domingo, 1 de novembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 3,3-8a - 05.11.2026

Quinta-feira, 5 de Novembro de 2026
31ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Diante de Cristo, toda grandeza anterior perde sua medida, pois nele o ser reencontra sua origem e reconhece, na presença eterna, a plenitude de sua própria existência.



Lectio Epistolæ Beati Pauli Apostoli ad Philippenses III, III ad VIIIa

III. Nos enim sumus circumcisio, qui spiritu servimus Deo, et gloriamur in Christo Jesu, et non in carne fiduciam habentes,

3. Nós somos a verdadeira circuncisão, pois servimos a Deus pelo Espírito, gloriamo-nos em Cristo Jesus e não depositamos nossa confiança naquilo que é apenas exterior.

IV. quamquam ego habeam confidentiam et in carne. Si quis alius videtur confidere in carne, ego magis,

4. Embora eu também pudesse depositar confiança nas condições humanas. Se alguém julga ter motivos para confiar nelas, eu os teria ainda mais.

V. circumcisus octavo die, ex genere Israël, de tribu Benjamin, Hebræus ex Hebræis, secundum legem pharisæus,

5. Fui circuncidado ao oitavo dia, pertenço à descendência de Israel, à tribo de Benjamim, sou hebreu, filho de hebreus, e, quanto à Lei, fariseu.

VI. secundum æmulationem persequens Ecclesiam Dei, secundum justitiam, quæ in lege est, conversatus sine querela.

6. Quanto ao zelo, persegui a Igreja de Deus. Quanto à justiça prescrita pela Lei, minha conduta era irrepreensível.

VII. Sed quæ mihi fuerunt lucra, hæc arbitratus sum propter Christum detrimenta.

7. Contudo, aquilo que para mim representava vantagem, considerei perda por causa de Cristo.

VIII. Verumtamen existimo omnia detrimentum esse propter eminentem scientiam Jesu Christi Domini mei.

8a. Mais ainda, considero todas as coisas perda diante da grandeza incomparável de conhecer Jesus Cristo, meu Senhor.

Reflexão:

  O ser encontra sua verdade quando deixa de medir a existência pelas conquistas exteriores.
Aquilo que parecia constituir sua grandeza revela-se insuficiente diante da presença de Cristo.
O conhecimento do Senhor não acrescenta apenas uma realidade à vida, mas transforma sua própria medida.
No íntimo, a existência é chamada a reconhecer a origem que a sustenta e lhe confere sentido.
O instante adquire profundidade quando acolhe essa presença que não se limita à sucessão dos acontecimentos.
As antigas seguranças perdem seu domínio, e o essencial começa a ordenar a interioridade.
Conhecer Cristo é permitir que toda a existência seja iluminada por uma verdade que a ultrapassa e a habita.
Assim, o ser encontra sua plenitude não naquilo que acumula, mas naquele em quem reconhece seu destino eterno.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,12-18 - 04.11.2026

Quarta-feira, 4 de Novembro de 2026
São Carlos Borromeu, bispo, Memória
31ª Semana do Tempo Comum


A presença eterna de Deus sustenta o ser em sua origem, ilumina o querer e conduz cada realização à plenitude que nele encontra seu fundamento.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Philippenses II, XII-XVIII

XII. Itaque carissimi mei (sicut semper obedistis), non ut in præsentia mei tantum, sed multo magis nunc in absentia mea, cum metu et tremore vestram salutem operamini.

12. Portanto, meus caríssimos, assim como sempre fostes obedientes, não somente na minha presença, mas muito mais agora, na minha ausência, empenhai-vos na realização da vossa salvação, com reverência e profundo respeito.

