segunda-feira, 19 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,12-22 - 20.10.2026

Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Ele é nossa paz, pois reúne na unidade o que estava dividido e revela, em sua presença, a plenitude que reconcilia o ser com sua origem eterna.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Ephesios II, XII–XXII

XII. quia eratis illo in tempore sine Christo, alienati a conversatione Israël, et hospites testamentorum, promissionis spem non habentes, et sine Deo in hoc mundo.

12. Naquele tempo, estáveis sem Cristo, afastados da comunhão de Israel e estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus neste mundo.

XIII. Nunc autem in Christo Jesu, vos, qui aliquando eratis longe, facti estis prope in sanguine Christi.

13. Agora, porém, em Cristo Jesus, vós que outrora estáveis distantes fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

XIV. Ipse enim est pax nostra, qui fecit utraque unum, et medium parietem maceriæ solvens, inimicitias in carne sua,

14. Ele é a nossa paz, aquele que fez dos dois uma só realidade e, em sua carne, desfez o muro que os separava, destruindo a inimizade.

XV. legem mandatorum decretis evacuans, ut duos condat in semetipso in unum novum hominem, faciens pacem,

15. Abolindo, em sua carne, a lei dos mandamentos expressos em prescrições, para criar em si mesmo, dos dois, uma nova humanidade, estabelecendo a paz.

XVI. et reconciliet ambos in uno corpore, Deo per crucem, interficiens inimicitias in semetipso.

16. E, por meio da cruz, reconciliar ambos com Deus em um só corpo, fazendo morrer em si mesmo a inimizade.

XVII. Et veniens evangelizavit pacem vobis, qui longe fuistis, et pacem iis, qui prope.

17. E, vindo, anunciou a paz a vós que estáveis distantes e também aos que estavam próximos.

XVIII. Quoniam per ipsum habemus accessum ambo in uno Spiritu ad Patrem.

18. Pois, por meio dele, ambos temos acesso ao Pai, unidos em um só Espírito.

XIX. Ergo jam non estis hospites, et advenæ, sed estis cives sanctorum, et domestici Dei,

19. Portanto, já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.

XX. superædificati super fundamentum apostolorum, et prophetarum, ipso summo angulari lapide Christo Jesu,

20. Fostes edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo o próprio Cristo Jesus como pedra angular.

XXI. in quo omnis ædificatio constructa crescit in templum sanctum in Domino,

21. Nele, toda a construção, harmoniosamente edificada, cresce para se tornar templo santo no Senhor.

XXII. in quo et vos coædificamini in habitaculum Dei in Spiritu.

22. Nele, também vós sois edificados juntamente, para vos tornardes morada de Deus no Espírito.

Reflexão:

  Em Cristo, a distância encontra sua superação e o ser retorna à fonte divina que o sustenta.

  A paz nasce quando a interioridade acolhe a presença que reconcilia e reúne o que estava separado.

  A cruz manifesta o amor eterno que transforma a existência sem se submeter à sucessão dos acontecimentos.

  Cada instante pode tornar-se abertura para a presença de Deus, quando o coração se volta inteiramente para Ele.

  A maturidade espiritual acontece no recolhimento, onde a verdade recebida se aprofunda e adquire consistência.

  Nada se realiza plenamente sem que a presença divina encontre acolhimento no íntimo do ser.

  Em Cristo, a existência encontra fundamento, direção e plenitude, tornando-se morada do Espírito Santo.

  Assim, cada instante vivido em Deus participa de uma realidade que ultrapassa o tempo e conduz à comunhão eterna.

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domingo, 18 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,1-10 - 19.10.2026

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Ele nos concedeu a vida em Cristo e nos elevou à presença do Eterno, onde nossa origem encontra plenitude e cada instante se abre à eternidade.



