segunda-feira, 7 de julho de 2025

Primeira Leitura: Gênesis 41:55-57; 42:5-7.17-24 - 09.07.2025

 


Lectio Prima: Genesis 41,55-57; 42,5-7.17-24

Ioseph fratres suos agnóscit

41,55 Cumque esurisset omnis terra, aperuit Ioseph ómnia horrea et vendébat Ægýptiis. Fames autem ingravescébat per totam terram.
Quando toda a terra começou a passar fome, José abriu todos os celeiros e vendia aos egípcios. A fome, porém, agravava-se em toda a terra.

41,56 Omnes provínciæ venébant in Ægýptum, ut emerent escas, et augescébat fames in univérso orbe.
Todas as províncias vinham ao Egito para comprar mantimentos, pois a fome crescia em todo o mundo.

41,57 Omnés ergo terræ venérunt in Ægýptum ad eméndum escas a Ioseph: praevalúerat enim fames super univérsam terram.
Todas as terras vinham ao Egito para comprar alimentos de José, pois a fome dominava sobre toda a terra.

42,5 Venerúntque fílii Israël, ut comprarent in médio aliórum, fames enim erat in terra Chánaan.
Assim, os filhos de Israel vieram comprar alimento entre os demais, pois havia fome na terra de Canaã.

42,6 Ioseph autem erat princeps in terra Ægýpti, atque ad eius arbitrium frumenta vendebántur pópulo. Cumque veníssent fratres eius et adorássent eum pronis vultibus in terram,
José era governador da terra do Egito, e era a ele que se dirigia o povo para comprar trigo. Quando seus irmãos vieram, prostraram-se com o rosto em terra diante dele.

42,7 Et, quasi aliénos, ait durióra, scíscitans eos: “Unde venístis?” Qui respondérunt: “De terra Chánaan, ut emerémus victus necessária.”
E, como se fossem estranhos, José lhes falou com aspereza e lhes perguntou: “De onde viestes?” Eles responderam: “Da terra de Canaã, para comprar mantimentos.”

42,17 Tradidítque eos custódiæ tribus diébus.
E os lançou na prisão por três dias.

42,18 Die autem tértia edúcens eos, ait: “Fácite, quod dixi, et vivétis; Deum enim tímeo.
No terceiro dia, tirando-os da prisão, disse: “Fazei o que vos disse, e vivereis; pois temo a Deus.”

42,19 Si pacíficos estis, frater vester unus ligétur in cárcere; vos autem abíte, et ferte frumenta, quae emístis, in domos vestrás;
Se sois homens de paz, fique preso um de vós; e vós outros, ide e levai o trigo comprado para vossas casas;

42,20 Fratrem autem vestrum mínimum addúcite ad me, ut possim probáre verba vestra, et non moriamíni.” Fecérunt, ut dixerat.
Mas trazei até mim vosso irmão mais novo, para que eu possa verificar vossas palavras, e não morrereis.” E eles fizeram como ele disse.

42,21 Et loquebántur invicem: “Mérito hæc patímur, quia peccávimus in fratrem nostrum, videntes angústiam ánimæ illíus cum deprecarétur nos, et non audívimus; idcírco venit super nos ista tribulátio.”
E diziam uns aos outros: “Com razão sofremos tudo isto, porque pecamos contra nosso irmão. Víamos a angústia de sua alma quando nos suplicava, e não o ouvimos; por isso vem sobre nós esta tribulação.”

42,22 Et Ruben ait eis: “Numquid non dixi vobis: Nolíte peccáre in púerum? Et non audístis me: en sanguis eius exquiritur.”
E Rúben lhes disse: “Não vos falei para não pecardes contra o menino? E não me ouvistes. Eis que agora se requer o seu sangue.”

42,23 Néscii autem quod intellígeret Ioseph, eo quod per intérpretem loquerétur ad eos.
Eles, porém, não sabiam que José os entendia, pois ele lhes falava por meio de um intérprete.