XIII. Deus est enim, qui operatur in vobis et velle, et perficere pro bona voluntate.

13. Pois é Deus quem opera em vós, suscitando o querer e conduzindo à realização, segundo a sua benevolência.

XIV. Omnia autem facite sine murmurationibus et hæsitationibus:

14. Realizai todas as coisas sem murmurações nem hesitações.

XV. Ut sitis sine querela, et simplices filii Dei, sine reprehensione in medio nationis pravæ et perversæ: inter quos lucetis sicut luminaria in mundo,

15. Assim, sereis íntegros e simples filhos de Deus, irrepreensíveis em meio a uma geração corrompida e desviada. Entre eles, resplandeceis como luzes no mundo,

XVI. Verbum vitæ continentes ad gloriam meam in die Christi, quia non in vacuum cucurri, neque in vacuum laboravi.

16. conservando a Palavra da Vida, para a glória de Cristo, no dia de sua manifestação, pois assim não terei percorrido meu caminho em vão, nem trabalhado inutilmente.

XVII. Sed et si immolor supra sacrificium, et obsequium fidei vestræ, gaudeo, et congratulor omnibus vobis.

17. Mesmo que minha vida seja oferecida como sacrifício, unida à oblação da vossa fé, alegro-me e compartilho essa alegria com todos vós.

XVIII. Idipsum autem et vos gaudete, et congratulamini mihi.

18. Do mesmo modo, alegrai-vos também vós e compartilhai comigo essa alegria.

Reflexão:

A existência encontra em Deus sua origem e seu fundamento.
A salvação amadurece no íntimo, onde a graça desperta o querer.
O agir humano adquire plenitude quando acolhe a ação divina.
Cada instante recebe profundidade daquele que sustenta todo o ser.
A constância interior preserva a alma das oscilações passageiras.
A Palavra da Vida ilumina o caminho e orienta sua realização.
Nada se perde quando cada ato se une à presença eterna.
Em Deus, o ser encontra sua unidade e sua consumação.

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sábado, 31 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,5-11 - 03.11.2026

Terça-feira, 3 de Novembro de 2026
31ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Cristo humilhou-se em obediência ao Pai, e Deus o exaltou, manifestando na glória a plenitude do amor que se entrega e permanece além da morte.



Epistola B. Pauli Apostoli ad Philippenses II, V-XI

V. Hoc enim sentite in vobis, quod et in Christo Jesu.

5. Tendei a cultivar em vos os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.

VI. Qui cum in forma Dei esset, non rapinam arbitratus est esse se æqualem Deo.

6. Ele, existindo na condição divina, não considerou ser igual a Deus uma usurpação.

VII. Sed semetipsum exinanivit, formam servi accipiens, in similitudinem hominum factus, et habitu inventus ut homo.

7. Mas despojou-se de si mesmo, assumindo a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido em sua condição humana.

VIII. Humiliavit semetipsum factus obediens usque ad mortem, mortem autem crucis.

8. Humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.

IX. Propter quod et Deus exaltavit illum, et donavit illi nomen, quod est super omne nomen.

9. Por isso, Deus o exaltou e lhe concedeu o Nome que está acima de todo nome.

X. Ut in nomine Jesu omne genu flectatur cælestium, terrestrium et infernorum.

10. Para que, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre, nos céus, na terra e nas profundezas.

XI. Et omnis lingua confiteatur, quia Dominus Jesus Christus in gloria est Dei Patris.

11. E toda língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Reflexão:

  Em Cristo, a plenitude divina manifesta-se na humildade de sua entrega.
Sua obediência revela a profundidade de uma existência inteiramente voltada ao Pai.
A cruz não interrompe sua presença, mas manifesta a consumação de sua missão.
Na humildade, aquilo que procede do eterno revela sua verdadeira grandeza.
Deus o exalta, e seu Nome alcança toda a criação.
O instante da entrega permanece unido à plenitude que não passa.
Toda existência encontra em Cristo sua origem, seu sentido e seu destino.
Diante dele, o ser reconhece a verdade e a glória de Deus Pai.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro de Jó 19,1.23-27a - 02.11.2026

Segunda-feira, 2 de Novembro de 2026
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, Ano A


Sei que meu Redentor vive e permanece presente, sustentando meu ser, iluminando minha interioridade e conduzindo minha existência à plenitude eterna em Deus.