Lectio Epistolæ Beati Pauli Apostoli ad Ephesios II, I-X

I. Et vos, cum essetis mortui delictis et peccatis vestris,

  1. E vós, que estáveis mortos por causa de vossas faltas e pecados,

II. in quibus aliquando ambulastis secundum sæculum mundi hujus, secundum principem potestatis aëris hujus, spiritus, qui nunc operatur in filios diffidentiæ,

  1. nos quais outrora caminhastes segundo o curso deste mundo, sob o domínio do príncipe do poder do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência,

III. in quibus et nos omnes aliquando conversati sumus in desideriis carnis nostræ, facientes voluntatem carnis et cogitationum, et eramus natura filii iræ, sicut et ceteri,

  1. entre os quais também todos nós outrora vivemos, seguindo os desejos de nossa carne e realizando as vontades da carne e dos pensamentos, sendo por natureza filhos da ira, como os demais.

IV. Deus autem, qui dives est in misericordia, propter nimiam caritatem suam, qua dilexit nos,

  1. Mas Deus, rico em misericórdia, movido pelo imenso amor com que nos amou,

V. et cum essemus mortui peccatis, convivificavit nos in Christo (cujus gratia estis salvati),

  1. quando estávamos mortos por causa dos pecados, deu-nos vida juntamente com Cristo. É pela graça que fostes salvos.

VI. et conresuscitavit, et consedere fecit in cælestibus in Christo Jesu,

  1. Com Cristo, também nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus, em Cristo Jesus,

VII. ut ostenderet in sæculis supervenientibus abundantes divitias gratiæ suæ, in bonitate super nos in Christo Jesu.

  1. para manifestar, nos tempos vindouros, a incomensurável riqueza de sua graça, por sua bondade para conosco em Cristo Jesus.

VIII. Gratia enim estis salvati per fidem, et hoc non ex vobis: Dei enim donum est,

  1. Pois fostes salvos pela graça, mediante a fé. Isso não vem de vós, mas é dom de Deus.

IX. non ex operibus, ut ne quis glorietur.

  1. Não provém das obras, para que ninguém se glorie.

X. Ipsius enim sumus factura, creati in Christo Jesu in operibus bonis, quæ præparavit Deus ut in illis ambulemus.

  1. Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus para as boas obras que Deus preparou de antemão, a fim de que nelas caminhemos.

Reflexão:

  A existência encontra sua origem no amor de Deus, que precede toda realização e sustenta o ser em sua profundidade.

  Mesmo quando a interioridade se afasta de sua fonte, a misericórdia divina permanece capaz de renovar a vida.

  Em Cristo, a morte interior cede lugar a uma existência despertada pela graça e aberta à plenitude.

  O instante presente recebe uma profundidade que não se limita à sucessão dos acontecimentos, pois nele a presença divina convoca o ser à transformação.

  A salvação não nasce da exaltação humana, mas do dom que alcança a criatura e a reconduz à sua origem.

  A fé acolhe esse dom e permite que a existência se torne receptiva à ação de Deus.

  As boas obras brotam dessa renovação interior, como expressão concreta de uma vida que amadurece na presença divina.

  Assim, cada instante pode tornar-se caminho de realização, quando o ser acolhe a graça e orienta sua existência para a plenitude em Deus.

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sábado, 17 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 45,1.4-6 - 18.10.2026

Domingo, 18 de Outubro de 2026
29º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Festa de São Lucas, Evangelista


Tomei Ciro pela mão direita, conduzindo-o para que os povos reconheçam minha autoridade e se cumpra, no instante presente, a plenitude de minha vontade eterna.



Lectio Libri Isaiae Prophetae XLV, I, IV–VI

  I

Haec dicit Dominus christo meo Cyro, cujus apprehendi dexteram, ut subjiciam ante faciem ejus gentes, et dorsa regum vertam, et aperiam coram eo januas, et portæ non claudentur.

1. Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para submeter diante dele as nações, fazer recuar os reis e abrir diante dele as portas, que não permanecerão fechadas.

  IV

Propter servum meum Jacob, et Israël, electum meum; et vocavi te nomine tuo: assimilavi te, et non cognovisti me.

4. Por causa de Jacó, meu servo, e de Israel, meu escolhido, chamei-te pelo teu nome e te designei, embora não me tenhas conhecido.

  V

Ego Dominus, et non est amplius; extra me non est deus; accinxi te, et non cognovisti me.

5. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não existe deus. Eu te fortaleci para a missão, embora não me tenhas conhecido.

