Terça-feira, 14 de Abril de 2026
Na unidade interior, o ser recolhe-se à origem eterna e, além das divisões do mundo, encontra comunhão indivisível que sustenta e harmoniza toda existência.
Lectio Actuum Apostolorum, IV, 32–37
XXXII Multitudinis autem credentium erat cor unum et anima una: nec quisquam eorum quae possidebat aliquid suum esse dicebat, sed erant illis omnia communia.
32 A multidão dos que acolhiam a verdade vivia na unidade do ser, onde nada era apropriado como próprio, pois tudo se reconhecia como participação na mesma origem que sustenta a vida.
XXXIII Et virtute magna reddebant Apostoli testimonium resurrectionis Iesu Christi Domini nostri: et gratia magna erat in omnibus illis.
33 Com força interior, os apóstolos testemunhavam a vida que vence toda dissolução, e uma plenitude silenciosa se manifestava em todos como presença que sustenta e ilumina.
XXXIV Neque enim quisquam egens erat inter illos: quotquot enim possessores agrorum aut domorum erant, vendentes afferebant pretia eorum quae vendebant,
34 Não havia carência entre eles, pois cada um reconhecia que a verdadeira riqueza não está no que se retém, mas naquilo que participa de uma realidade que não se esgota.
XXXV Et ponebant ante pedes Apostolorum: dividebatur autem singulis prout cuique opus erat.
35 Colocavam aos pés dos apóstolos, e tudo era distribuído segundo a necessidade, como expressão de uma ordem que harmoniza sem imposição e equilibra o que é essencial.
XXXVI Ioseph autem, qui cognominatus est Barnabas ab Apostolis (quod est interpretatum Filius consolationis), Levites, Cyprius genere,
36 José, chamado Barnabé, filho da consolação, manifesta aquele que se torna instrumento de paz interior, reconhecendo sua origem além das formas passageiras.
XXXVII Cum haberet agrum, vendidit illum, et attulit pretium, et posuit ante pedes Apostolorum.
37 Tendo um campo, vendeu-o e entregou o valor, indicando que o desprendimento revela uma consciência alinhada com o que permanece e não se perde.
Reflexão
A unidade do ser nasce do reconhecimento de uma origem comum
O que é verdadeiro não se fragmenta nem se perde nas divisões
A consciência ordenada encontra equilíbrio além das posses
O desapego revela a força interior que sustenta o agir
O testemunho vivo brota de uma presença constante
O que se compartilha não diminui, mas se amplia no essencial
A estabilidade interior supera a inquietação do transitório
E o ser permanece firme naquilo que não se dissolve
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