quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Malaquias 3:13-20 - 09.10.2025


 Lectio Prima: Malachiae 3,13-20

De iustitia Dei et sorte piorum ac impiorum

13 Invaluerunt super me verba vestra, dicit Dominus, et dixistis: Quid locuti sumus contra te?
As vossas palavras foram duras contra mim, diz o Senhor, e vós dizeis: Que dissemos contra ti?

14 Dixistis: Vanus est qui servit Deo; et quod utilitas quia custodivimus praecepta eius, et quia ambulavimus tristes ante faciem Domini exercituum?
Dissestes: É inútil servir a Deus; que proveito há em guardar os seus preceitos e em caminhar tristes diante do Senhor dos exércitos?

15 Ergo nunc beatos dicimus arrogantes: siquidem aedificati sunt facientes impietatem, et tentaverunt Deum, et salvi facti sunt.
Agora chamamos felizes os soberbos: os que praticam a impiedade prosperam, e os que tentam a Deus escapam impunes.

16 Tunc locuti sunt timentes Dominum, unusquisque cum proximo suo: Et attendit Dominus, et audivit; et scriptus est liber monumenti coram eo timentibus Dominum et cogitantibus nomen eius.
Então falaram os que temem o Senhor, cada um com o seu próximo; o Senhor prestou atenção e ouviu, e foi escrito um livro memorial diante dele para os que o temem e honram o seu nome.

17 Et erunt mihi, dicit Dominus exercituum, in die qua ego facio, in peculium; et parcam eis, sicut parcit vir filio suo servienti sibi.
Eles serão para mim um tesouro particular, diz o Senhor dos exércitos, no dia em que eu agir; e terei compaixão deles, como um pai tem compaixão do filho que o serve.

18 Et convertimini, et videbitis quid sit inter iustum et impium, et inter servientem Deo et non servientem ei.
Então vereis a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve.

19 Ecce enim dies venit succensa quasi caminus; et erunt omnes superbi et omnes facientes impietatem stipula, et succendet eos dies veniens, dicit Dominus exercituum, quae non derelinquet eis radicem et ramum.
Pois eis que vem o dia ardente como fornalha; todos os soberbos e todos os que praticam o mal serão como palha, e o dia que vem os consumirá, diz o Senhor dos exércitos, sem deixar raiz nem ramo.

20 Et orietur vobis timentibus nomen meum sol iustitiae, et sanitas in pennis eius; et egrediemini, et salietis sicut vituli de armento.
Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo cura em suas asas; e saireis e saltareis como bezerros soltos do curral.

Reflexão:
Há uma ordem silenciosa que distingue o justo do impiedoso, mesmo quando o mundo parece cego. O tempo não é castigo, é medida da revelação. A vida não recompensa o que brilha, mas o que permanece. O coração puro serve sem esperar, confia sem exigir, caminha sem cálculo. O dia ardente não é destruição, mas purificação — o fogo que consome o efêmero e exalta o essencial. Quem teme o Nome vive reconciliado com a própria consciência, e nela encontra a verdadeira liberdade. Assim, o sol da justiça não nasce fora, mas dentro do ser desperto à verdade.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Jonas 41-11 - 08.10.2025

 


Lectio Prima – Ionas 4,1-11

4,1
Et afflictus est Ionas afflictione magna, et iratus est.
E Jonas se afligiu com grande aflição, e ficou irritado.

4,2
Et oravit ad Dominum, et dixit: Obsecro, Domine, numquid non hoc est verbum meum, cum adhuc essem in terra mea? propter hoc praeoccupavi ut fugerem in Tharsis; scivi enim quia tu Deus clemens et misericors es, patiens et multae miserationis, et ignoscens super malitia.
E orou ao Senhor, e disse: Peço-te, Senhor, não era isto o que eu dizia quando ainda estava em minha terra? Por isso me adiantei a fugir para Társis; pois sabia que Tu és Deus clemente e misericordioso, paciente e de muitas misericórdias, e que perdoas a maldade.

