Prima Lectio Deuteronomium XXVI, XVI-XIX
XVI
Hodie Dominus Deus tuus praecepit tibi ut facias mandata haec atque iudicia et custodias et impleas ex toto corde tuo et ex tota anima tua
Hoje o Senhor teu Deus te ordena que cumpras estes mandamentos e juízos, guardando-os e realizando-os com todo o coração e com toda a alma. Neste chamado, a existência é convocada a alinhar-se integralmente ao Princípio que sustenta cada instante e dá sentido ao agir humano.
XVII
Dominum elegisti hodie ut sit tibi Deus et ambules in viis eius et custodias caeremonias illius et mandata atque iudicia et oboedias eius imperio
Hoje escolheste o Senhor para que seja teu Deus, para andares em seus caminhos e guardares seus preceitos. Tal eleição não é apenas decisão exterior, mas adesão profunda da consciência à Presença que orienta o ser para sua finalidade mais alta.
XVIII
Et Dominus elegit te hodie ut sis ei populus peculiaris sicut locutus est tibi et custodias omnia praecepta eius
E o Senhor te escolheu hoje para que sejas seu povo particular, como Ele prometeu, contanto que guardes seus mandamentos. Há aqui um vínculo recíproco que revela a dignidade da criatura chamada a corresponder ao Amor que a precede.
XIX
Et faciat te excelsiorem cunctis gentibus quas creavit in laudem et in nomen et in gloriam ut sis populus sanctus Domini Dei tui sicut locutus est
E Ele te elevará acima de todas as nações que criou, para louvor, honra e glória, a fim de que sejas um povo consagrado ao Senhor teu Deus. Esta elevação indica a vocação do ser humano a participar de uma ordem superior que ultrapassa o efêmero e o conduz à plenitude.
Reflexão:
O chamado divino convoca o coração a uma decisão que envolve toda a existência
Cumprir os mandamentos é ordenar a vida segundo o Bem que não passa
A escolha consciente pelo Alto fortalece a interioridade e dá firmeza à ação
A dignidade humana manifesta-se na fidelidade ao que é verdadeiro
Quem orienta a própria vontade por um princípio superior não se dispersa nas circunstâncias
A constância no bem revela maturidade e domínio interior
A elevação prometida não é exterior, mas participação na grandeza do próprio Deus
Assim o ser encontra sua estabilidade ao permanecer unido à Fonte que o sustenta
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