  VI

Ut sciant hi qui ab ortu solis et qui ab occidente, quoniam absque me non est: ego Dominus, et non est alter.

6. Que saibam os que vivem desde o nascer do sol até o seu ocaso que nada existe fora de mim. Eu sou o Senhor, e não há outro.

Reflexão:

  O Eterno sustenta o curso de todas as coisas sem depender do reconhecimento humano.

  Sua presença alcança o que os olhos contemplam e o que permanece oculto à percepção.

  Cada instante recebe dessa origem a possibilidade de realizar aquilo que lhe pertence.

  A consciência amadurece quando deixa de exigir que o real obedeça aos seus desejos.

  O que não compreende não precisa ser negado, pois o sentido pode anteceder o entendimento.

  A firmeza interior nasce da atenção ao presente e da serenidade diante do que não se domina.

  O tempo vivido em profundidade deixa de ser mera sucessão e revela a presença que atravessa cada mudança.

  Reconhecer o Eterno no instante é acolher a existência sem perder de vista a unidade que a sustenta.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,15-23 - 17.10.2026

Sábado, 17 de Outubro de 2026
Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir, Memória
28ª Semana do Tempo Comum


Deus exaltou Cristo acima de tudo e o constituiu Cabeça da Igreja, seu corpo, para que nela a plenitude divina se manifeste e conduza tudo à unidade.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Ephesios I, XV–XXIII


I. XV–XXIII

Lectio Epistolæ Beati Pauli Apostoli ad Ephesios I, XV–XXIII

XV. Propterea et ego audiens fidem vestram, quæ est in Domino Jesu, et dilectionem in omnes sanctos,

15. Também eu, tendo ouvido falar da fé que tendes no Senhor Jesus e do amor que dedicais a todos os santos,

XVI. non cesso gratias agens pro vobis, memoriam vestri faciens in orationibus meis,

16. não cesso de dar graças por vós, mantendo-vos presentes em minhas orações.

XVII. ut Deus, Domini nostri Jesu Christi Pater gloriæ, det vobis spiritum sapientiæ et revelationis in agnitione ejus,

17. Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda o espírito de sabedoria e de revelação, para que o conheçais profundamente.

XVIII. illuminatos oculos cordis vestri, ut sciatis quæ sit spes vocationis ejus, et quæ divitiæ gloriæ hæreditatis ejus in sanctis,

18. Que sejam iluminados os olhos do vosso coração, para conhecerdes a esperança à qual fostes chamados e a riqueza gloriosa da herança que Deus concede aos santos.

XIX. et quæ sit supereminens magnitudo virtutis ejus in nos, qui credimus secundum operationem potentiæ virtutis ejus,

19. E que reconheçais a grandeza incomensurável de seu poder em nós, que cremos, segundo a ação eficaz de sua força divina.

XX. quam operatus est in Christo, suscitans illum a mortuis, et constituens ad dexteram suam in cælestibus,

20. Essa força, Deus a manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar-se à sua direita nos céus.

XXI. supra omnem principatum, et potestatem, et virtutem, et dominationem, et omne nomen, quod nominatur non solum in hoc sæculo, sed etiam in futuro.

21. Acima de todo principado, autoridade, poder e domínio, e acima de todo nome que possa ser pronunciado, não somente neste tempo, mas também no que há de vir.

XXII. Et omnia subjecit sub pedibus ejus, et ipsum dedit caput supra omnem ecclesiam,

22. Deus submeteu todas as coisas sob seus pés e o constituiu Cabeça suprema da Igreja.

XXIII. quæ est corpus ipsius, et plenitudo ejus, qui omnia in omnibus adimpletur.

23. A Igreja é seu corpo, a plenitude daquele que tudo leva à plenitude em todas as coisas.

Reflexão:

  O coração se ilumina quando se volta para a presença de Deus. A sabedoria nasce quando o olhar interior ultrapassa as aparências. A esperança revela uma profundidade que o instante passageiro não contém. Em Cristo, a vida atravessa a morte e manifesta sua plenitude eterna. Toda força encontra seu sentido quando permanece ordenada ao princípio divino. O tempo adquire profundidade quando cada instante é vivido em consciência. A presença recolhe o que está disperso e conduz o ser à unidade. Na plenitude de Cristo, o coração descobre o fundamento que sustenta todas as coisas.