Lectio libri Iob XIX, I, XXIII-XXVIIa

I. Respondens autem Job, dixit.

1. Então Jó tomou a palavra e disse.

XXIII. Quis mihi tribuat ut scribantur sermones mei? quis mihi det ut exarentur in libro

23. Quem me dera que minhas palavras fossem escritas! Quem me concedesse vê-las registradas em um livro!

XXIV. stylo ferreo et plumbi lamina, vel celte sculpantur in silice?

24. Que fossem gravadas com instrumento de ferro e lâmina de chumbo, ou esculpidas para sempre na rocha!

XXV. Scio enim quod redemptor meus vivit, et in novissimo die de terra surrecturus sum:

25. Eu sei que meu Redentor vive e que, no último dia, ressurgirei da terra.

XXVI. et rursum circumdabor pelle mea, et in carne mea videbo Deum meum:

26. Serei novamente revestido de minha pele e, em minha própria carne, contemplarei meu Deus.

XXVIIa. quem visurus sum ego ipse, et oculi mei conspecturi sunt, et non alius:

27a. Eu mesmo o contemplarei. Meus próprios olhos o verão, e não os de outro.

Reflexão:

  A esperança de Jó nasce no mais profundo da provação.
Quando as certezas exteriores se desfazem, sua confiança permanece voltada para Deus.
A dor não consegue apagar a presença daquele que sustenta a existência.
O Redentor vive, e sua vida é fundamento de uma esperança que ultrapassa a morte.
O instante presente, mesmo atravessado pelo sofrimento, permanece aberto à eternidade.
A verdadeira firmeza interior não depende da permanência das circunstâncias, mas da confiança em Deus.
A existência encontra sua plenitude quando reconhece, para além de toda aparência, aquele que lhe dá origem e destino.
Assim, a esperança de Jó anuncia que a morte não terá a última palavra, pois o encontro com Deus permanece.

Proclamatio Sancti Evangelii secundum Lucam V, XXXIII-XXXIX

[V, XXXIII-XXXIX]

XXXVIII. sed vinum novum in utres novos mittendum est, et utraque conservantur. (Lucas V, 38)

38. O vinho novo deve ser colocado em recipientes novos, e assim ambos serão preservados. (Lucas 5, 38)

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Apocalipse de São João 7,2-4.9-14 - 09.01.2026

Domingo, 1 de Novembro de 2026
Todos os Santos, Solenidade, Ano A
31ª Semana do Tempo Comum


Na presença de Deus, toda origem encontra sua unidade, e cada instante se abre à plenitude eterna que reúne os povos na comunhão de Cristo.



Lectio libri Apocalypsis beati Ioannis Apostoli VII, II-IV, IX-XIV

II. Et vidi alterum angelum ascendentem ab ortu solis, habentem signum Dei vivi : et clamavit voce magna quatuor angelis, quibus datum est nocere terræ et mari,

2. Vi outro anjo que subia do oriente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro anjos aos quais havia sido concedido o poder de causar dano à terra e ao mar.

III. dicens : Nolite nocere terræ, et mari, neque arboribus, quoadusque signemus servos Dei nostri in frontibus eorum.

3. E disse que não causassem dano à terra, ao mar nem às árvores, até que os servos de nosso Deus fossem assinalados em suas frontes.

IV. Et audivi numerum signatorum, centum quadraginta quatuor millia signati, ex omni tribu filiorum Israël.

4. Então ouvi o número dos que haviam sido assinalados, cento e quarenta e quatro mil, provenientes de todas as tribos dos filhos de Israel.

IX. Post hæc vidi turbam magnam, quam dinumerare nemo poterat, ex omnibus gentibus, et tribubus, et populis, et linguis : stantes ante thronum, et in conspectu Agni, amicti stolis albis, et palmæ in manibus eorum :

9. Depois disso, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, procedente de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e trazendo palmas nas mãos.

X. et clamabant voce magna, dicentes : Salus Deo nostro, qui sedet super thronum, et Agno.

10. E proclamavam em alta voz que a salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.

XI. Et omnes angeli stabant in circuitu throni, et seniorum, et quatuor animalium : et ceciderunt in conspectu throni in facies suas, et adoraverunt Deum,

11. Todos os anjos estavam ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Então se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus,

XII. dicentes : Amen. Benedictio, et claritas, et sapientia, et gratiarum actio, honor, et virtus, et fortitudo Deo nostro in sæcula sæculorum. Amen.

