O Senhor preparará um banquete eterno, enxugará as lágrimas de todas as faces e acolherá cada ser na plenitude de sua presença divina.
Lectio libri Isaiae Prophetae XXV, VI-Xa
VI. Et faciet Dominus exercituum omnibus populis in monte hoc convivium pinguium, convivium vindemiæ, pinguium medullatorum, vindemiæ defæcatæ.
6. O Senhor dos Exércitos preparará, neste monte, para todos os povos, um banquete de abundância, uma celebração de vinhos generosos e alimentos substanciosos, expressão da plenitude que procede de sua presença.
VII. Et præcipitabit in monte isto faciem vinculi colligati super omnes populos, et telam quam orditus est super omnes nationes.
7. Neste monte, o Senhor destruirá o véu que envolve todos os povos e a trama que se estende sobre todas as nações, removendo aquilo que obscurece a compreensão e impede a manifestação da verdade.
VIII. Præcipitabit mortem in sempiternum ; et auferet Dominus Deus lacrimam ab omni facie, et opprobrium populi sui auferet de universa terra : quia Dominus locutus est.
8. Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e afastará de toda a terra a humilhação de seu povo, pois foi o próprio Senhor quem o declarou.
IX. Et dicet in die illa : Ecce Deus noster iste ; exspectavimus eum, et salvabit nos ; iste Dominus, sustinuimus eum : exsultabimus, et lætabimur in salutari ejus.
9. Naquele dia, será proclamado com alegria que este é o nosso Deus, aquele em quem depositamos nossa esperança e que nos salvará. Este é o Senhor, por quem esperamos com perseverança. Nele exultaremos e nos alegraremos, pois sua salvação nos conduzirá à plenitude da vida.
X. Quia requiescet manus Domini in monte isto ;
10. A mão do Senhor repousará sobre este monte, manifestando sua presença soberana e sustentando a realidade em sua origem, até que a existência encontre repouso e realização nele.
Reflexão:
A plenitude tem sua origem em Deus, que sustenta toda existência.
O banquete anunciado revela a comunhão para a qual o ser é chamado.
A presença divina alcança o instante e o abre a uma profundidade que ultrapassa sua duração.
O silêncio interior permite acolher aquilo que amadurece antes de se manifestar plenamente.
A esperança perseverante reconhece, mesmo no invisível, a fidelidade daquele que sustenta a vida.
A promessa de vencer a morte revela um destino que ultrapassa os limites da existência temporal.
Quando a pessoa acolhe a verdade divina, sua interioridade encontra orientação e sentido.
Em Deus, origem e destino se encontram, e a vida alcança a plenitude prometida.
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