Lectio Prima: Esther 4,17
17a Et invocavit Dominum, memor omnium operum eius, et dixit: Domine, Domine, rex omnipotens, in dicione tua cuncta sunt posita, et non est qui possit tuae resistere voluntati, si decreveris salvare Israel.
E invocou o Senhor, lembrando-se de todas as suas obras, e disse: Senhor, Senhor, rei onipotente, tudo está sob teu domínio, e não há quem possa resistir à tua vontade, se decidires salvar Israel.
17b Tu fecisti caelum et terram et quidquid caeli ambitu continetur.
Tu fizeste o céu e a terra e tudo o que o firmamento contém.
17c Dominus omnium es, nec est qui resistat maiestati tuae.
És o Senhor de tudo, e não há quem resista à tua majestade.
17d Nunc ergo, Domine, rex, Deus Abraham, miserere populi tui, quia volunt nos inimici nostri perdere et hereditatem tuam delere.
Agora, pois, Senhor, rei, Deus de Abraão, tem misericórdia do teu povo, pois nossos inimigos querem nos destruir e eliminar tua herança.
17e Ne despicias partem tuam, quam redemisti tibi de Aegypto.
Não desprezes a tua porção, que resgataste para ti do Egito.
17f Exaudi deprecationem meam et propitiare sortibus nostris et converte luctum nostrum in gaudium, ut viventes laudemus nomen tuum, Domine; et ne claudas ora te canentium.
Ouve minha súplica, tem piedade de nós e converte nosso luto em alegria, para que, vivendo, louvemos teu nome, Senhor; e não feches a boca dos que te exaltam.
17g Omnis quoque Israel pari mente et deprecatione clamavit ad Dominum, eo quod eis certa mors impenderet.
Todo Israel, com o mesmo sentimento e súplica, clamou ao Senhor, pois a morte certa os ameaçava.
Reflexão
No âmago da existência, há momentos em que a consciência coletiva desperta para desafios que transcendem o individual. Ester, ao elevar sua súplica, não apenas busca a salvação de seu povo, mas manifesta a interconexão de todos na teia da vida. Sua oração reflete a confiança na ordem universal, onde cada ser tem seu papel e dignidade. Ao reconhecer a soberania divina e a unidade do cosmos, somos chamados a agir com responsabilidade e coragem, sabendo que nossas escolhas influenciam o todo. Assim, a verdadeira liberdade emerge quando alinhamos nossa vontade à harmonia do universo, contribuindo para o bem comum e a evolução contínua da humanidade.
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