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,11-14 - 16.10.2026

Sexta-feira, 16 de Outubro de 2026
28ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Aqueles que acolheram Cristo em seu íntimo receberam o selo do Espírito Santo, presença do Eterno que amadurece o ser para sua plenitude.



Lectio Epistulae Beati Pauli Apostoli ad Ephesios I, XI-XIV

XI In quo etiam et nos sorte vocati sumus praedestinati secundum propositum ejus qui operatur omnia secundum consilium voluntatis suae:

11. Em Cristo, também nós fomos chamados à herança, destinados segundo o desígnio daquele que realiza todas as coisas conforme a decisão de sua vontade.

XII ut simus in laudem gloriae ejus nos, qui ante speravimus in Christo:

12. Para que nos tornemos louvor de sua glória, nós que depositamos primeiramente nossa esperança em Cristo.

XIII in quo et vos, cum audissetis verbum veritatis, Evangelium salutis vestrae, in quo et credentes signati estis Spiritu promissionis Sancto,

13. Nele, também vós, ao ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e ao crerdes, fostes marcados com o selo do Espírito Santo prometido.

XIV qui est pignus haereditatis nostrae, in redemptionem acquisitionis, in laudem gloriae ipsius.

14. Ele é a garantia da nossa herança, até a redenção daqueles que Deus tornou seus, para louvor de sua glória.

Reflexão:

  A origem divina sustenta o ser para além da sucessão dos acontecimentos.

  Em Cristo, a existência recebe seu sentido e sua direção eterna.

  A palavra acolhida interiormente desperta uma transformação que amadurece no silêncio.

  O Espírito Santo imprime no íntimo a promessa de uma plenitude que não perece.

  Cada instante pode ser vivido diante de Deus como presença e resposta.

  A fé reconhece, no que permanece invisível, a ação silenciosa da graça.

  O ser encontra sua unidade quando orienta toda a existência para o Eterno.

  A herança prometida já ilumina o presente e conduz à plenitude em Deus.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 1,1-10 - 15.10.2026

Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026
Santa Teresa de Jesus, virgem e doutora da Igreja, Memória
28ª Semana do Tempo Comum


Em Cristo, Deus nos escolheu antes da fundação do mundo, para que nossa existência, acolhida em seu amor, encontre nele sua origem, sua plenitude e realização.



Initium Epistolæ Sancti Pauli Apostoli ad Ephesios I, I-X

I. Paulus Apostolus Jesu Christi per voluntatem Dei, omnibus sanctis qui sunt Ephesi, et fidelibus in Christo Jesu.

  1. Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso e aos fiéis em Cristo Jesus.

II. Gratia vobis, et pax a Deo Patre nostro, et Domino Jesu Christo.

  1. Graça e paz a vós, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

III. Benedictus Deus et Pater Domini nostri Jesu Christi, qui benedixit nos in omni benedictione spirituali in cælestibus in Christo,

  1. Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou, em Cristo, com toda bênção espiritual nas realidades celestes.

IV. sicut elegit nos in ipso ante mundi constitutionem, ut essemus sancti et immaculati in conspectu ejus in caritate.

  1. Nele, Deus nos escolheu antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele, no amor.

V. Qui prædestinavit nos in adoptionem filiorum per Jesum Christum in ipsum: secundum propositum voluntatis suæ,

  1. Ele nos predestinou, por meio de Jesus Cristo, para sermos seus filhos adotivos, segundo o desígnio benevolente de sua vontade.

VI. in laudem gloriæ gratiæ suæ, in qua gratificavit nos in dilecto Filio suo.

  1. Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos agraciou em seu Filho amado.

