quinta-feira, 9 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 4,13-21 - 11.04.2026

 Sábado, 11 de Abril de 2026

OITAVA DA PÁSCOA


Quanto a nós, a Verdade contemplada no interior não pode ser silenciada, pois ressoa continuamente além do instante e manifesta-se como presença viva que permanece.



Actus Apostolorum, IV, XIII–XXI

Texto na Biblia Sacra Vulgata Clementina

XIII. Videntes autem Petri constantiam, et Ioannis, comperto quod homines essent sine litteris et idiotae, admirabantur, et cognoscebant eos quoniam cum Iesu fuerant.
13. Ao perceberem a firmeza interior, reconhecem uma presença que não depende de instrução exterior, mas de uma união profunda com a Verdade que sustenta o ser.

XIV. Hominem quoque videntes stantem cum eis, qui curatus fuerat, nihil poterant contradicere.
14. Diante da transformação visível, nada podem negar, pois aquilo que se realiza no interior manifesta-se inevitavelmente no exterior.

XV. Iubentes autem eos foras extra concilium secedere, conferebant ad invicem,
15. Retiram-se para deliberar, pois a mente busca compreender aquilo que ultrapassa suas categorias habituais.

XVI. dicentes: Quid faciemus hominibus istis Quoniam quidem notum signum factum est per eos omnibus habitantibus Ierusalem, manifestum est, et non possumus negare.
16. Questionam-se diante do evidente, pois a Verdade, quando se manifesta, não pode ser anulada, apenas reconhecida ou recusada.

XVII. Sed ne amplius divulgetur in populum, comminemur eis ne ultra loquantur in nomine hoc ulli hominum.
17. Tentam conter a expansão do anúncio, pois aquilo que não é compreendido muitas vezes é resistido.

XVIII. Et vocantes eos denuntiaverunt ne omnino loquerentur neque docerent in nomine Iesu.
18. Impõem silêncio exterior, ignorando que o que é vivo no interior não pode ser contido por determinações externas.

XIX. Petrus vero et Ioannes respondentes dixerunt ad eos: Si iustum est in conspectu Dei vos potius audire quam Deum, iudicate.
19. A consciência desperta discerne que há uma ordem superior que orienta o agir além das imposições humanas.

XX. Non enim possumus quae vidimus et audivimus non loqui.
20. Pois aquilo que foi verdadeiramente reconhecido no íntimo torna-se expressão inevitável do ser.

XXI. At illi comminantes dimiserunt eos, non invenientes quomodo punirent eos propter populum, quia omnes clarificabant Deum in eo quod acciderat.
21. Mesmo sob ameaça, a Verdade permanece, pois aquilo que é autêntico encontra ressonância e não se dissolve.

Reflexão:
A firmeza do ser não nasce das circunstâncias, mas daquilo que se encontra enraizado no interior.
O que é verdadeiro não depende de aprovação para existir.
A consciência que reconhece o essencial não se deixa conduzir pelo temor.
Há uma ordem que ultrapassa qualquer imposição externa.
O silêncio imposto não alcança aquilo que já se tornou vivo no íntimo.
A resistência do mundo não altera a realidade do que é.
Quem percebe o que permanece não se perturba com o transitório.
Assim, o ser caminha com estabilidade, sustentado por uma presença que não se desfaz.

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