segunda-feira, 20 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 8,26-40 - 23.04.2026

Quinta-feira, 23 de Abril de 2026

3ª Semana da Páscoa

Aqui flui a origem viva; nada impede a passagem interior. Ao acolher, o ser atravessa o limiar invisível e participa da realidade que renova continuamente.



Lectio Actuum Apostolorum 8,26-40

26 Angelus autem Domini locutus est ad Philippum dicens Surge et vade contra meridianum ad viam quae descendit ab Ierusalem in Gazam haec est deserta
26 Um mensageiro conduz ao movimento interior e chama ao caminho silencioso onde a travessia se inicia além das agitações.

27 Et surgens abiit et ecce vir Aethiops eunuchus potens Candacis reginae Aethiopum qui erat super omnes gazas eius venerat adorare in Ierusalem
27 E ao atender ao chamado, encontra-se aquele que busca com sinceridade, carregando responsabilidades, mas também uma sede interior que o conduz ao sagrado.

28 Et revertebatur sedens super currum suum legensque Isaiam prophetam
28 Ele retorna enquanto contempla a palavra, procurando sentido no que lê e desejando compreender o que ultrapassa a superfície.

29 Dixit autem Spiritus Philippo Accede et adiunge te ad currum istum
29 A orientação interior aproxima os caminhos, unindo aquele que busca e aquele que compreende, em um encontro que não é casual.

30 Accurrens autem Philippus audivit illum legentem Isaiam prophetam et dixit Putasne intellegis quae legis
30 A pergunta surge como abertura, convidando à consciência e ao despertar do entendimento mais profundo.

31 Qui ait Et quomodo possum si non aliquis ostenderit mihi rogavitque Philippum ut ascenderet et sederet secum
31 Reconhece-se a necessidade de orientação, pois o entendimento pleno requer abertura e disposição para aprender.

32 Locus autem Scripturae quam legebat erat hic Tamquam ovis ad occisionem ductus est et sicut agnus coram tondente se sine voce sic non aperuit os suum
32 A imagem revela o mistério da entrega silenciosa, onde a força se manifesta na quietude e na confiança.

33 In humilitate iudicium eius sublatum est generationem eius quis enarrabit quoniam tollitur de terra vita eius
33 Na aparente diminuição, revela-se uma elevação que não pode ser medida pelos critérios visíveis.

34 Respondens autem eunuchus Philippo dixit Obsecro te de quo propheta dicit hoc de se an de aliquo alio
34 Surge a busca por compreensão, pois o sentido profundo pede discernimento e escuta atenta.

35 Aperiens autem Philippus os suum et incipiens a Scriptura ista evangelizavit illi Iesum
35 A revelação acontece quando a palavra se torna viva e ilumina o entendimento interior.

36 Et dum irent per viam venerunt ad quandam aquam et ait eunuchus Ecce aqua quid prohibet me baptizari
36 No percurso, surge o sinal visível da transformação, e o anseio pela integração se manifesta com clareza.

37 Dixit autem Philippus Si credis ex toto corde licet respondens autem ait Credo Filium Dei esse Iesum Christum
37 A adesão nasce da totalidade do coração, e a afirmação interior confirma a união com a verdade reconhecida.

38 Et iussit stare currum et descenderunt uterque in aquam Philippus et eunuchus et baptizavit eum
38 A descida às águas simboliza a passagem para uma nova condição, onde o ser se renova em profundidade.

39 Cum autem ascendissent de aqua Spiritus Domini rapuit Philippum et amplius non vidit eum eunuchus ibat autem per viam suam gaudens
39 Ao emergir, algo se transforma de modo irreversível, e a continuidade do caminho acontece com alegria serena.

40 Philippus autem inventus est in Azoto et pertransiens evangelizabat civitatibus cunctis donec veniret Caesaream
40 O caminho prossegue, pois a verdade recebida se expande e alcança novos horizontes sem cessar.