42,24 Avertítque se parúmulum et flevit; et rédiens locútus est ad eos. Tollensque Símeon, et ligans illos coram óculis eórum,
Então ele se afastou um pouco e chorou; depois voltou, falou-lhes e tomou Simeão, prendendo-o na presença deles.

Reflexão:
A fome que atravessa a terra é símbolo da carência espiritual que impele os homens a buscar sentido e sustento fora de si — e, paradoxalmente, os conduz de volta ao irmão que haviam rejeitado. José, outrora vendido e humilhado, torna-se aquele que alimenta, perdoa e revela. A dignidade humana se manifesta quando, mesmo ferido, o espírito se eleva para servir. A reconciliação não anula a dor, mas a transforma em consciência. O processo evolutivo da alma passa pela verdade, pela liberdade de escolha e pelo reconhecimento do outro como extensão de si. No silêncio do perdão, Deus amadurece em nós.

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Primeira Leitura: Gênesis 32:23-33 - 08.07.2025

 


Prima Lectio: Liber Génesis 32,23-33

Liturgia: Lucta Iacob cum Deo

23 Surrexitque nocte illa, et tulit duas uxores suas, et duos ancillas, et undecim filios, et transivit vadum Iaboc.
Naquela noite, levantou-se, tomou suas duas esposas, suas duas servas e seus onze filhos, e atravessou o vau do Jaboque.

24 Transmisitque omnia quæ habebat:
E fez passar tudo o que possuía para o outro lado.

25 Remansit autem solus: et ecce vir luctabatur cum eo usque mane.
Jacó ficou sozinho. E eis que um homem lutava com ele até o romper da aurora.

26 Qui cum videret quod eum superare non posset, tetigit nervum femoris ejus, et statim emarcuit.
Vendo que não podia vencê-lo, tocou a articulação da sua coxa, e esta se deslocou.

27 Dixitque ad eum: Dimitte me, jam enim ascendit aurora. Respondit: Non dimittam te, nisi benedixeris mihi.
E disse-lhe: Deixa-me ir, pois já amanhece. Jacó respondeu: Não te deixarei ir, se não me abençoares.

28 Ait ergo: Quod nomen est tibi? Respondit: Iacob.
Ele perguntou: Qual é o teu nome? Respondeu: Jacó.

29 At ille: Nequaquam ultra Jacob appellabitur nomen tuum, sed Israël: quoniam si contra Deum fortis fuisti, quanto magis contra homines prævalebis?
E o outro disse: Teu nome não será mais Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens, e venceste.

30 Interrogavit eum Jacob: Dic, obsecro, mihi quod nomen est tuum. Respondit: Quare quæris nomen meum? Et benedixit ei in eodem loco.
Jacó perguntou: Rogo-te, dize-me o teu nome. E respondeu: Por que perguntas meu nome? E ali o abençoou.

31 Vocavitque Jacob nomen loci illius Phanuel, dicens: Vidi Deum facie ad faciem, et salva facta est anima mea.
E Jacó chamou aquele lugar de Fanuel, dizendo: Vi Deus face a face, e minha alma foi salva.

32 Ortusque est ei statim sol, postquam transgressus est Phanuel: ipse vero claudicabat pede.
O sol nasceu para ele quando passou por Fanuel; mas ele manquitava de uma perna.

33 Quam ob causam non comedunt filii Israël nervum qui emarcuit in femore Jacob, usque in praesentem diem: eo quod tetigerit nervum femoris ejus, et obstipuerit.
Por isso, os filhos de Israel até hoje não comem o nervo da articulação da coxa, pois ali Deus tocou Jacó e ele ficou manco.

Reflexão:
Esta luta noturna é imagem do combate silencioso entre o eu finito e a Presença que o transcende. No toque divino que fere, revela-se a grandeza do chamado à transformação: não somos aquilo que herdamos, mas o que escolhemos tornar-nos. Jacó torna-se Israel ao afirmar, com liberdade, seu desejo de bênção — de sentido, de elevação. A ferida permanece, não como punição, mas como sinal de travessia. O verdadeiro nome se revela na coragem de permanecer em luta, até que a luz nasça. E quando o sol enfim desponta, a alma compreende: toda dor foi parto de uma liberdade maior.

