sábado, 7 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Segundo Livro dos Reis 5,1-15a - 09.03.2026

Entre muitos que buscavam restauração, apenas um acolheu o chamado interior do bem eterno, e assim sua existência foi renovada pela presença silenciosa de Deus.



Lectio de Libro Secundo Regum, V, I–XV

I
Naaman princeps militiae regis Syriae erat vir magnus apud dominum suum et honoratus, per illum enim dedit Dominus salutem Syriae; erat autem vir fortis et dives, sed leprosus.
Naamã era grande e honrado diante de seu senhor, porém trazia em si uma fragilidade que lembrava que toda grandeza humana necessita da restauração que procede de Deus.

II
Porro de Syria egressi fuerant latrunculi et captivam duxerant de terra Israel puellam parvulam quae erat in obsequio uxoris Naaman.
Uma pequena serva, humilde aos olhos do mundo, torna-se portadora de esperança, mostrando que a verdade divina muitas vezes se manifesta através da simplicidade.

III
Quae ait ad dominam suam Utinam fuisset dominus meus ad prophetam qui est in Samaria profecto curasset eum a lepra quam habet.
A palavra simples revela um caminho de cura, pois o coração que escuta pode ser conduzido para além de suas limitações.

IV
Ingressus est itaque Naaman ad dominum suum et nuntiavit ei dicens Sic et sic locuta est puella de terra Israel.
Assim começa a jornada interior daquele que busca a restauração do ser.

V
Dixitque ei rex Syriae Vade et mittam litteras ad regem Israel Qui cum profectus esset et tulisset secum decem talenta argenti et sex milia aureorum et decem mutatoria vestimentorum.
Naamã parte carregando riquezas, sem perceber ainda que o dom verdadeiro não pode ser adquirido por méritos exteriores.

VI
Detulitque litteras ad regem Israel in haec verba Cum acceperis epistolam hanc scito quod miserim ad te Naaman servum meum ut cures eum a lepra sua.
O pedido atravessa reinos, mas a verdadeira cura virá de uma realidade mais profunda que qualquer poder humano.

VII
Cumque legisset rex Israel litteras scidit vestimenta sua et ait Numquid Deus ego sum ut occidere possim et vivificare quia iste misit ad me ut curem hominem a lepra sua.
O rei percebe que a restauração da vida pertence somente a Deus.

VIII
Quod cum audisset Eliseus vir Dei scidisse videlicet regem Israel vestimenta sua misit ad eum dicens Quare scidisti vestimenta tua veniat ad me et sciat esse prophetam in Israel.
O profeta surge como sinal de que a presença divina permanece atuante na história.

IX
Venit ergo Naaman cum equis et curribus et stetit ad ostium domus Elisei.
O poderoso detém-se diante de uma casa simples, iniciando o caminho da verdadeira humildade.

X
Misitque ad eum Eliseus nuntium dicens Vade et lavare septies in Iordane et recipiet sanitatem caro tua atque mundaberis.
A ordem simples convida o coração a confiar e a abandonar o orgulho.

XI
Iratus est Naaman et abiit dicens Putabam quod egrederetur ad me et stans invocaret nomen Domini Dei sui et tangeret manu locum leprae et curaret me.
O espírito humano resiste quando a cura exige simplicidade e confiança.

XII
Numquid non meliores sunt Abana et Pharphar fluvii Damasci omnibus aquis Israel ut laver in eis et munder Simul ergo cum indignatione conversus abibat.
O orgulho ainda obscurece a visão daquilo que é essencial.

XIII
Accesserunt autem servi eius et locuti sunt ad eum Pater si rem grandem dixisset tibi propheta certe facere debueras quanto magis quia nunc dixit tibi lavare et mundaberis.
Uma palavra prudente conduz o coração novamente ao caminho da sabedoria.

XIV
Descendit et lavit in Iordane septies iuxta sermonem viri Dei et restituta est caro eius sicut caro pueri parvuli et mundatus est.
Ao obedecer com simplicidade, Naamã encontra a restauração e experimenta a renovação do ser.

XV
Reversusque ad virum Dei cum universo comitatu suo venit et stetit coram eo et ait Vere scio quod non sit Deus in universa terra nisi tantum in Israel.
O reconhecimento da presença divina nasce da experiência interior que transforma o coração.