Reflexão:
O chamado não se impõe, ele desperta no silêncio interior.
O encontro verdadeiro acontece quando há disposição para ouvir.
A compreensão nasce da humildade diante do mistério.
A travessia exige abertura para além do imediato.
A transformação inicia-se no consentimento do íntimo.
O que é acolhido com inteireza torna-se permanente.
A alegria surge como sinal de alinhamento profundo.
O caminho continua, sustentado por aquilo que não se perde.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 8,1b-8 - 22.04.2026

Quarta-feira, 22 de Abril de 2026

3ª Semana da Páscoa


Percorriam todo o caminho, anunciando a Palavra viva, que ilumina a interioridade, ordena o ser, desperta a alma e conduz tudo à plenitude eterna santa.



Lectio Actuum Apostolorum, VIII, I b–VIII

I b Facta est autem in illa die persecutio magna in ecclesia quae erat Hierosolymis et omnes dispersi sunt per regiones Iudaeae et Samariae praeter Apostolos
1 Espalha-se uma dispersão que, longe de dissolver o sentido, conduz cada um a reconhecer que a presença verdadeira não se limita a um lugar, mas permanece viva no interior do ser

II Curaverunt autem Stephanum viri timorati et fecerunt planctum magnum super illum
2 A reverência diante do justo revela que aquilo que é íntegro não se perde, mas permanece como testemunho que sustenta e orienta a consciência

III Saulus autem devastabat ecclesiam per domos intrans et trahens viros ac mulieres tradebat in custodiam
3 Mesmo diante da oposição, a verdade não é anulada, pois aquilo que é autêntico não depende das circunstâncias para permanecer firme

IV Igitur qui dispersi erant pertransibant evangelizantes verbum
4 Aqueles que seguem adiante levam consigo a Palavra que ilumina, transformando cada caminho em ocasião de manifestação do que é eterno

V Philippus autem descendens in civitatem Samariae praedicabat illis Christum
5 A proclamação do Cristo revela uma presença que reorganiza o interior humano e conduz à unidade do ser

VI Intendebant autem turbae his quae a Philippo dicebantur unanimiter audientes et videntes signa quae faciebat
6 Quando o coração se abre, a escuta se torna plena e os sinais deixam de ser externos, passando a revelar uma verdade que se reconhece interiormente

VII Multi enim eorum qui habebant spiritus immundos clamantes voce magna exiebant multi autem paralytici et claudi curati sunt
7 Aquilo que aprisiona é dissipado quando a verdade se manifesta, e o que estava limitado encontra restauração na ordem que se revela

VIII Factum est ergo gaudium magnum in illa civitate
8 A alegria surge como expressão natural quando o ser se alinha com aquilo que é pleno e permanente

Reflexão:
A dispersão exterior não fragmenta aquilo que está unificado interiormente
O que é verdadeiro acompanha o ser em qualquer circunstância
A oposição não interrompe o que possui raiz profunda
Há um caminho que se revela mesmo quando tudo parece incerto
A escuta autêntica transforma o entendimento em vivência
O que é restaurado no interior reflete-se em toda a existência
A presença que orienta não depende de condições externas
E a alegria manifesta-se como sinal de integração plena

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domingo, 19 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 7,51-8,1a - 21.04.2026

 

Terça-feira, 21 de Abril de 2026
3ª Semana da Páscoa

Senhor Jesus, acolhe meu espírito no centro silencioso, onde o ser repousa em tua presença eterna e encontra plenitude que não se dissolve nem se esgota.



Lectio Actuum Apostolorum, VII,51-VIII,IA

LI Dura cervice et incircumcisis cordibus et auribus, vos semper Spiritui Sancto resistitis, sicut patres vestri, ita et vos.
51 De dura resistência e coração fechado, assim como os antigos, também vós recusais a ação do Espírito, permanecendo afastados da presença que continuamente chama ao interior.

LII Quem prophetarum non sunt persecuti patres vestri Et occiderunt eos qui praenuntiabant de adventu Iusti, cuius vos nunc proditores et homicidae fuistis.
52 Qual dos profetas não foi perseguido Vossos pais rejeitaram os que anunciavam o Justo, e agora vós vos afastais daquele que se manifesta como plenitude viva.