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domingo, 6 de julho de 2025

Primeira Leitura: Gênesis 28:10-22 - 07.07.2025


Lectio prima: Genesis 28,10-22
Titulus liturgicus: In somnis locutus est Dominus

10
Egressus est ergo Jacob de Bersabee, et pergebat Haran.
Jacó saiu, então, de Bersabéia e dirigiu-se a Harã.

11
Cumque venisset ad quemdam locum, et vellet in eo requiescere post solis occubitum, tulit de lapidibus qui jacebant, et supponens capiti suo, dormivit in eodem loco.
Chegando a um certo lugar, quis descansar ali após o pôr do sol. Tomou uma das pedras que ali estavam, colocou-a sob a cabeça e dormiu naquele mesmo lugar.

12
Viditque in somnis scalam stantem super terram, et cacumen illius tangens cælum: angelos quoque Dei ascendentes et descendentes per eam,
E viu em sonho uma escada apoiada na terra, cujo topo tocava o céu; e anjos de Deus subiam e desciam por ela.

13
et Dominum innixum scalæ, dicentem sibi: Ego sum Dominus Deus Abraham patris tui, et Deus Isaac: terram in qua dormis tibi dabo et semini tuo.
E o Senhor estava junto dela e lhe dizia: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaac. A terra em que repousas, Eu a darei a ti e à tua descendência.

14
Eritque semen tuum quasi pulvis terræ: dilataberis ad occidentem, et orientem, et aquilonem, et meridiem: et benedicentur in te et in semine tuo cunctæ tribus terræ.
Tua descendência será como o pó da terra: expandir-te-ás para o ocidente, oriente, norte e sul, e todas as tribos da terra serão abençoadas em ti e em tua descendência.

15
Et ero custos tuus quocumque perrexeris, et reducam te in terram hanc: nec dimittam te, nisi complevero omnia quæ dixi.
Estarei contigo onde quer que fores, e te reconduzirei a esta terra; não te abandonarei até que cumpra tudo o que te prometi.

16
Cumque evigilasset Jacob de somno, ait: Vere Dominus est in loco isto, et ego nesciebam.
Despertando do sono, Jacó disse: Verdadeiramente o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia.

17
Pavensque: Quam terribilis est, inquit, locus iste! non est hic aliud nisi domus Dei et porta cæli.
E cheio de temor disse: Quão terrível é este lugar! Não é outro senão a casa de Deus e a porta do céu.

18
Surgens ergo Jacob mane, tulit lapidem quem supposuerat capiti suo, et erexit in titulum, fundens oleum desuper.
Então Jacó, levantando-se de manhã, tomou a pedra que pusera sob a cabeça, erigiu-a como coluna e derramou óleo sobre ela.

19
Appellavitque nomen urbis Bethel, quæ prius Luza vocabatur.
E chamou o nome daquele lugar Betel, sendo anteriormente chamado Luza.

20
Vovit etiam votum, dicens: Si fuerit Deus mecum, et custodierit me in via, per quam ego ambulo, et dederit mihi panem ad vescendum, et vestimentum ad induendum,
E fez também um voto, dizendo: Se Deus estiver comigo e me guardar no caminho por onde ando, e me der pão para comer e roupa para vestir,

21
et reversus fuero prospere in domum patris mei: erit mihi Dominus in Deum,
e eu voltar em paz à casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus,

22
et lapis iste, quem erexi in titulum, vocabitur domus Dei: cunctorumque quæ dederis mihi, decimas offeram tibi.
e esta pedra que ergui como coluna será chamada casa de Deus; e de tudo o que me deres, eu te oferecerei o dízimo.

Reflexão:
O sonho de Jacó revela que o divino não habita em lugares distantes, mas se manifesta onde o espírito desperta para sua origem. A escada que liga terra e céu é símbolo da consciência em ascensão, unindo matéria e transcendência. O homem não é um exilado do infinito, mas um ponto onde o eterno deseja tomar forma. Ao reconhecer o sagrado onde antes via apenas pedras, Jacó inaugura a liberdade de quem escolhe fazer da própria jornada um altar. A realidade responde ao espírito que ousa escutar. E no centro da liberdade interior, o mundo torna-se também morada de Deus.