12. dizendo. Amém. Ao nosso Deus sejam dadas a bênção, a glória, a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pelos séculos dos séculos. Amém.

XIII. Et respondit unus de senioribus et dixit mihi : Hi, qui amicti sunt stolis albis, qui sunt ? et unde venerunt ?

13. Então um dos anciãos tomou a palavra e me perguntou quem eram aqueles que estavam vestidos com túnicas brancas e de onde tinham vindo.

XIV. Et dixi illi : Domine mi, tu scis. Et dixit mihi : Hi sunt, qui venerunt de tribulatione magna, et laverunt stolas suas, et dealbaverunt eas in sanguine Agni.

14. Respondi-lhe. Meu senhor, tu o sabes. E ele me disse que aqueles eram os que vinham da grande tribulação, haviam lavado suas túnicas e as tinham tornado brancas no sangue do Cordeiro.

Reflexão:

A origem de toda existência permanece na presença daquele que sustenta todas as coisas.
O selo divino revela que a criatura pertence Àquele de quem recebe o próprio ser.
A multidão incontável manifesta a plenitude de uma comunhão que ultrapassa toda medida humana.
Diante do Cordeiro, a diversidade das existências encontra sua unidade na presença eterna de Deus.
As túnicas brancas revelam a purificação que nasce da entrega à verdade divina.
O sangue do Cordeiro manifesta que a plenitude passa pelo mistério da redenção.
Cada instante vivido em Deus participa de uma realidade que não se extingue com o tempo.
Na eternidade, toda existência encontra sua origem, sua verdade e sua consumação.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 1,18b-26 - 31.10.2026

 Sábado, 31 de Outubro de 2026

30ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Viver em Cristo é encontrar, em cada instante, a plenitude da existência; morrer é atravessar a passagem para a comunhão definitiva com a eternidade divina.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Philippenses I, XVIIIb-XXVI

“Scire autem vos volo…”+1

XVIIIb. Et in hoc gaudeo, sed et gaudebo.

18b. E nisso me alegro e continuarei a alegrar-me.

XIX. Scio enim quia hoc mihi proveniet ad salutem, per vestram orationem, et subministrationem Spiritus Jesu Christi,

19. Pois sei que tudo isso contribuirá para a minha salvação, mediante a oração de vocês e o auxílio do Espírito de Jesus Cristo.

XX. Secundum exspectationem et spem meam, quia in nullo confundar: sed in omni fiducia sicut semper, et nunc magnificabitur Christus in corpore meo, sive per vitam, sive per mortem.

20. Conforme minha ardente expectativa e esperança, não serei confundido em coisa alguma. Pelo contrário, com plena confiança, como sempre, também agora Cristo será glorificado em meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.

XXI. Mihi enim vivere Christus est, et mori lucrum.

21. Para mim, viver é Cristo, e morrer é lucro.

XXII. Quod si vivere in carne, hic mihi fructus operis est, et quid eligam ignoro.

22. Mas, se continuar vivendo nesta existência corporal, meu trabalho produzirá frutos. Por isso, não sei o que escolher.

XXIII. Coarctor autem e duobus: desiderium habens dissolvi, et esse cum Christo, multo magis melius:

23. Sinto-me dividido entre duas realidades. Tenho o desejo de partir e estar com Cristo, o que seria incomparavelmente melhor.

XXIV. Permanere autem in carne, necessarium propter vos.

24. Permanecer nesta vida, porém, é necessário por causa de vocês.

XXV. Et hoc confidens scio quia manebo, et permanebo omnibus vobis ad profectum vestrum, et gaudium fidei:

25. Convencido disso, sei que permanecerei e continuarei junto de todos vocês, para o crescimento espiritual e a alegria da fé.

XXVI. Ut gratulatio vestra abundet in Christo Jesu in me, per meum adventum iterum ad vos.

26. Assim, por meio de meu retorno ao convívio de vocês, sua alegria em Cristo Jesus crescerá abundantemente por minha causa.