Reflexão

A verdadeira restauração da alma não nasce da grandeza exterior, mas da disposição interior de escutar a verdade.
O caminho espiritual muitas vezes se apresenta de forma simples, exigindo humildade diante de Deus.
Quando o orgulho se dissolve, o coração se torna capaz de acolher a ação que vem do alto.
A consciência então começa a perceber uma ordem mais profunda que sustenta a existência.
Nesse recolhimento interior o espírito aprende a confiar naquilo que permanece além das mudanças do mundo.
A serenidade surge quando a vontade se orienta pelo bem que não se altera.
Assim o ser humano descobre uma força silenciosa que o conduz ao amadurecimento interior.
E a alma reconhece que toda verdadeira renovação nasce da fidelidade ao caminho indicado por Deus.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sexta-feira, 6 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Êxodo 17,3-7 - 08.03.2026

 Concede-nos a água viva que brota do mistério eterno, para que o espírito encontre plenitude interior e o coração caminhe firme na verdade que sustenta toda existência.



Lectio de Libro Exodi, XVII, III–VII

III Sitivit ergo ibi populus prae aquae penuria, et murmuravit contra Moysen, dicens Cur fecisti nos exire de Aegypto, ut occideres nos et liberos nostros ac jumenta siti.
A sede exterior revela a sede mais profunda do espírito humano. Quando o coração se encontra diante da escassez, surge a inquietação que recorda ao ser humano sua dependência do mistério que sustenta a vida.

IV Clamavit autem Moyses ad Dominum, dicens Quid faciam populo huic. Adhuc paululum et lapidabunt me.
Moisés eleva o clamor ao Alto, mostrando que, quando a inquietação humana cresce, o espírito encontra direção ao voltar-se para Aquele que sustenta todas as coisas.

V Dixit autem Dominus ad Moysen Antecede populum, et sume tecum de senioribus Israel, et virgam qua percussisti fluvium tolle in manu tua, et vade.
O chamado divino convida a caminhar adiante. Aquele que confia na orientação superior aprende que cada passo pode tornar-se sinal de um desígnio maior que conduz a história.

VI En ego stabo ibi coram te supra petram in Horeb, percutiesque petram, et exibit ex ea aqua ut bibat populus. Fecit Moyses ita coram senioribus Israel.
A rocha ferida torna-se nascente de vida. Assim também o coração humano, quando tocado pela presença divina, descobre no interior uma fonte que sustenta e renova o espírito.

VII Vocavitque nomen loci illius Tentatio, propter jurgium filiorum Israel, et quia tentaverunt Dominum, dicentes Estne Dominus in nobis an non.
O lugar recebe o nome da prova. No caminho da existência, a alma frequentemente se pergunta se a presença divina permanece próxima. A resposta manifesta-se quando a fonte inesperada irrompe no deserto da vida.

Reflexão

A travessia do deserto revela que a sede humana não pertence apenas ao corpo.
No silêncio da prova, o espírito aprende a voltar-se para o princípio que sustenta todas as coisas.
A rocha, símbolo de firmeza, recorda que o fundamento da vida não se encontra no que passa.
Quando o coração permanece fiel ao bem, uma fonte inesperada pode brotar no interior.
Assim a existência humana descobre uma força que não depende das circunstâncias.
Cada instante torna-se ocasião para reconhecer a presença que orienta o caminho.
A consciência aprende serenidade diante das dificuldades da jornada.
E o espírito encontra repouso na nascente que procede do mistério eterno.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

quinta-feira, 5 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Profecia de Miquéias 7,14-15.18-20 - 07.03.2026

Ele submerge nossas faltas no abismo do esquecimento divino, restaurando a consciência na pureza do eterno presente, onde o ser reencontra sua origem.


Lectio Prophetiae Michaeae VII, XIV-XV, XVIII-XX

VII, XIV
Pasce populum tuum in virga tua, gregem hereditatis tuae habitantes solos in saltu, in medio Carmeli. Pascantur Basan et Galaad sicut in diebus antiquis.
Conduz, Senhor, o povo interior com a firmeza que orienta a consciência, para que a alma reencontre, no recolhimento profundo, a abundância que procede da Origem e permanece além da sucessão dos dias.

VII, XV
Secundum dies egressionis tuae de terra Aegypti ostendam ei mirabilia.
Assim como na saída da antiga servidão, manifesta novamente maravilhas no íntimo do ser, revelando que o poder eterno atua no presente e renova a história pessoal.

VII, XVIII
Quis Deus similis tui, qui aufers iniquitatem et transis peccatum reliquiarum hereditatis tuae. Non immittet ultra furorem suum, quoniam volens misericordiam est.
Quem é semelhante a Ti, que dissolves a culpa e atravessas a falha humana, revelando que a Misericórdia é mais profunda que o erro e sustenta a alma na dimensão que não passa.