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sexta-feira, 4 de julho de 2025

Primeira Leitura: Isaías 66:10-14 - 06.07.2025

 


Liturgia: Dominica XIV per Annum (C)

Lectio prima – Liber Isaiae (Is 66,10-14)

10 Lætamini cum Ierusalem, et exsultate in ea, omnes qui diligitis eam; gaudete cum ea gaudio universi qui lugetis super eam.
Alegrai-vos com Jerusalém, exultai por ela todos vós que a amais; regozijai-vos com ela todos vós que por ela chorastes.

11 Ut sugatis, et repleamini ab uberibus consolationis eius; ut mulgeatis, et deliciis affluatis ab omnimoda gloria eius.
Para que vos alimenteis e vos sacieis ao seio das suas consolações, para que sorvais com delícias da abundância da sua glória.

12 Quia hæc dicit Dominus: Ecce ego declinabo super eam quasi fluvium pacis, et quasi torrentem inundantem gloriam gentium, quam sugetis; ad ubera portabimini, et super genua blandientur vobis.
Pois assim diz o Senhor: Eis que farei correr para ela a paz como um rio, e a glória das nações como uma torrente transbordante; sereis amamentados, levados ao colo, acariciados sobre os joelhos.

13 Quomodo si cui mater blandiatur, ita ego consolabor vos, et in Ierusalem consolabimini.
Como a mãe consola o filho, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém sereis consolados.

14 Videbitis, et gaudebit cor vestrum, et ossa vestra quasi herba germinabunt, et cognoscetur manus Domini servis eius, et indignabitur inimicis suis.
Vereis isso, e o vosso coração se alegrará, e os vossos ossos florescerão como a erva; a mão do Senhor se manifestará aos seus servos, e sua indignação aos seus inimigos.

Reflexão:
A imagem de Jerusalém como mãe que consola evoca mais que ternura: revela a origem espiritual que sustenta o ser. Quando o coração retorna à fonte, a paz não é apenas promessa, mas realidade que flui interiormente como rio silencioso. A glória não é conquista, mas presença compartilhada — um dom que transborda. A alegria nasce do reconhecimento da vida como impulso de comunhão, e não de posse. O ser floresce onde há confiança, e a existência se renova quando é acolhida com gratidão. A liberdade interior se torna fértil quando encontra raízes no amor que nutre, eleva e transforma em luz.

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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Primeira Leitura: Gênesis 27:1-5.15-29 - 05.07.2025

 


Lectio prima – Genesis 27,1-5.15-29

Benedictio Iacob a Isaac patri suo

1 Senuit autem Isaac, et caligaverunt oculi eius, et videre non poterat: vocavitque Esau, filium suum maiorem, et dixit ei: Fili mi. Qui respondit: Adsum.

1 Isaac envelheceu, e seus olhos se enfraqueceram, e já não podia ver. Chamou então Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho. Ele respondeu: Eis-me aqui.

2 Cui pater: Vides, inquit, quod senuerim, et ignorem diem mortis meae.

2 Disse-lhe o pai: Vês que envelheci, e não sei o dia da minha morte.

3 Tolle arma tua, faretram, et arcum, et egredere foras: cumque venatum aliquid apprehenderis,

3 Toma, pois, tuas armas, a aljava e o arco, e sai ao campo; e caçando algo, traz para mim.

4 Fac mihi inde pulmentum, sicut vescor, et affer, ut comedam: et benedicat tibi anima mea, antequam moriar.

4 Prepara-me então um prato saboroso, como gosto, e traze-mo, para que eu coma, e minha alma te abençoe antes que eu morra.

