quinta-feira, 5 de março de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Profecia de Miquéias 7,14-15.18-20 - 07.03.2026

Ele submerge nossas faltas no abismo do esquecimento divino, restaurando a consciência na pureza do eterno presente, onde o ser reencontra sua origem.


Lectio Prophetiae Michaeae VII, XIV-XV, XVIII-XX

VII, XIV
Pasce populum tuum in virga tua, gregem hereditatis tuae habitantes solos in saltu, in medio Carmeli. Pascantur Basan et Galaad sicut in diebus antiquis.
Conduz, Senhor, o povo interior com a firmeza que orienta a consciência, para que a alma reencontre, no recolhimento profundo, a abundância que procede da Origem e permanece além da sucessão dos dias.

VII, XV
Secundum dies egressionis tuae de terra Aegypti ostendam ei mirabilia.
Assim como na saída da antiga servidão, manifesta novamente maravilhas no íntimo do ser, revelando que o poder eterno atua no presente e renova a história pessoal.

VII, XVIII
Quis Deus similis tui, qui aufers iniquitatem et transis peccatum reliquiarum hereditatis tuae. Non immittet ultra furorem suum, quoniam volens misericordiam est.
Quem é semelhante a Ti, que dissolves a culpa e atravessas a falha humana, revelando que a Misericórdia é mais profunda que o erro e sustenta a alma na dimensão que não passa.

VII, XIX
Revertetur et miserebitur nostri; deponet iniquitates nostras et projiciet in profundum maris omnia peccata nostra.
Volta-Te para nós no silêncio do coração e lança no abismo do esquecimento nossas sombras, para que a consciência seja restaurada na pureza do agora permanente.

VII, XX
Dabis veritatem Jacob, misericordiam Abraham, quae jurasti patribus nostris a diebus antiquis.
Cumpre a fidelidade prometida desde os tempos antigos, para que a verdade e a misericórdia se tornem experiência viva na alma que confia e permanece firme na Presença.

Reflexão

O Senhor conduz o interior como pastor invisível.
A travessia mais decisiva acontece no íntimo da consciência.
O perdão divino revela uma ordem superior ao erro humano.
Quem reconhece a própria limitação abre-se à restauração.
A firmeza do coração nasce da confiança no Bem eterno.
A promessa antiga cumpre-se no instante vivido com retidão.
Nada supera a força silenciosa da misericórdia.
Assim a alma permanece estável no centro onde tudo encontra sentido.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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