VII, XIX
Revertetur et miserebitur nostri; deponet iniquitates nostras et projiciet in profundum maris omnia peccata nostra.
Volta-Te para nós no silêncio do coração e lança no abismo do esquecimento nossas sombras, para que a consciência seja restaurada na pureza do agora permanente.

VII, XX
Dabis veritatem Jacob, misericordiam Abraham, quae jurasti patribus nostris a diebus antiquis.
Cumpre a fidelidade prometida desde os tempos antigos, para que a verdade e a misericórdia se tornem experiência viva na alma que confia e permanece firme na Presença.

Reflexão

O Senhor conduz o interior como pastor invisível.
A travessia mais decisiva acontece no íntimo da consciência.
O perdão divino revela uma ordem superior ao erro humano.
Quem reconhece a própria limitação abre-se à restauração.
A firmeza do coração nasce da confiança no Bem eterno.
A promessa antiga cumpre-se no instante vivido com retidão.
Nada supera a força silenciosa da misericórdia.
Assim a alma permanece estável no centro onde tudo encontra sentido.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

quarta-feira, 4 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Gênesis 37,3-4.12-13a.17b-28 - 06.03.2026

 Eis o sonhador que revela o Alto; não o suprimamos, mas deixemos morrer o orgulho, para que o instante floresça em consciência eterna.



Lectio de Libro Genesis, XXXVII, III-IV, XII-XIIIa, XVIIb-XXVIII

III
Israel autem diligebat Ioseph super omnes filios suos, eo quod in senectute genuisset eum: fecitque ei tunicam polymitam.
Israel amava José acima dos outros filhos, pois o gerara na maturidade dos dias, e revestiu-o com túnica de muitas cores, sinal de uma eleição que nasce no tempo e aponta para o desígnio eterno.

IV
Videntes autem fratres eius quod a patre plus cunctis filiis amaretur, oderant eum, nec poterant ei quidquam pacifice loqui.
Os irmãos, percebendo a predileção, deixaram-se dominar pela sombra interior, incapazes de reconhecer que cada chamado possui medida própria no horizonte invisível.

XII
Cumque fratres illius in pascendis gregibus patris morarentur in Sichem.
Enquanto os irmãos apascentavam os rebanhos em Siquém, o curso ordinário da vida preparava silenciosamente um acontecimento de maior profundidade.

XIIIa
Dixitque Israel ad Ioseph: Fratres tui pascunt oves in Sichem: veni, mittam te ad eos.
Israel envia José ao encontro dos irmãos, e o envio revela que toda missão nasce de uma confiança que ultrapassa o instante imediato.

XVIIb
Abierunt in Dothain.
Eles partiram para Dotaim, e o caminho tornou-se cenário onde o visível e o invisível se entrelaçam no desígnio superior.

XVIII
Qui cum vidissent eum procul, antequam accederet ad eos, cogitaverunt illum occidere.
Ao vê-lo de longe, decidiram suprimi-lo, como se fosse possível calar o sonho que aponta para além do agora.

XIX
Et mutuo loquebantur: Ecce somniator venit.
Diziam entre si que o sonhador se aproximava, sem perceber que o sonho verdadeiro procede de uma altura que não pode ser destruída.

XX
Venite, occidamus eum, et mittamus in cisternam veterem, dicemusque: Fera pessima devoravit eum: et tunc apparebit quid illi prosint somnia sua.
Planejaram lançá-lo na cisterna, imaginando que assim venceriam o sentido anunciado, mas o propósito oculto amadurecia além de seus cálculos.

XXI
Audiens autem hoc Ruben, nitebatur liberare eum de manibus eorum, et dicebat: Non interficiamus animam eius.
Rúben procurou livrá-lo, pois mesmo em meio à sombra permanece no coração humano uma centelha que recorda o valor da vida.

XXII
Nec effundatis, inquit, sanguinem: sed proiicite eum in cisternam hanc quae est in solitudine, manusque vestras servate innoxias: hoc autem dicebat, volens eruere eum de manibus eorum, et reddere patri suo.
Sugeriu lançá-lo na cisterna sem derramar sangue, buscando preservar a vida, ainda que de modo imperfeito, sob o olhar do Altíssimo.

XXIII
Igitur cum venisset Ioseph ad fratres suos, nudaverunt eum tunica polymita.
Quando José chegou, retiraram-lhe a túnica, como se pudessem despir o eleito daquilo que lhe fora concedido pelo Pai.