5 Quod cum audisset Rebecca, et ille abisset in agrum ut iussionem patris impleret,

5 Ora, Rebeca escutava enquanto Isaac falava com Esaú; e, quando ele saiu ao campo para cumprir a ordem do pai,

15 Induit eum operimentis Esau valde pelliceis, et pelliculas haedorum circumdedit manibus eius, et parte colli nuda:

15 Rebeca vestiu Jacó com as roupas muito peludas de Esaú, e cobriu-lhe as mãos e a parte descoberta do pescoço com peles de cabritos,

16 Deditque pulmentum, et panes, quos confecerat, in manu Iacob filii sui.

16 E pôs o prato e os pães que havia preparado nas mãos de Jacó, seu filho.

17 Qui cum ingressus esset ad patrem, dixit: Pater mi. At ille respondit: Audio. Quis es tu, fili mi?

17 Quando Jacó entrou e se apresentou ao pai, disse: Meu pai. E ele respondeu: Ouço. Quem és tu, meu filho?

18 Dixitque Iacob: Ego sum Esau primogenitus tuus: feci sicut praecepisti mihi: surge, sede, et comede de venatione mea, ut benedicat mihi anima tua.

18 Jacó disse: Sou Esaú, teu primogênito. Fiz como me pediste: levanta-te, senta-te e come da minha caça, para que tua alma me abençoe.

19 Dixitque Isaac ad filium suum: Quomodo tam cito invenire potuisti, fili mi? Qui respondit: Voluntas Dei fuit, ut cito occurreret mihi quod volebam.

19 Isaac disse ao filho: Como pudeste encontrar tão depressa, meu filho? E ele respondeu: Foi vontade de Deus que o que eu buscava me viesse logo ao encontro.

20 Dixit Isaac: Accede huc, ut tangam te, fili mi, et probem utrum tu sis filius meus Esau, an non.

20 Isaac disse: Aproxima-te, meu filho, para que eu te toque e veja se és realmente meu filho Esaú ou não.

21 Accessit ille ad patrem, et palpato eo, dixit Isaac: Vox quidem vox Iacob est, sed manus sunt manus Esau.

21 Ele se aproximou do pai, e, tocando-o, Isaac disse: A voz é a voz de Jacó, mas as mãos são as mãos de Esaú.

22 Et non cognovit eum, quia pilosae manus similitudinem maioris expresserant. Benedicens ergo illi,

22 E não o reconheceu, pois as mãos peludas pareciam as de seu irmão mais velho. E assim ele o abençoou.

23 Dixit: Tune es filius meus Esau? Respondit: Ego sum.

23 E disse: És mesmo meu filho Esaú? Ele respondeu: Eu sou.

24 At ille: Affer mihi, inquit, cibos de venatione tua, fili mi, ut comedam, et benedicat tibi anima mea. Quos cum oblatos comedisset, obtulit ei etiam vinum. Quod post bibendum,

24 Disse-lhe: Traz-me a caça, meu filho, para que eu coma, e minha alma te abençoe. Quando Jacó lhe trouxe o alimento e ele comeu, ofereceu-lhe também vinho, e ele bebeu.

25 Dixit ad eum: Accede ad me, et da mihi osculum, fili mi.

25 Disse-lhe então: Aproxima-te, meu filho, e dá-me um beijo.

26 Accessit, et osculatus est eum. Statimque ut sensit odorem vestimentorum eius, benedicens illi, ait: Ecce odor filii mei, sicut odor agri pleni, cui benedixit Dominus.

26 Ele se aproximou e o beijou. E assim que Isaac sentiu o cheiro das suas roupas, abençoou-o, dizendo: Eis o cheiro do meu filho, como o cheiro de um campo fértil, que o Senhor abençoou.

27 Det tibi Deus de rore caeli, et de pinguedine terrae, abundantiam frumenti, et vini.

27 Deus te conceda o orvalho do céu e a fertilidade da terra, com abundância de trigo e de vinho.

28 Et serviant tibi populi, et adorent te tribus: esto dominus fratrum tuorum, et incurventur ante te filii matris tuae: qui maledixerit tibi, sit ille maledictus: et qui benedixerit tibi, benedictionibus repleatur.

