casa de Israel?  

32 Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei.”


Reflexão:


A mensagem de Ezequiel nos convida a uma reflexão profunda sobre a responsabilidade pessoal e a necessidade de conversão. Cada indivíduo é chamado a responder por suas próprias ações, sem atribuir culpa a outros. Esta passagem enfatiza a justiça de Deus, que julga cada pessoa de acordo com seus próprios atos. Ao mesmo tempo, revela o desejo de Deus pela vida, não pela morte. O convite à conversão é um apelo para que abandonemos o pecado e renovemos nosso coração e espírito, buscando sempre o caminho da vida que Deus nos oferece. É um chamado para sermos conscientes de nossas escolhas, sabendo que a verdadeira vida se encontra na obediência e na fidelidade a Deus.

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terça-feira, 13 de agosto de 2024

Primeira Leitura: Ezequiel 16:1-15, 60, 63 - 16.08.2024


Ezequiel 16:1-15, 60, 63


Ezequiel 16:1-15

1. A palavra do Senhor veio a mim, dizendo:

2. "Filho do homem, faze conhecer a Jerusalém as suas abominações,

3. e dize: Assim diz o Senhor Deus a Jerusalém: A tua origem e o teu nascimento são da terra dos cananeus; teu pai era amorreu, e tua mãe hetea.

4. Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não te lavaram com água para te limpar, nem te esfregaram com sal, nem te enrolaram em faixas.

5. Ninguém teve compaixão de ti, para fazer por ti alguma dessas coisas, com misericórdia; antes foste lançada em campo aberto, por aversão à tua vida, no dia em que nasceste.

6. E passando eu por junto de ti, vi-te a revolver-te no teu sangue, e disse-te: Ainda que estejas no teu sangue, vive; sim, disse-te: Ainda que estejas no teu sangue, vive.

7. Eu te fiz multiplicar como a erva do campo, e cresceste, e te engrandeceste, e chegaste a grande formosura; formaram-se os teus seios, e o teu cabelo cresceu, mas estavas nua e descoberta.

8. Passando eu por junto de ti, olhei para ti, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti a minha capa e cobri a tua nudez; fiz juramento a ti e entrei em aliança contigo, diz o Senhor Deus, e tu ficaste sendo minha.

9. Então te lavei com água, e te enxuguei o sangue de cima de ti, e te ungi com óleo.

10. Também te vesti com roupas bordadas, e te calcei com pele de golfinho, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda.

11. E te enfeitei com adornos, e te pus braceletes nas mãos e uma corrente ao pescoço.

12. Também pus um pendente no nariz, e arrecadas nas orelhas, e uma linda coroa na cabeça.

13. Assim foste adornada de ouro e prata; e o teu vestido era de linho fino, de seda e de obras bordadas; alimentavas-te de flor de farinha, de mel e de azeite; e foste extremamente formosa, e prosperaste até chegares a ser rainha.

14. E correu de ti a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura; pois era perfeita, por causa da glória que eu havia posto sobre ti, diz o Senhor Deus.

15. Mas confiaste na tua formosura, e te prostituíste por causa da tua fama, e derramaste as tuas prostituições sobre todo aquele que passava, para seres dele.


Ezequiel 16:60

60. Contudo, eu me lembrarei da aliança que fiz contigo nos dias da tua mocidade, e estabelecerei contigo uma aliança eterna.


Ezequiel 16:63

63. Para que te lembres, e te envergonhes, e nunca mais abras a boca por causa da tua humilhação, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste, diz o Senhor Deus.


Reflexão


A leitura de Ezequiel 16:1-15, 60, 63 é uma poderosa narrativa sobre a relação entre Deus e Jerusalém, representada como uma mulher que foi resgatada, cuidada e adornada com amor, mas que depois se desviou e se entregou à infidelidade. Esta passagem é profundamente simbólica, retratando a história de redenção e o amor incondicional de Deus.

Inicialmente, Jerusalém é descrita como uma criança abandonada, sem valor aos olhos do mundo, mas que Deus resgata e transforma em uma bela rainha. Esta imagem é um retrato da graça divina, que toma o que é desprezado e o torna glorioso. Contudo, a leitura também ressalta a ingratidão humana, quando a cidade, embriagada por sua própria beleza e prosperidade, se desvia do caminho de Deus e busca outros amores.

A infidelidade de Jerusalém é uma metáfora da infidelidade espiritual, onde a confiança em Deus é substituída por ídolos e falsos valores. No entanto, a leitura não termina com a condenação, mas com uma promessa de restauração e aliança eterna. Deus, em Sua infinita misericórdia, promete lembrar-Se da aliança e perdoar, convidando à reflexão sobre a fidelidade e a necessidade constante de retornar ao amor de Deus. Este é um chamado para a verdadeira conversão, onde, mesmo após a queda, a esperança da renovação e do perdão permanece.

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