Reflexão:

A existência encontra sua verdade mais profunda quando se orienta inteiramente para Cristo.
Cada instante recebe sua plenitude quando vivido na presença daquele que é a origem e o destino do ser.
A passagem do tempo não determina, por si mesma, a maturidade da alma.
Há uma profundidade na presença em que cada experiência pode adquirir sentido diante da eternidade.
Paulo reconhece que viver e morrer encontram sua unidade na comunhão com Cristo.
Sua permanência não nasce do apego à existência, mas da consciência do bem que ainda pode realizar.
A alma amadurecida acolhe cada circunstância sem perder de vista sua direção essencial.
Assim, o instante deixa de ser apenas passagem e torna-se presença fecunda diante de Deus.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Início da Carta de São Paulo aos Filipenses 1,1-11 - 30.10.2026

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2026
30ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Aquele que faz nascer em nós sua obra permanece presente em cada instante, conduzindo silenciosamente nossa existência à plenitude que encontra em Cristo sua realização definitiva.



Initium Epistolae Sancti Pauli Apostoli ad Philippenses I, I-XI

I. Paulus et Timotheus, servi Jesu Christi, omnibus sanctis in Christo Jesu, qui sunt Philippis, cum episcopis et diaconibus.

1. Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, juntamente com os bispos e diáconos.

II. Gratia vobis, et pax a Deo Patre nostro, et Domino Jesu Christo.

2. A graça e a paz estejam convosco, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

III. Gratias ago Deo meo in omni memoria vestri,

3. Dou graças ao meu Deus sempre que me recordo de vós.

IV. semper in cunctis orationibus meis pro omnibus vobis, cum gaudio deprecationem faciens,

4. Em todas as minhas orações por todos vós, elevo continuamente minhas súplicas com alegria.

V. super communicatione vestra in Evangelio Christi a prima die usque nunc.

5. Dou graças pela vossa participação na propagação do Evangelho de Cristo, desde o primeiro dia até agora.

VI. Confidens hoc ipsum, quia qui coepit in vobis opus bonum, perficiet usque in diem Christi Jesu:

6. Tenho a firme confiança de que aquele que iniciou em vós a boa obra há de conduzi-la à plenitude até o dia de Cristo Jesus.

VII. sicut est mihi justum hoc sentire pro omnibus vobis: eo quod habeam vos in corde, et in vinculis meis, et in defensione, et confirmatione Evangelii, socios gaudii mei omnes vos esse.

7. É justo que eu tenha esse sentimento por todos vós, pois vos trago no coração e, tanto nas minhas prisões quanto na defesa e na confirmação do Evangelho, todos sois participantes da minha alegria.

VIII. Testis enim mihi est Deus, quomodo cupiam omnes vos in visceribus Jesu Christi.

8. Deus é minha testemunha de quanto desejo estar junto de todos vós, com a ternura profunda de Jesus Cristo.

IX. Et hoc oro, ut caritas vestra magis ac magis abundet in scientia, et in omni sensu:

9. E esta é a minha oração, que o vosso amor cresça cada vez mais, acompanhado de conhecimento e de profunda sensibilidade espiritual.

X. ut probetis potiora, ut sitis sinceri, et sine offensa in diem Christi,

10. Para que saibais discernir o que verdadeiramente tem valor, permaneçais íntegros e irrepreensíveis até o dia de Cristo.

XI. repleti fructu justitiae per Jesum Christum, in gloriam et laudem Dei.

11. E sejais plenamente enriquecidos pelos frutos da justiça, por meio de Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.

Reflexão:

  A obra divina começa no íntimo, onde a presença amadurece silenciosamente.
Cada instante acolhe uma possibilidade de crescimento e realização interior.
O que nasce de Deus não se perde na passagem dos acontecimentos.
Sua ação permanece, conduzindo o ser à plenitude que lhe foi destinada.
A paciência permite acolher o tempo próprio de cada amadurecimento.
A serenidade nasce quando o coração permanece atento ao essencial.
Assim, cada gesto consciente participa da obra que se realiza no presente.
E a existência, inteira, torna-se caminho de manifestação da graça divina.

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