28 Sirvam-te os povos, prostrem-se diante de ti as nações: sê senhor dos teus irmãos, e que os filhos de tua mãe se curvem diante de ti. Maldito seja quem te amaldiçoar, e bendito quem te abençoar.

Reflexão:
Neste episódio velado por artifícios humanos, opera-se um mistério mais profundo: a bênção, dom irrevogável, flui mesmo por caminhos imperfeitos, revelando que a realidade divina não depende da pureza exterior dos meios, mas da orientação íntima do coração. A liberdade humana encontra aqui sua tensão maior — entre o desejo de possuir e o chamado a ser. No entanto, é nesse entrelaçar de intenções que a Graça atua, não anulando a escolha, mas elevando-a. A bênção verdadeira não é a posse de um direito, mas a abertura à vocação que nos transcende e nos dignifica. Aquele que se deixa conduzir pelo impulso interior da Vida será, mesmo sem saber, herdeiro do Eterno.

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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Primeira Leitura: Gênesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67 - 04.07.2025

 


Lectio Prima — Genesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67

23,1 Et erat vita Sarae centum et septemdecim anni; complens autem dies suos mortua est, et congregati sunt filii eius.
Sara viveu cento e dezessete anos; e, completados os seus dias, morreu, e os seus filhos foram reunidos.

23,2 Et venit Abraham, et flevit super Sara, et locutus est cum filiis Heth, dicens:
E veio Abraão, e chorou por Sara, e falou aos filhos de Het, dizendo:

23,3 Ego sum hospes et peregrinus apud vos; detegite mihi sepulcrum inter vos, ut sepeliam mortuam meam.
Sou estrangeiro e peregrino no meio de vós; dai-me uma sepultura entre vós, para que eu sepulte a minha morta.

23,4 Et responderunt filii Heth ad Abraham:
Responderam os filhos de Het a Abraão:

23,19 Et sepultavit Abraham Sarae uxorem in caverna Mambre, in agro Ephron filii Het, qui est apud Mamre.
E Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna de Macpela, no campo de Efron, filho de Het, que está junto a Mamre.

24,1 Et erat Abraham senex, et processit dies eius multa; et benedixit Dominus Abraham omni.
Abraão era já velho e avançados os seus dias; o Senhor tinha abençoado grandemente Abraão em tudo.

24,2 Et dixit Abraham senex servum seniorum domus suae, qui erat princeps omni, quaerens rem faciens:
Abraão disse ao servo mais velho de sua casa, que era chefe de tudo o que possuía:

24,3 Pone manum tuam sub femore meo, et ego iuro tibi in Domino Deo coeli et terrae, quia non accipies filiam meam ad filium meum de filiis Canaanitarum, sed in terra mea et in cognatione mea accipies uxorem filio meo.
Coloca a tua mão debaixo da minha coxa, e juro-te pelo Senhor Deus do céu e da terra, que não tomarás mulher para meu filho dentre as filhas dos cananeus, mas partirás para a minha terra e para a minha parentela, e lá tomarás mulher para meu filho.

24,4 Et dixit servus ad eum: Si non vult mulier sequi me in terram hanc, ubi vadam?
O servo lhe disse: E se a mulher não quiser seguir-me para esta terra, para onde irei?

24,5 Respondens Abraham dixit ei: Vide ut non referas filiam meam in terram ubi egressus es; Dominus Deus coeli, qui eduxit me de domo patris mei, et locutus est mecum, ipse miserit angelum suum ante te, et providebit viam tuam.
Abraão lhe respondeu: Atenta para que não tragas minha filha para terra de onde saíste. O Senhor Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e falou comigo, enviará Seu anjo diante de ti, e proverá o caminho.

24,6 Et si mulier non vult sequi te, tu eris absolutus de hoc iuramento, sed noli filium meum reducere illic.
Se a mulher não quiser seguir-te, então estarás livre do juramento, mas não trarás meu filho para lá.

24,7 Misit autem servus manum suam sub femore Abrahae patris sui, et iuravit ei ad eum fideliter, et dixit: Ego servus eius ero.
O servo pôs a mão debaixo da coxa de Abraão, seu senhor, e lhe jurou fielmente, dizendo: Eu serei servo dele.