LIII Qui accepistis legem in dispositione angelorum et non custodistis.
53 Recebestes a lei por mediação elevada, mas não a guardastes, pois o exterior não foi integrado no íntimo do ser.

LIV Audientes autem haec dissecabantur cordibus suis et stridebant dentibus in eum.
54 Ao ouvirem isso, seus corações se perturbavam e reagiam com dureza, pois resistiam à verdade que se revela silenciosamente.

LV Cum autem esset Stephanus plenus Spiritu Sancto, intendens in caelum vidit gloriam Dei et Iesum stantem a dextris Dei.
55 Estêvão, pleno de presença interior, elevando o olhar contemplou a glória e reconheceu o Filho junto ao Pai, na realidade que não se fragmenta.

LVI Et ait Ecce video caelos apertos et Filium hominis stantem a dextris Dei.
56 E disse Vejo os céus abertos e o Filho do Homem revelado, indicando a unidade que permanece além de toda aparência.

LVII Exclamantes autem voce magna continuerunt aures suas et impetum fecerunt unanimiter in eum.
57 Gritando com força, fecharam-se ainda mais e avançaram contra ele, recusando a luz que os convidava ao recolhimento.

LVIII Et eicientes eum extra civitatem lapidabant, et testes deposuerunt vestimenta sua secus pedes adolescentis qui vocabatur Saulus.
58 Expulsando-o, apedrejavam-no, enquanto outros assistiam, sem perceber que a verdade não pode ser destruída pelo gesto exterior.

LIX Et lapidabant Stephanum invocantem et dicentem Domine Iesu suscipe spiritum meum.
59 Enquanto era atingido, ele invocava e dizia Senhor Jesus, acolhe meu espírito, entregando-se à presença que não se dissolve.

LX Positis autem genibus clamavit voce magna Domine ne statuas illis hoc peccatum Et cum hoc dixisset obdormivit in Domino.
60 De joelhos, clamou para que não lhes fosse imputado o erro, e então repousou, unido à realidade que não se interrompe.

I Saulus autem erat consentiens neci eius.
1 Saulo consentia com sua morte, ainda sem perceber o chamado que o conduziria ao despertar interior.

Reflexão
A resistência do coração impede o reconhecimento daquilo que já se manifesta
O apego ao exterior obscurece a presença que sustenta o ser silenciosamente
Quando o olhar se eleva, a realidade revela sua unidade essencial
A verdade não depende da aceitação, pois permanece íntegra em si mesma
A entrega interior dissolve o medo diante das circunstâncias passageiras
O perdão revela uma força que não se origina da reação, mas da compreensão
A permanência no que é essencial sustenta o ser mesmo na adversidade
Assim, a vida encontra sentido no que não se rompe nem se altera

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sábado, 18 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,8-15 - 20.04.2026


Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
3ª Semana da Páscoa


Não podiam resistir à sabedoria que nele se manifestava, nem ao Espírito que o animava, pois sua palavra brotava de uma fonte que não se esgota. 



Lectio Actuum Apostolorum, VI,VIII-XV

VIII Stephanus autem plenus gratia et fortitudine faciebat prodigia et signa magna in populo.
8 Estêvão, pleno de graça e fortaleza, realizava prodígios e grandes sinais no meio do povo, manifestando uma presença interior que não se limita ao curso do tempo visível.

IX Surrexerunt autem quidam de synagoga quae appellatur Libertinorum et Cyrenensium et Alexandrinorum et eorum qui erant a Cilicia et Asia disputantes cum Stephano.
9 Levantaram-se alguns da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, discutindo com Estêvão, incapazes de alcançar aquilo que ultrapassa o entendimento imediato.

X Et non poterant resistere sapientiae et Spiritui qui loquebatur.
10 E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito que falava, pois a verdade que procede do interior não se submete às limitações do raciocínio passageiro.

XI Tunc submiserunt viros qui dicerent se audivisse eum dicentem verba blasphema in Moysen et in Deum.
11 Então instigaram homens que afirmassem ter ouvido palavras contra Moisés e contra Deus, revelando a resistência de quem se apega ao que é transitório.

