sexta-feira, 7 de agosto de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Primeiro Livro dos Reis 19,9a.11-13a - 09.08.2026

Domingo, 9 de Agosto de 2026
19º Domingo do Tempo Comum, Ano A


Permanece sobre o monte, onde o instante se abre à eternidade, e tua consciência, diante do Inefável, repousa na presença do Senhor, em silêncio profundo.



Lectio libri tertii regum XIX, IXa, XI-XIIIa

IXa Cumque venisset illuc, mansit in spelunca.

9a Tendo chegado ao lugar, Elias permaneceu na caverna, recolhido à profundidade do silêncio, onde a alma se afasta do ruído exterior para permanecer diante do mistério de Deus.

XI Et ait ei: Egredere, et sta in monte coram Domino: et ecce Dominus transit. Et spiritus grandis et fortis subvertens montes, et conterens petras, ante Dominum: non in spiritu Dominus. Et post spiritum commotio: non in commotione Dominus.

11 E o Senhor lhe disse para sair e permanecer sobre o monte diante de sua presença. Então o Senhor passou. Um vento grande e impetuoso derrubava os montes e despedaçava as pedras diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento veio o abalo, mas o Senhor não estava no abalo. Assim, aquilo que se manifesta com força e perturbação não constitui, por si mesmo, a plenitude da presença divina.

XII Et post commotionem ignis: non in igne Dominus. Et post ignem sibilus aurae tenuis.

12 Depois do abalo veio o fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo veio o murmúrio de uma brisa suave. Quando todo ruído se aquieta, a alma percebe que a presença divina não necessita da violência do acontecimento, pois pode revelar-se na delicadeza silenciosa que alcança o mais profundo do ser.

XIIIa Quod cum audisset Elias, operuit vultum suum pallio, et egressus stetit in ostio speluncae.

13a Ao ouvir aquele murmúrio, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e permaneceu à entrada da caverna. O profeta reconheceu que a verdadeira aproximação do mistério exige reverência, silêncio e uma interioridade capaz de acolher a presença que se manifesta além de toda forma visível.

Reflexão:

A alma sobe ao monte quando abandona a dispersão e se recolhe diante do mistério.
Nem todo poder exterior revela a presença daquele que sustenta todas as coisas.
O vento passa, o abalo cessa e o fogo se extingue, mas a presença permanece.
Existe uma profundidade onde o silêncio se torna mais eloquente que o ruído.
Elias aprende que o eterno pode tocar o instante sem destruir sua delicadeza.
O coração amadurece quando deixa de procurar Deus apenas no extraordinário.
Na quietude, a consciência reencontra sua origem e contempla sua verdadeira direção.
Diante da presença divina, o silêncio deixa de ser vazio e torna-se plenitude.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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