XXIV
Miseruntque eum in cisternam veterem, quae non habebat aquam.
Lançaram-no na cisterna seca, imagem do esvaziamento que precede a elevação segundo a medida do Alto.

XXV
Et sedentes ut comederent panem, viderunt Ismaelitas viatores venire de Galaad, et camelos eorum portantes aromata, et resinam, et stacten in Aegyptum.
Enquanto comiam, viram mercadores a caminho do Egito, e o curso da história revelava uma direção mais ampla do que seus intentos.

XXVI
Dixit ergo Iudas fratribus suis: Quid nobis prodest si occiderimus fratrem nostrum, et celaverimus sanguinem ipsius.
Judá questionou o proveito do homicídio, pois até mesmo o cálculo humano reconhece limites diante da gravidade do ato.

XXVII
Melius est ut vendatur Ismaelitis, et manus nostrae non polluantur: frater enim et caro nostra est.
Propôs vendê-lo, lembrando que era seu irmão, e assim a consciência, ainda obscurecida, preservou um vínculo essencial.

XXVIII
Quod cum audissent fratres eius, transierunt Madianitae negotiatores: extrahentesque Ioseph de cisterna, vendiderunt eum Ismaelitis viginti argenteis: qui duxerunt eum in Aegyptum.
Retiraram José da cisterna e o venderam por moedas de prata, conduzindo-o ao Egito, onde o aparente declínio se tornaria preparação para um desígnio mais alto.

Reflexão
O sonho autêntico nasce de uma fonte que supera o instante.
A rejeição humana não anula o propósito inscrito no ser.
Há uma profundidade onde cada queda é preparação para elevação.
O mal praticado não escapa ao horizonte do sentido último.
A consciência é chamada a escolher segundo uma medida superior.
O sofrimento pode tornar-se escola de maturidade interior.
O tempo aparente oculta uma ordem que conduz silenciosamente os acontecimentos.
Quem persevera no bem participa da firmeza que não se dissolve.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

terça-feira, 3 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Jeremias 17,5-10 - 05.03.2026

Infeliz quem apoia o coração apenas no humano instável; bem-aventurado quem funda o ser no Eterno e participa de sua firmeza.



Lectio libri Ieremiae prophetae XVII, V–X

V
Haec dicit Dominus Maledictus homo qui confidit in homine, et ponit carnem brachium suum, et a Domino recedit cor eius.
Assim fala o Senhor. Infeliz é aquele que apoia sua segurança apenas na força passageira e afasta o coração da Fonte que sustenta o ser.

VI
Erit enim quasi myrica in deserto, et non videbit cum venerit bonum; sed habitabit in siccitate in deserto, in terra salsuginis et inhabitabili.
Será como arbusto na aridez interior, incapaz de perceber a visita do Bem, pois escolheu permanecer na esterilidade do imediato.

VII
Benedictus vir qui confidit in Domino, et erit Dominus fiducia eius.
Feliz o homem que fundamenta sua confiança no Eterno e encontra nele a estabilidade que não se dissolve.

VIII
Et erit quasi lignum quod transplantatur super aquas, quod ad humorem mittit radices suas; et non timebit cum venerit aestus; et erit folium eius viride; et in tempore siccitatis non erit sollicitum, nec aliquando desinet facere fructum.
Será como árvore plantada junto às águas profundas do ser; suas raízes tocam o invisível, e mesmo na provação conserva vigor e fecundidade.

IX
Pravum est cor omnium, et inscrutabile; quis cognoscet illud.
O coração humano é abismo que a si mesmo não compreende plenamente; nele se travam combates silenciosos que moldam o destino.

X
Ego Dominus scrutans cor et probans renes, qui do unicuique iuxta viam suam, et iuxta fructum adinventionum suarum.
Eu, o Senhor, penetro o íntimo e provo as intenções, retribuindo a cada um segundo a direção assumida e os frutos gerados no segredo da consciência.

Reflexão
A Palavra revela que a verdadeira segurança não nasce da força visível, mas da adesão interior ao que permanece.
Confiar apenas no transitório é condenar-se à aridez da própria instabilidade.
Aquele que enraíza o ser na Fonte invisível participa de sua constância.
O coração humano exige vigilância, pois nele se decide a orientação da vida.
Cada escolha grava uma marca duradoura na estrutura da alma.
O julgamento divino manifesta a coerência entre intenção e fruto.
A serenidade floresce quando o espírito se harmoniza com a ordem superior.
Assim, o instante presente torna-se lugar onde o eterno já começa a revelar-se.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

segunda-feira, 2 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Jeremias 18,18-20 - 04.03.2026

Vinde, confrontemos a Verdade, pois toda resistência ao Eterno revela a inquietação interior diante da própria consciência transcendente.