XII Concitaverunt itaque plebem et seniores et scribas et concurrentes rapuerunt eum et adduxerunt in concilium.
12 Excitaram o povo, os anciãos e os escribas, e, vindo em tumulto, prenderam-no e o levaram ao conselho, como quem tenta aprisionar o que não pode ser contido.

XIII Et statuerunt testes falsos qui dicerent homo iste non cessat loqui verba adversus locum sanctum et legem.
13 Apresentaram falsas testemunhas que diziam que ele não cessava de falar contra o lugar santo e a Lei, confundindo o exterior com o que verdadeiramente permanece.

XIV Audivimus enim eum dicentem quoniam Iesus Nazarenus destruet locum istum et mutabit traditiones quas tradidit nobis Moyses.
14 Pois o ouvimos dizer que Jesus de Nazaré destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos transmitiu, sem perceber que o que é essencial não se desfaz.

XV Et intuentes eum omnes qui sedebant in concilio viderunt faciem eius tamquam faciem angeli.
15 E todos os que estavam sentados no conselho, fixando os olhos nele, viram seu rosto como o rosto de um anjo, sinal de uma presença que reflete o que não se altera.

Reflexão:
A presença que se enraíza no interior não depende da aprovação exterior.
Há uma força silenciosa que não se curva diante da oposição.
O olhar que se fixa no transitório não reconhece o que permanece.
A verdade não necessita de defesa quando é vivida em profundidade.
O ser que se alinha ao que é estável torna-se sinal visível dessa realidade.
Mesmo em meio à contestação, há uma serenidade que não se dissolve.
A firmeza interior revela uma origem que não se corrompe.
E assim, o que é eterno se deixa entrever naquilo que permanece íntegro.

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14.22-33 - 19.04.2026

 Domingo, 19 de Abril de 2026

3º Domingo da Páscoa, Ano A


Não era possível que a morte o dominasse, pois a essência que nele habita transcende toda dissolução, permanecendo íntegra na realidade que sustenta o ser.



Lectio Actuum Apostolorum, II, XIV.XXII-XXXIII

XIV Stans autem Petrus cum undecim, levavit vocem suam, et locutus est eis: Viri Iudaei, et qui habitatis Ierusalem universi, hoc vobis notum sit, et auribus percipite verba mea.
14. Então Pedro, elevando a voz entre os onze, dirigiu-se aos presentes, convidando-os a uma escuta que ultrapassa o som e alcança o interior atento.

XXII Viri Israelitae, audite verba haec: Iesum Nazarenum, virum approbatum a Deo in vobis virtutibus, et prodigiis, et signis, quae fecit per illum Deus in medio vestri, sicut et vos scitis.
22. Homens de Israel, escutai estas palavras, reconhecendo naquele que se manifestou a ação que revela o invisível no meio do que é percebido.

XXIII Hunc, definito consilio et praescientia Dei traditum, per manus iniquorum affigentes interemistis.
23. Ele foi entregue segundo um desígnio que ultrapassa a compreensão imediata, e, mesmo atravessando a ação humana, conduziu-se a um propósito maior.

XXIV Quem Deus suscitavit, solutis doloribus inferni, iuxta quod impossibile erat teneri illum ab eo.
24. Aquele que foi elevado não podia ser retido pela dissolução, pois a vida que nele se manifesta não se submete ao limite do transitório.

XXV David enim dicit in eum: Providebam Dominum in conspectu meo semper, quoniam a dextris est mihi ne commovear.
25. A visão constante do que sustenta o ser mantém a consciência firme, impedindo que ela se disperse diante das mudanças.

XXVI Propter hoc laetatum est cor meum, et exsultavit lingua mea, insuper et caro mea requiescet in spe.
26. Por isso o interior se alegra e até o corpo repousa, pois encontra fundamento em uma realidade que não se desfaz.

XXVII Quoniam non derelinques animam meam in inferno, nec dabis Sanctum tuum videre corruptionem.
27. Pois aquilo que é consagrado não permanece na dissolução, mas é preservado na integridade do que permanece.

XXVIII Notas mihi fecisti vias vitae: adimplebis me laetitia cum facie tua.
28. Os caminhos da vida são revelados àquele que se abre, sendo preenchido por uma alegria que nasce da presença que sustenta.

