terça-feira, 17 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 49,8-15 - 18.03.2026

Foste guardado além do fluxo dos dias, como elo vivo que une origens, restaurando não a terra passageira, mas a realidade que permanece íntegra no eterno.



Lectio libri Isaiae, XLIX, VIII-XV

VIII
Haec dicit Dominus, in tempore placito exaudivi te, et in die salutis auxiliatus sum tui, et servavi te, et dedi te in foedus populi, ut suscitares terram, et possideres hereditates dissipatas.
8 No instante que não se perde, foste ouvido e sustentado, não para um tempo que passa, mas para restaurar a realidade profunda e reunir o que parecia disperso na essência.

IX
Ut diceres his qui vincti sunt, Exite, et his qui in tenebris, Revelamini, super vias pascentur, et in omnibus planis pascua eorum.
9 A voz que chama não aguarda, pois desperta agora aqueles que estavam retidos na obscuridade, conduzindo-os a um caminho onde tudo se revela na clareza do ser.

X
Non esurient neque sitient, et non percutiet eos aestus et sol, quia miserator eorum reget eos, et ad fontes aquarum potabit eos.
10 Na comunhão com a origem, cessa toda carência, pois a vida flui de uma fonte que sustenta além das necessidades passageiras.

XI
Et ponam omnes montes meos in viam, et semitae meae exaltabuntur.
11 Os obstáculos se tornam passagem quando o olhar se eleva, e os caminhos se revelam na altura onde tudo encontra direção.

XII
Ecce isti de longe venient, et ecce illi ab aquilone et mari, et isti de terra australi.
12 Não há distância para aquele que é chamado, pois toda vinda acontece no encontro que transcende o espaço e o tempo.

XIII
Laudate caeli, et exsulta terra, jubilate montes laudem, quia consolatus est Dominus populum suum, et pauperum suorum miserebitur.
13 A criação inteira ressoa em harmonia quando o consolo se manifesta, revelando uma presença que sustenta e acolhe continuamente.

XIV
Et dixit Sion, Dereliquit me Dominus, et Dominus oblitus est mei.
14 A sensação de abandono nasce quando o olhar se limita ao que passa, esquecendo a presença que nunca se ausenta.

XV
Numquid oblivisci potest mulier infantem suum, ut non misereatur filio uteri sui, et si illa oblita fuerit, ego tamen non obliviscar tui.
15 Ainda que tudo pareça falhar, a origem permanece fiel, sustentando o ser com uma presença que não se rompe.

Reflexão:
Há um chamado que não depende da passagem dos dias, mas da disposição interior de escutar.
O que parece distante já se encontra presente àquele que se recolhe em profundidade.
As dificuldades não impedem o caminho, pois podem tornar-se parte dele quando vistas com clareza.
A serenidade nasce quando o coração deixa de buscar fora aquilo que já lhe foi dado.
Nada se perde para quem permanece ligado à fonte que sustenta tudo.
O verdadeiro sustento não vem das circunstâncias, mas da firmeza interior.
Mesmo quando tudo parece ausente, há uma presença que permanece.
E nessa permanência, o ser encontra equilíbrio e plenitude.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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