4,3
Et nunc, Domine, tolle quaeso animam meam a me: quia melior est mihi mors quam vita.
E agora, Senhor, tira, peço, a minha alma de mim, pois melhor me é a morte do que a vida.

4,4
Et dixit Dominus: Putasne bene irasceris tu?
E disse o Senhor: Porventura fazes bem em irritar-te?

4,5
Et egressus est Ionas de civitate, et sedit contra orientem civitatis: et fecit sibimet tabernaculum ibi, et sedebat subter illud in umbra, donec videret quid accideret urbi.
E Jonas saiu da cidade, e sentou-se ao oriente dela; e fez para si uma cabana ali, e sentava-se à sua sombra, até ver o que aconteceria com a cidade.

4,6
Et praeparavit Dominus Deus hederam, et ascendit super caput Ionæ, ut esset umbra super eum, et protegeret eum (laboraverat enim): et laetatus est Ionas super hedera, laetitia magna.
E o Senhor Deus preparou uma planta que subiu sobre a cabeça de Jonas, para ser sombra sobre ele e o proteger (pois estava aflito); e Jonas alegrou-se grandemente por causa da planta.

4,7
Et paravit Deus vermem ascensu diluculo in crastinum: et percussit hederam, et exaruit.
E Deus preparou um verme, que ao nascer da manhã seguinte atacou a planta, e ela secou.

4,8
Et cum ortus fuisset sol, praecepit Dominus vento calido et urenti: et percussit sol super caput Ionæ, et aestuabat: et petivit animæ suæ ut moreretur, et dixit: Melius est mihi mori quam vivere.
E quando nasceu o sol, o Senhor ordenou um vento quente e abrasador; e o sol feriu a cabeça de Jonas, e ele desfalecia, e pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que viver.

4,9
Et dixit Dominus ad Ionam: Putasne bene irasceris tu super hederam? Et dixit: Bene irascor ego usque ad mortem.
E disse o Senhor a Jonas: Porventura fazes bem em irritar-te por causa da planta? E ele disse: Sim, faço bem em irritar-me até a morte.

4,10
Et dixit Dominus: Tu doluisti super hedera, in qua non laborasti, neque fecisti ut cresceret, quae sub una nocte nata est, et sub una nocte periit.
E disse o Senhor: Tu tiveste dó da planta, pela qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer; que numa noite nasceu e numa noite pereceu.

4,11
Et ego non parcam Ninive civitati magnae, in qua sunt plus quam centum viginti millia hominum, qui nesciunt quid sit inter dexteram et sinistram suam, et iumenta multa?
E Eu não pouparia a grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda, e muitos animais?

Reflexão:
A narrativa revela a limitação humana diante da amplitude da misericórdia divina. Jonas deseja justiça imediata, mas o Senhor ensina que a compaixão transcende o rigor. A planta que nasce e morre em um só dia mostra a fragilidade de tudo o que é passageiro. O homem aprende que apegar-se ao efêmero gera desordem interior, enquanto acolher o que é duradouro fortalece a alma. O diálogo de Deus corrige a visão estreita e convida à grandeza de espírito. Assim, a verdadeira liberdade está em alinhar-se à sabedoria que preserva a vida e reconhece a dignidade em toda criatura.

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domingo, 5 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Atos 1:12-14 - 07.10.2025

 


Lectio prima – Actus Apostolorum 1,12-14

  1. Tunc reversi sunt Ierosolymam a monte, qui vocatur Oliveti, qui est iuxta Ierusalem, sabbati habens iter.
    Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, que está perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado.

  2. Et cum introissent in cenaculum, ascenderunt ubi manebant Petrus, et Ioannes, Iacobus, et Andreas, Philippus, et Thomas, Bartholomaeus, et Matthaeus, Iacobus Alphaei, et Simon Zelotes, et Iudas Iacobi.
    E, quando chegaram, subiram ao cenáculo, onde costumavam permanecer: Pedro, João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago.

  3. Hi omnes erant perseverantes unanimiter in oratione cum mulieribus, et Maria matre Iesu, et fratribus eius.
    Todos perseveravam unânimes na oração, com algumas mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.

Reflexão:
A cena descrita não é apenas memória histórica, mas imagem de uma comunidade em gestação, fortalecida pela união e pelo recolhimento. Reunidos no silêncio do cenáculo, os discípulos aprendem que a verdadeira força não vem da agitação exterior, mas da perseverança interior. A presença de Maria entre eles recorda que a humildade é companheira da grandeza, e que a vida floresce na harmonia entre coragem e recolhimento. Permanecer juntos, em oração, revela que a liberdade humana se realiza na comunhão e no serviço. Assim, o cenáculo se torna símbolo da alma que aguarda, firme e confiante, o sopro do eterno.

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sábado, 4 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Jonas 1:1-2:1.11 - 06.10.2025

 


Lectio Prima: Jonas 1,1–2,1.11 (Vulgata Clementina)

Capítulo 1

1 Et factum est verbum Domini ad Ionam filium Amathi dicens:
Início da profecia de Jonas – A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, filho de Amati, e dizia:

2 Surge et vade in Niniven civitatem magnam, et praedica in ea, quia ascendit malitia eius coram me.
"Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive, e anuncia-lhe que sua perversidade subiu até a minha presença."

3 Jonas autem surrexit ut fugeret in Tharsis a facie Domini; descenditque in Ioppem et invenit navem euntem in Tharsis, et dedit naulum eius et descendit in eam ut ire cum eis in Tharsis a facie Domini.
"Jonas pôs-se a caminho a fim de fugir para Társis, longe da presença do Senhor; desceu a Jope e encontrou um navio com destino a Társis, adquiriu passagem e embarcou com os outros passageiros para essa cidade, para longe da presença do Senhor."

4 Dominus autem misit ventum magnum in mare: et facta est tempestas magna in mari, et navis periclitabatur conteri.
"Mas o Senhor mandou um vento violento sobre o mar, levantando uma grande tempestade, que ameaçava destruir o navio."

5 Timuerunt autem nautae valde et clamaverunt ad deos suos; et miserunt vasa quae erant in navibus in mare ut levaretur navis; Jonas autem descendit ad interiora navis et dormiebat.
"Tomados de pavor, os marinheiros começaram a gritar, cada qual a seu deus, e a lançar ao mar a carga do navio para o aliviar. Jonas havia descido ao porão do navio, deitara-se e dormia a sono solto."

6 Accessitque ad eum gubernator et dixit ei: Quid tu dormis? Surge et invoca Deum tuum, si forte recordetur nobis, et non pereamus.
"O chefe do navio foi vê-lo e disse: 'Como! Tu dormes? Levanta-te e reza ao teu deus; talvez ele se lembre de nós, e não morreremos'."

7 Dixerunt autem ad invicem nautae: Mittamus sortes et sciamus propter quid hoc malum sit nobis. Et miserunt sortes, et cecidit super Ionam.
"Disseram entre si os marinheiros: 'Vamos tirar a sorte, para saber por que nos acontece esta desgraça'. Lançaram a sorte, e esta caiu sobre Jonas."

8 Et dixerunt ei: Indica nobis propter quem hoc malum accidit nobis; quid opus tuum est et unde venis? Quae terra tua et quo populo es?
"Disseram-lhe: 'Explica-nos, por culpa de quem nos acontece esta desgraça? Qual é a tua ocupação e donde vens? Qual é a tua terra, de que povo és?' "

9 Et dixit ad eos: Hebraeus ego sum, et Dominum Deum caeli timeo, qui fecit mare et terram.
"Ele respondeu: 'Eu sou hebreu e temo o Senhor, Deus do céu, que fez o mar e a terra firme'."

10 Timuerunt viri valde, et dixerunt ad eum: Quid hoc fecisti? Cognouerunt enim quia a facie Domini fugiebat; indicaverat eis.
"Aqueles homens ficaram possuídos de grande medo e disseram: 'Como é que fizeste tal coisa?' Pelas palavras dele, acabavam de saber que estava fugindo da presença do Senhor."

11 Dixeruntque: Quid faciemus tibi, et cessabit mare a nobis? Tempestas enim erat magis et magis.
"Disseram então: 'Que faremos contigo, para acalmar o mar?' Pois o mar enfurecia-se cada vez mais."

12 Et dixit ad eos: Tollite me et mittite in mare, et cessabit mare a vobis; scio enim propter me hanc magnam tempestas super vos orta esse.
"Respondeu Jonas: 'Pegai-me e lançai-me ao mar, e o mar vos deixará em paz: eu sei que, por minha culpa, se desencadeou sobre vós esta grande borrasca'."

13 Et remigabant viri ut reverterentur ad aridam, et non valebant, quia mare magis et magis se commovebat contra eos.
"Os marinheiros, à força de remar, tentavam voltar à terra, mas em vão, porque o mar cada vez mais se encapelava contra eles."

14 Tunc clamaverunt ad Dominum et dixerunt: Supplicamus tibi, Domine, ne pereamus in re huius viri, et ne des super nos sanguinem innocentem; tu enim, Domine, fecisti sicut voluisti.
"Então invocaram o Senhor e rezaram: 'Suplicamos-te, Senhor, não nos deixes morrer em paga pela vida deste homem, não faças cair sobre nós este sangue inocente; fizeste, Senhor, valer tua vontade'."

15 Tuleruntque Ionam et miserunt eum in mare; et cessavit furorem maris.
"Então pegaram Jonas e atiraram-no ao mar; e cessou a fúria do mar."

16 Timuerunt viri valde Dominum, et obtulerunt sacrificia Domino et voverunt vota.
"Invadiu esses homens um grande temor do Senhor, ofereceram-lhe sacrifícios e fizeram-lhe votos."

Capítulo 2

1 Praecepit Dominus piscem magnum, ut degluteretur Jonas; et mansit Jonas tribus diebus et tribus noctibus in ventre piscium.
"Determinou o Senhor que um grande peixe viesse engolir Jonas; e ele ficou três dias no ventre do peixe."

11 Fecit autem Dominus piscem vomere Ionam in aridam.
"Então o Senhor fez o peixe vomitar Jonas na praia."

Verbum Domini

Reflexão:
A experiência de Jonas nos ensina que a liberdade plena vem da consciência do próprio dever e da responsabilidade diante da vida. Fugir do chamado apenas gera turbulência e caos, enquanto assumir a missão própria conduz à harmonia. Cada ato alinhado com a razão e com princípios universais traz ordem e serenidade. O equilíbrio interior se manifesta quando a ação é coerente com a ética natural da convivência e da justiça. Assim, a evolução pessoal se expressa na coragem de enfrentar responsabilidades, na humildade de reconhecer limites e na confiança na força superior que rege a ordem do mundo.

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Primeira Leitura: Habacuc 1:2-3; 2:2-4 - 05.10.2025

 


Prima Lectio – Habacuc 1,2-3; 2,2-4

1,2. Usquequo, Domine, clamabo, et non exaudies? vociferabor ad te: “Violentiam!” et non salvabis?
1,2. Até quando, Senhor, clamarei, e não me ouvirás? Gritarei a ti: “Violência!”, e não salvarás?

1,3. Quare ostendisti mihi iniquitatem et laborem videre? praedam et iniustitiam contra me? facta est lis, et elevata est contentio.
1,3. Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver o sofrimento? A opressão e a injustiça estão diante de mim; a contenda se levanta, e o conflito aumenta.

2,2. Et respondit mihi Dominus, et dixit: Scribe visum, et explana eum super tabulas, ut percurrat qui legerit eum.
2,2. O Senhor respondeu-me e disse: Escreve a visão e grava-a em tábuas, para que se possa ler facilmente e com clareza.

2,3. Quia adhuc visus procul est, et apparebit in finem, et non mentietur; si moram fecerit, exspecta illum, quia veniens veniet, et non tardabit.
2,3. Pois a visão ainda está para o tempo designado, mas há de se cumprir no fim e não falhará; se demorar, espera, porque certamente virá e não tardará.

2,4. Ecce, qui incredulus est, non erit recta anima eius in semetipso; iustus autem in fide sua vivet.
2,4. Eis que aquele que não crê não terá a alma reta em si; mas o justo viverá pela sua fé.

Reflexão:
O clamor humano diante da injustiça não é esquecido, mas recolhido no silêncio de Deus que prepara a resposta. A visão prometida não é imediata, pois amadurece no tempo certo, assim como a semente oculta germina antes de brotar. A espera é parte da purificação interior, onde a alma aprende a confiar mais na ordem do que em seus desejos apressados. O homem justo é aquele que não se prende à ansiedade, mas caminha na firmeza da fé. Ele entende que a liberdade consiste em alinhar-se ao que permanece. A confiança torna-se força. A fé torna-se vida.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Baruc 4:5-12.27-29 - 04.10.2025

 


Prima Lectio: Baruch 4,5-12.27-29

(Lectio prima libri Baruch, cap. IV, versus 5–12 et 27–29)

5 Animaequior esto, populus Dei, memorabilis Israël:
5 Sede justo, povo de Deus, Israel memorável:

6 venundati estis gentibus non in perditionem: sed propter quod in ira ad iracundiam provocastis Deum, traditi estis adversariis.
6 Foi-vos vendida entre os povos, não para perdição; mas porque na ira provocastes a ira de Deus, fostes entregues aos adversários.

7 Exacerbastis enim eum qui fecit vos, Deum æternum, immolantes dæmoniis, et non Deo.
7 Pois iraste contra aquele que vos fez, o Deus eterno, oferecendo sacrifícios aos demônios, e não a Deus.

8 Obliti enim estis Deum qui nutrivit vos, et contristastis nutricem vestram Jerusalem.
8 Esquecestes o Deus que vos alimentou, e afligistes aquela que vos gerou, Jerusalém.

9 Vidit enim iracundiam a Deo venientem vobis, et dixit: Audite, confines Sion: adduxit enim mihi Deus luctum magnum.
9 Pois viu Ele a ira de Deus que vinha sobre vós, e disse: Ouvi, moradores das fronteiras de Sião: Deus me trouxe grande aflição.

10 Vidi enim captivitatem populi mei, filiorum meorum et filiarum, quam superduxit illis Æternus.
10 Porque vi a captura do meu povo, de meus filhos e filhas, que o Eterno lhes impôs.

11 Nutrivi enim illos cum jucunditate; dimisi autem illos cum fletu et luctu.
11 Eu os nutri com alegria; porém os deixei com pranto e tristeza.

12 Nemo gaudeat super me viduam et desolatam: a multis derelicta sum propter peccata filiorum meorum, quia declinaverunt a lege Dei.
12 Que ninguém se regozije sobre mim, viúva e desolada; fui abandonada por muitos por causa dos pecados de meus filhos, pois eles se desviaram da lei de Deus.

27 Animaequiores estote, filii, et proclamate ad Dominum: erit enim memoria vestra ab eo qui duxit vos.
27 Sede serenos, ó filhos, e proclamai ao Senhor; pois vossa memória será dele que vos conduziu.

28 Sicut enim fuit sensus vester ut erraretis a Deo, decies tantum iterum convertentes requiretis eum:
28 Pois como foi vosso desejo errardes de Deus, assim dez vezes por dez — ao converterdes-vos — buscá-lo-eis de novo:

29 qui enim induxit vobis mala, ipse rursum adducet vobis sempiternam jucunditatem cum salute vestra.
29 Porque aquele que vos trouxe males, ele mesmo vos conduzirá de novo à alegria eterna com vossa salvação.