24,8 Et exsurgens servus, profectus est in terra Chanaan ad civitatem Nahor.
Então o servo se levantou e partiu para a terra de Canaã, até a cidade de Naor.

24,62 Et venit Isaac de filius Abraham in campum, ubi erat tumentum Sarae mater sua.
Isaac, filho de Abraão, veio ao campo onde estava sepultada Sara, sua mãe.

24,63 Et ascendit oculis suis et vidit mulierem ambulantem in campo; et cognovit eam Rebecca, filiam Bethuel fratris Nahor filii Abraham.
Ergueu os olhos e viu uma mulher caminhando pelo campo; reconheceu-a como Rebeca, filha de Betuel, irmão de Naor, filho de Abraão.

24,64 Et abiit Isaac, et adduxit eam in domum matris suae Sarae; et accepit eam Rebecca, et facta est ei uxor, et amavit eam Isaac.
Isaac foi buscá-la e a trouxe para a casa de Sara, sua mãe; Rebeca a recebeu, e ela se tornou sua esposa, e Isaac a amou.

24,65 Et erat consolatio post mortem matris suae.
Ela foi consolo para ele depois da morte de sua mãe.

24,66 Et facta est Rebecca consors eius, et mulier, et confortata spiritu, laetata est Isaac in amore suo.
Rebeca tornou-se sua companheira, mulher, e fortalecida em espírito, Isaac se alegrou em seu amor.

24,67 Et facta est ipsa Rebecca mater Isaac, et dilexit eam Abraham; et fuit consolatio in gaudio in domo eius.
Rebeca tornou-se mãe de Isaac; Abraão a amou, e ela foi consolo e alegria na casa dele.

Reflexão:

A vida se desdobra num contínuo entre o passado e o futuro, onde o compromisso livre e consciente funda o caminho do ser. Abraão não só busca um lugar para enterrar Sara, mas preserva a dignidade da memória, lançando raízes que sustentam a transformação. O juramento feito pelo servo é uma promessa nascida da confiança e da responsabilidade pessoal, não da coerção. Cada encontro e escolha revela a potência da liberdade em convergir para o bem comum, numa harmoniosa ascensão do espírito humano. O amor que nasce dessas relações é o elo vivo que perpetua o sentido da existência, abrindo a via para um futuro fecundo e digno.

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terça-feira, 1 de julho de 2025

Primeira Leitura: Efésios 2:19-22 - 03.07.2025

 


Sancti Thomae Apostoli – Festa Apostoli

Epistola ad Ephesios 2,19-22 – Vulgata

19 Ergo iam non estis hospites, et advenae: sed estis cives sanctorum, et domestici Dei,
Assim, já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.

20 superaedificati super fundamentum Apostolorum et Prophetarum, ipso summo angulari lapide Christo Iesu:
Edificados sobre o fundamento dos Apóstolos e dos Profetas, tendo o próprio Cristo Jesus como pedra angular.

21 in quo omnis structura compacta crescit in templum sanctum in Domino,
Nele, toda a construção bem ajustada cresce para formar um templo santo no Senhor.

22 in quo et vos coaedificamini in habitaculum Dei in Spiritu.
Nele também vós sois juntamente edificados para ser morada de Deus no Espírito.

Reflexão:

Este não é um templo feito por mãos humanas, mas uma edificação viva, em contínuo devir, onde cada consciência desperta é pedra que vibra no edifício do Absoluto. Somos chamados, não à exclusão, mas à integração — não como peças anônimas, mas como seres únicos que escolhem livremente sua união. A liberdade aqui não é isolamento, mas comunhão; não é imposição, mas aliança. Ao reconhecer-se “concidadão dos santos”, o ser humano descobre que sua identidade se cumpre na abertura ao outro e ao Todo. Cristo, a pedra angular, não oprime, mas sustenta; não uniformiza, mas dá sentido à diversidade que constrói a eternidade.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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