XXIX Viri fratres, liceat audenter dicere ad vos de patriarcha David, quoniam et defunctus est, et sepultus, et sepulcrum eius est apud nos usque in hodiernum diem.
29. Irmãos, reconhecei que aquilo que é apenas forma se submete ao tempo, permanecendo visível apenas como memória.

XXX Propheta igitur cum esset, et sciret quia iureiurando iurasset illi Deus de fructu lumbi eius sedere super sedem eius.
30. Sendo portador de visão, compreendeu que a promessa não se limita ao visível, mas aponta para uma continuidade que transcende o imediato.

XXXI Providens locutus est de resurrectione Christi, quia neque derelictus est in inferno, neque caro eius vidit corruptionem.
31. Anteviu que a vida não seria vencida, pois o que é pleno não se submete à dissolução.

XXXII Hunc Iesum resuscitavit Deus, cuius omnes nos testes sumus.
32. Este foi elevado à plenitude, e tal realidade é testemunhada por aqueles que a reconhecem interiormente.

XXXIII Dextera igitur Dei exaltatus, et promissione Spiritus Sancti accepta a Patre, effudit hunc quem vos videtis et auditis.
33. Elevado à plenitude, derramou sobre todos uma presença que se torna perceptível àquele que se dispõe a acolher.

Reflexão
O que se manifesta não se limita ao que é visto
O ser encontra firmeza naquilo que permanece
A vida verdadeira não se submete à dissolução
A compreensão nasce quando o interior se aquieta
O sentido se revela a quem persevera na escuta
Nada essencial se perde no fluxo das formas
A presença sustenta mesmo quando não é percebida
E o caminho se ilumina para quem permanece atento

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,1-7 - 18.04.2026

 Sábado, 18 de Abril de 2026

2ª Semana da Páscoa

Escolheram homens interiormente preenchidos por presença plena, nos quais o agir não nasce da vontade própria, mas da consonância com aquilo que permanece eterno e indiviso



Lectio Actuum Apostolorum, VI, I–VII

I In diebus autem illis, crescente numero discipulorum, factum est murmur Graecorum adversus Hebraeos, eo quod despicerentur in ministerio quotidiano viduae eorum.
1 Naqueles dias, ao crescer o número dos discípulos, surgiu uma tensão velada, pois alguns percebiam obscurecimento no cuidado cotidiano, revelando que a atenção exterior nem sempre reflete a ordem interior plenamente reconhecida.

II Convocantes autem duodecim multitudinem discipulorum, dixerunt Non est aequum nos derelinquere verbum Dei et ministrare mensis.
2 Os Doze, reunindo a multidão, indicaram que não convinha abandonar aquilo que sustenta o sentido para ocupar-se apenas do que é passageiro, pois o essencial não pode ser substituído pelo imediato.

III Considerate ergo fratres viros ex vobis boni testimonii septem, plenos Spiritu Sancto et sapientia, quos constituamus super hoc opus.
3 Por isso, foram escolhidos homens de presença íntegra e sabedoria madura, capazes de agir sem ruptura interior, deixando que o gesto brote de uma unidade já estabelecida.

IV Nos vero orationi et ministerio verbi instantes erimus.
4 Quanto aos demais, permaneceram naquilo que recolhe e sustenta, onde a palavra não nasce da pressa, mas da profundidade que antecede toda ação.

V Et placuit sermo coram omni multitudine; et elegerunt Stephanum, virum plenum fide et Spiritu Sancto, et Philippum, et Prochorum, et Nicanorem, et Timonem, et Parmenam, et Nicolaum advenam Antiochenum.
5 A escolha agradou a todos, pois reconheceram naqueles homens não apenas funções, mas uma qualidade de presença que se mantém estável mesmo em meio às variações.

VI Hos statuerunt ante conspectum apostolorum; et orantes imposuerunt eis manus.
6 Colocados diante dos apóstolos, foram acolhidos em oração, indicando que toda missão verdadeira nasce de uma interioridade compartilhada e não de imposição exterior.

VII Et verbum Dei crescebat, et multiplicabatur numerus discipulorum in Ierusalem valde; multa etiam turba sacerdotum obediebat fidei.
7 E assim, o sentido se expandia silenciosamente, e muitos se aproximavam, não por persuasão externa, mas por ressonância com aquilo que permanece e sustenta.

Reflexão
A ação que nasce do interior não se dispersa.
Ela conserva unidade mesmo quando se manifesta.
O cuidado exterior só se torna verdadeiro quando procede de um centro estável.
Aquilo que é essencial não pode ser substituído pelo urgente.
A escolha autêntica reconhece a presença antes da função.
O agir justo não rompe o recolhimento que o origina.
O que se mantém em profundidade sustenta o que aparece.
Assim, o visível torna-se expressão do que permanece invisível.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura dos Atos dos Apóstolos 5,34-42 - 17.04.2026

 Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

2ª Semana da Páscoa

Alegram-se interiormente, pois reconhecem que atravessar a adversidade por aquilo que é eterno revela dignidade invisível e fortalece o ser naquilo que não pode ser abalado.



Lectio Actuum Apostolorum, V, XXXIV-XLII

XXXIV Surgens autem quidam in concilio pharisaeus nomine Gamaliel, legis doctor honorabilis universae plebi, iussit foras ad breve homines fieri.
34 Levanta-se aquele que discerne com prudência e convida ao recolhimento, indicando que a verdade se revela quando a agitação cede lugar à consciência ordenada.

XXXV Dixitque ad illos Viri Israelitae, attendite vobis super hominibus istis quid acturi sitis.
35 Ele orienta a vigilância interior, pois toda ação deve nascer de um discernimento que ultrapassa o impulso imediato.

XXXVI Ante hos enim dies extitit Theodas dicens esse se aliquem, cui consensit virorum numerus circiter quadringentorum qui occisus est, et omnes qui credebant ei dissipati sunt et redacti sunt ad nihilum.
36 Aquilo que se sustenta apenas na aparência dissolve-se, pois não possui raiz no que permanece.

XXXVII Post hunc extitit Iudas Galilaeus in diebus professionis et avertit populum post se, et ipse periit et omnes quotquot consenserunt ei dispersi sunt.
37 O que nasce da exterioridade dispersa não se mantém, pois carece de fundamento naquilo que é estável.

XXXVIII Et nunc dico vobis discedite ab hominibus istis et sinite illos quoniam si est ex hominibus consilium hoc aut opus dissolvetur.
38 Assim, convida-se ao desprendimento, pois o que é apenas humano não permanece além de seu próprio limite.

XXXIX Si vero ex Deo est non poteritis dissolvere eos ne forte et Deo repugnare inveniamini.
39 Mas o que se origina do princípio eterno não pode ser impedido, pois sua força não depende das circunstâncias visíveis.

XL Consenserunt autem illi et convocantes apostolos caesis denuntiaverunt ne loquerentur in nomine Iesu et dimiserunt eos.
40 Mesmo diante da oposição, o que é verdadeiro continua a se manifestar, ainda que atravesse resistência e incompreensão.

XLI Et illi quidem ibant gaudentes a conspectu concilii quoniam digni habiti sunt pro nomine Iesu contumeliam pati.
41 E seguem com alegria interior, pois reconhecem que permanecer firmes naquilo que é essencial fortalece o ser além de qualquer adversidade.

XLII Omni autem die in templo et circa domos non cessabant docentes et evangelizantes Christum Iesum.
42 E permanecem constantes, pois o que foi reconhecido no interior torna-se expressão contínua na existência.

Reflexão:
O que é verdadeiro não depende da aprovação exterior para se sustentar.
A consciência firme permanece, mesmo quando encontra oposição no caminho.
Aquilo que nasce do essencial não se dissolve com o tempo.
O discernimento protege o ser das ilusões passageiras.
A constância interior é mais forte do que qualquer resistência externa.
O que é vivido com autenticidade se expressa naturalmente.
A adversidade revela a profundidade do que foi assimilado.
Assim, o ser permanece estável naquilo que não pode ser abalado.

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