Não chamaremos mais deuses aos produtos de nossas mãos, pois o espírito desperta para a verdade eterna e reconhece somente o Senhor como origem.
Lectio libri Prophetae Osee, XIV, II–X
II
Convertere Israel ad Dominum Deum tuum quoniam corruisti in iniquitate tua.
2 Volta, Israel, ao Senhor teu Deus, pois tropeçaste em tua própria falta. Quando o coração humano retorna à fonte da vida, descobre que o caminho da restauração começa no reconhecimento interior da verdade que chama a consciência ao reencontro com Deus.
III
Tollite vobiscum verba et convertimini ad Dominum dicite ei Omnem aufer iniquitatem et accipe bonum et reddemus vitulos labiorum nostrorum.
3 Levai convosco palavras e voltai ao Senhor, dizendo-lhe que afaste toda a falta e acolha o bem que nasce do coração. Assim o espírito aprende que a verdadeira oferta não consiste apenas em gestos exteriores, mas na sinceridade que brota do interior iluminado pela presença divina.
IV
Assur non salvabit nos super equum non ascendemus nec dicemus ultra dii nostri opera manuum nostrarum quia eius qui in te est miserebitur pupilli.
4 Não diremos mais que a obra de nossas mãos é nosso deus. Quando a consciência desperta, reconhece que nenhuma criação humana pode ocupar o lugar daquele que sustenta a existência. O coração aprende a confiar naquele que conduz a vida com misericórdia.
V
Sanabo contritiones eorum diligam eos spontanee quia aversus est furor meus ab eis.
5 Eu curarei suas feridas e os amarei generosamente. A palavra revela que a misericórdia divina restaura o interior humano quando a alma se volta novamente para a fonte do bem que não passa.
VI
Ero quasi ros Israel germinabit sicut lilium et erumpet radix eius ut Libani.
6 Serei como o orvalho para Israel. Ele florescerá como o lírio e criará raízes profundas como os cedros do Líbano. Assim a vida interior floresce quando recebe silenciosamente a presença que sustenta o ser.
VII
Ibunt rami eius et erit quasi oliva gloria eius et odor eius ut Libani.
7 Seus ramos se estenderão e sua beleza será como a da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. A existência que se orienta para o bem duradouro passa a irradiar serenidade e firmeza interior.
VIII
Convertentur sedentes in umbra eius vivent tritico et germinabunt quasi vinea memoria eius sicut vinum Libani.
8 Aqueles que habitarem sob sua sombra voltarão a viver e florescerão como a videira. Assim o espírito humano renasce quando encontra repouso na presença divina que alimenta e sustenta a vida.
IX
Ephraim quid mihi ultra idola ego exaudiam et dirigam eum ego ut abies virens ex me fructus tuus inventus est.
9 Efraim dirá que nada mais quer com os ídolos. Eu o ouvirei e o conduzirei como árvore sempre verde. O fruto verdadeiro da vida nasce quando o coração se volta inteiramente para Deus.
X
Quis sapiens et intelliget ista prudens et sciet haec quia rectae viae Domini et iusti ambulabunt in eis praevaricatores vero corruent in eis.
10 Quem é sábio compreenderá estas palavras. Os caminhos do Senhor são retos e aqueles que vivem na verdade caminham neles com firmeza. Assim o espírito amadurece quando orienta sua vida segundo a sabedoria que procede de Deus.
Reflexão
A palavra proclamada convida o coração humano a retornar continuamente à fonte da vida. Quando a consciência reconhece seus desvios, abre-se um caminho de restauração interior. O espírito aprende a abandonar as falsas seguranças e a confiar na presença que sustenta todas as coisas. Nesse recolhimento nasce uma serenidade que não depende das circunstâncias externas. A pessoa passa a ordenar seus pensamentos e decisões com prudência. Assim amadurece uma sabedoria silenciosa que fortalece a vida interior. O coração torna-se firme diante das mudanças do mundo. Dessa maneira a existência encontra estabilidade ao caminhar na verdade que procede de Deus.
Leia também:
#LiturgiaDaPalavra
#EvangelhoDoDia
#ReflexãoDoEvangelho
#IgrejaCatólica
#Homilia
#Orações
#Santo do dia

Nenhum comentário:
Postar um comentário