Lectio libri Ieremiae Prophetae XVIII, XVIII-XX

XVIII Et dixerunt Venite et cogitemus contra Ieremiam cogitationes non enim peribit lex a sacerdote neque consilium a sapiente nec sermo a propheta venite et percutiamus eum lingua et non attendamus ad universos sermones eius
Eles tramam contra o profeta, confiantes na estabilidade das estruturas visíveis. Contudo, toda oposição à palavra autêntica revela a tensão da consciência diante da Verdade que atravessa os séculos e julga silenciosamente as intenções do coração.

XIX Attende Domine ad me et audi vocem adversariorum meorum
O clamor do justo eleva-se acima do instante, buscando no Alto não mera defesa, mas alinhamento com o desígnio eterno que sustenta o ser para além das circunstâncias.

XX Numquid redditur pro bono malum quia foderunt foveam animae meae recordare quod steterim in conspectu tuo ut loquerer pro eis bonum et averterem indignationem tuam ab eis
O profeta reconhece a ferida da ingratidão, mas também recorda que permaneceu diante do Eterno em favor dos que o perseguem. Assim, o bem oferecido participa de uma dimensão que não se dissolve no tempo, pois cada ato reto ecoa na ordem invisível que governa a história.

Reflexão:

A oposição à verdade manifesta a inquietação de um coração que teme ser transformado.
O justo permanece firme porque sua referência não está nas vozes transitórias.
Toda fidelidade interior participa de uma ordem que ultrapassa o momento presente.
A consciência que se mantém íntegra não depende do aplauso nem se abala pela rejeição.
Responder ao mal com retidão é afirmar a primazia do Bem que permanece.
O silêncio orante fortalece a alma diante das adversidades inevitáveis.
Quem se coloca diante do Eterno encontra estabilidade que nenhuma intriga dissolve.
Assim, a vida se orienta por um eixo superior, onde cada decisão adquire peso eterno.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia



domingo, 1 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 1,10.16-20 - 03.03.2026

 


Lectio libri Isaiae I, X. XVI-XX

Aprendei o bem eterno, buscai justiça interior permanente.

X. Audite verbum Domini principes Sodomorum percipite auribus legem Dei nostri populus Gomorrhae.
Escutai a Palavra do Senhor e acolhei-a no mais íntimo do ser, pois no instante presente a consciência é chamada a alinhar-se à Lei eterna que sustenta toda existência.

XVI. Lavamini mundi estote auferte malum cogitationum vestrarum ab oculis meis quiescite agere perverse.
Purificai-vos interiormente, afastai pensamentos desordenados e cessai o agir corrompido, para que o coração encontre clareza diante do olhar que tudo penetra.

XVII. Discite benefacere quaerite iudicium subvenite oppresso iudicate pupillo defendite viduam.
Aprendei a praticar o bem com retidão constante, buscai a justiça como ordem da alma e fortalecei a integridade que edifica o interior.

XVIII. Et venite et arguite me dicit Dominus si fuerint peccata vestra ut coccinum quasi nix dealbabuntur et si fuerint rubra quasi vermiculus velut lana erunt.
Vinde e deixai-vos transformar pela Verdade, pois mesmo as faltas mais profundas podem ser purificadas quando o espírito se abre à renovação que procede do Alto.

XIX. Si volueritis et audieritis bona terrae comedetis.
Se houver disposição sincera e escuta obediente, participareis dos frutos que nascem da harmonia entre vontade e princípio eterno.

XX. Quod si nolueritis et me ad iracundiam provocaveritis gladius devorabit vos quia os Domini locutum est.
Se, porém, resistirdes à Verdade, a própria desordem consumirá vossa estabilidade, pois a Palavra pronunciada permanece como medida imutável do ser.

Reflexão

A Palavra profética convoca o ser humano a uma purificação que começa no interior.
Não se trata apenas de gesto exterior, mas de transformação da consciência.
Cada decisão possui peso permanente diante da Verdade que sustenta todas as coisas.
A purificação autêntica é um ato de responsabilidade diante do próprio destino espiritual.
O bem praticado com constância fortalece a estrutura invisível da alma.
A escuta obediente ordena pensamentos e conduz à maturidade.
A resistência à Verdade gera fragmentação e perda de equilíbrio.
Quando o coração se ajusta ao princípio eterno, encontra firmeza e plenitude duradoura.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia