Quinta-feira, 2 de Abril de 2026
Semana Santa
O Senhor me ungiu no silêncio eterno e enviou-me no agora pleno, para revelar aos humildes a alegria que habita o ser em sua origem.
Lectio libri Isaiae Prophetae, LXI, 1-3a, 6a, 8b-9
I
Spiritus Domini super me, eo quod unxerit me Dominus ad annuntiandum mansuetis misit me, ut mederer contritis corde, et praedicarem captivis indulgentiam, et clausis apertionem.
1 O Espírito do Senhor está sobre mim, pois Ele me ungiu e me enviou aos humildes. Nesse envio, o instante se torna pleno, e a presença que sustenta o ser revela, no agora, a cura e a restauração que não dependem do tempo que passa.
II
Ut praedicarem annum placabilem Domino, et diem ultionis Deo nostro, ut consolarer omnes lugentes.
2 Para proclamar o tempo favorável do Senhor e consolar os que choram. Nesse anúncio, o tempo se recolhe na plenitude do presente, onde toda dor encontra sentido e toda espera se aquieta na presença que permanece.
III
Ut ponerem lugentibus Sion, et darem eis coronam pro cinere, oleum gaudii pro luctu, pallium laudis pro spiritu moeroris.
3 Para conceder aos aflitos uma coroa em lugar das cinzas, óleo de alegria em vez de tristeza. Assim, o ser é elevado da dispersão para a unidade, reconhecendo no íntimo a transformação que não se dissolve.
VI
Vos autem sacerdotes Domini vocabimini, ministri Dei nostri dicetur vobis.
6 Vós sereis chamados sacerdotes do Senhor. Nesse chamado, o ser se reconhece participante de uma realidade que transcende a mudança e se firma na presença contínua que o sustenta.
VIII
Quia ego Dominus diligens judicium, odiens rapinam in holocausto, et dabo opus eorum in veritate, et foedus perpetuum feriam eis.
8 Eu, o Senhor, amo o que é reto e estabeleço uma aliança duradoura. Essa aliança não se limita ao tempo, mas se manifesta como permanência viva no interior daquele que acolhe.
IX
Et scient in gentibus semen eorum, et germen eorum in medio populorum; omnes qui viderint eos cognoscent illos, quia isti sunt semen cui benedixit Dominus.
9 Sua descendência será reconhecida entre os povos. Tal reconhecimento não nasce do exterior, mas da luz interior que se manifesta como sinal de uma presença que não se extingue.
Reflexão:
O instante presente contém uma profundidade que não se revela ao olhar disperso. Quando a consciência se recolhe, descobre uma ordem que não depende das circunstâncias externas. A estabilidade interior não é ausência de movimento, mas permanência no que não se altera. Assim, o ser aprende a não se fragmentar diante das variações da vida. Há uma força silenciosa que sustenta cada decisão quando ela nasce do centro. O agir deixa de ser reação e se torna expressão de inteireza. Nesse estado, a vida se harmoniza sem esforço. E o caminho se ilumina pela presença constante que habita o íntimo.
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