VII. In quo habemus redemptionem per sanguinem ejus, remissionem peccatorum secundum divitias gratiæ ejus,

  1. Nele temos a redenção por seu sangue, o perdão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça.

VIII. quæ superabundavit in nobis in omni sapientia et prudentia:

  1. Essa graça transbordou em nós, concedendo-nos sabedoria e discernimento em abundância.

IX. ut notum faceret nobis sacramentum voluntatis suæ, secundum beneplacitum ejus, quod proposuit in eo,

  1. Deus nos deu a conhecer o mistério de sua vontade, segundo seu desígnio benevolente, estabelecido por ele em Cristo.

X. in dispensatione plenitudinis temporum, instaurare omnia in Christo, quæ in cælis et quæ in terra sunt, in ipso ;

  1. Na plenitude dos tempos, realizar em Cristo a recapitulação de todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra, reunindo-as nele.

Reflexão

  Antes de toda manifestação, a existência humana já estava compreendida no desígnio amoroso de Deus.

  Em Cristo, a origem revela sua finalidade e conduz o ser à comunhão com o Eterno.

  A graça precede a realização e sustenta silenciosamente o amadurecimento da vida.

  Cada instante pode acolher a presença divina e tornar-se lugar de transformação interior.

  A sabedoria amadurece quando a consciência reconhece a profundidade daquilo que recebe.

  A redenção restaura a relação do ser com sua origem e renova sua compreensão da existência.

  Em Cristo, aquilo que parecia disperso encontra unidade no desígnio de Deus.

  A plenitude se manifesta quando toda a existência se orienta para a comunhão com aquele de quem procede.

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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2026
28ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Os que pertencem a Jesus Cristo crucificaram a carne com suas paixões, permitindo que o ser reencontre sua origem eterna e manifeste interiormente a plenitude divina.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Galatas V, XVIII ad XXV

XVIII. Quod si Spiritu ducimini, non estis sub lege.

  1. Se o Espírito vos conduz, já não estais submetidos à lei, pois a vida interior encontra nele sua orientação e seu princípio.

XIX. Manifesta sunt autem opera carnis, quæ sunt fornicatio, immunditia, impudicitia, luxuria,

  1. São manifestas as obras da carne, que são a fornicação, a impureza, a falta de retidão e a entrega desordenada aos desejos.

XX. idolorum servitus, veneficia, inimicitiæ, contentiones, æmulationes, iræ, rixæ, dissensiones, sectæ,

  1. A idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, as rivalidades, as iras, as discórdias, as divisões e os grupos que se opõem entre si.

XXI. invidiæ, homicidia, ebrietates, comessationes, et his similia, quæ prædico vobis, sicut prædixi: quoniam qui talia agunt, regnum Dei non consequentur.

  1. A inveja, os homicídios, as embriaguezes, os excessos nas refeições e tudo o que se assemelha a essas práticas. Eu vos advirto, como já o fiz, que aqueles que vivem segundo tais condutas não alcançarão o Reino de Deus.

XXII. Fructus autem Spiritus est caritas, gaudium, pax, patientia, benignitas, bonitas, longanimitas,

  1. O fruto do Espírito é o amor, a alegria, a paz, a paciência, a benevolência, a bondade e a perseverança serena.

XXIII. mansuetudo, fides, modestia, continentia, castitas. Adversus hujusmodi non est lex.

  1. A mansidão, a fidelidade, a moderação, o domínio de si e a castidade. Contra essas disposições não existe lei.

XXIV. Qui autem sunt Christi, carnem suam crucifixerunt cum vitiis et concupiscentiis.

  1. Aqueles que pertencem a Cristo crucificaram a carne com seus vícios e desejos desordenados, entregando à transformação interior aquilo que os afasta da vida no Espírito.

XXV. Si Spiritu vivimus, Spiritu et ambulemus.

  1. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também segundo o Espírito, tornando nossa existência expressão da vida que dele recebemos.

Reflexão:

O Espírito conduz o ser à verdade que nasce no íntimo.

A transformação principia quando a consciência reconhece sua própria direção.

Os desejos perdem o domínio quando a interioridade encontra firmeza.

A paz amadurece na presença que ordena o ser.

A bondade manifesta a profundidade de uma vida reconciliada com sua origem.

Cada instante pode acolher a ação silenciosa da graça.

A plenitude revela-se quando o agir corresponde à verdade interior.

Viver no Espírito é permitir que sua presença se manifeste em nós.

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