Reflexão:
Este trecho impele-nos a elevar o olhar para a origem e destino do ser humano, longe das contingências que apagam a dignidade interior. Somos animados por uma presença que nutre, guia e recolhe, mesmo após a afastar-nos do caminho. A lembrança de quem somos — povo chamado e conduzido — dá-nos força para resistir à sedução das vozes externas que prometem poder em troca de esquecimento. A justa serenidade exige que mantenhamos nossa identidade independente do veredito dos homens. Pois mesmo quando o mal nos toca, existe uma promessa que recolhe em alegria aquilo que foi disperso. Áureo é o segredo de sustentar a alma no silêncio da fidelidade.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Primeira Leitura: Baruc 1:15-22 - 03.10.2025

 


In Lectione prima – Liber Baruch 1,15-22

15 Domino Deo nostro iustitia, nobis autem et patribus nostris confusio faciei, sicut est dies haec omni Iudae et habitantibus in Ierusalem,
Ao Senhor, nosso Deus, pertence a justiça; a nós, porém, e a nossos pais, a vergonha no rosto, como acontece neste dia a todo Judá e aos habitantes de Jerusalém.

16 regibus nostris et principibus nostris et sacerdotibus nostris et prophetis nostris et patribus nostris,
Aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos sacerdotes, aos nossos profetas e aos nossos pais,

17 peccavimus ante Dominum,
pecamos contra o Senhor,

18 et non credidimus ei nec credidimus vocem Domini Dei nostri, ut ambularemus in mandatis eius, quos dedit nobis.
e não lhe demos crédito, nem escutamos a voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos em seus mandamentos que nos deu.

19 A die qua eduxit patres nostros de terra Aegypti usque in diem hanc, eramus increduli ad Dominum Deum nostrum, et dissipati recessimus, ne audiremus vocem ipsius;
Desde o dia em que tirou nossos pais da terra do Egito até este dia, temos sido incrédulos para com o Senhor, nosso Deus, e nos dispersamos, recusando-nos a ouvir a sua voz.

20 et adhaeserunt nobis multa mala et maledictiones, quae constituit Dominus Moysi servo suo in die, qua eduxit patres nostros de terra Aegypti dare nobis terram fluentem lac et mel, sicut est dies haec.
E nos sobrevieram muitos males e maldições que o Senhor estabeleceu por meio de Moisés, seu servo, no dia em que tirou nossos pais da terra do Egito, para nos dar a terra onde corre leite e mel, como hoje acontece.

21 Et non audivimus vocem Domini Dei nostri secundum omnia verba prophetarum, quos misit ad nos;
E não escutamos a voz do Senhor, nosso Deus, segundo todas as palavras dos profetas que Ele nos enviou;

22 et unusquisque secutus est sensum cordis sui maligni, operati sumus autem diis alienis, facientes mala in oculis Domini Dei nostri.
Cada um seguiu o pensamento de seu coração perverso e servimos a deuses estrangeiros, praticando o mal aos olhos do Senhor, nosso Deus.

Reflexão:
Este texto revela a fragilidade humana diante da tentação de seguir apenas o próprio desejo, esquecendo a voz que orienta para a vida plena. A confissão da culpa não é simples lamento, mas reconhecimento de que a liberdade, sem direção, se perde. A dignidade se manifesta quando assumimos responsabilidade pelos erros e escolhemos retomar o caminho do justo. A voz de Deus se apresenta como convite permanente, não como imposição. Ignorá-la gera dispersão; acolhê-la conduz à unidade interior. O verdadeiro crescimento não nasce da fuga, mas da escuta atenta. Reconhecer a justiça divina é reencontrar o equilíbrio e a paz.

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