Infeliz quem apoia o coração apenas no humano instável; bem-aventurado quem funda o ser no Eterno e participa de sua firmeza.
Lectio libri Ieremiae prophetae XVII, V–X
V
Haec dicit Dominus Maledictus homo qui confidit in homine, et ponit carnem brachium suum, et a Domino recedit cor eius.
Assim fala o Senhor. Infeliz é aquele que apoia sua segurança apenas na força passageira e afasta o coração da Fonte que sustenta o ser.
VI
Erit enim quasi myrica in deserto, et non videbit cum venerit bonum; sed habitabit in siccitate in deserto, in terra salsuginis et inhabitabili.
Será como arbusto na aridez interior, incapaz de perceber a visita do Bem, pois escolheu permanecer na esterilidade do imediato.
VII
Benedictus vir qui confidit in Domino, et erit Dominus fiducia eius.
Feliz o homem que fundamenta sua confiança no Eterno e encontra nele a estabilidade que não se dissolve.
VIII
Et erit quasi lignum quod transplantatur super aquas, quod ad humorem mittit radices suas; et non timebit cum venerit aestus; et erit folium eius viride; et in tempore siccitatis non erit sollicitum, nec aliquando desinet facere fructum.
Será como árvore plantada junto às águas profundas do ser; suas raízes tocam o invisível, e mesmo na provação conserva vigor e fecundidade.
IX
Pravum est cor omnium, et inscrutabile; quis cognoscet illud.
O coração humano é abismo que a si mesmo não compreende plenamente; nele se travam combates silenciosos que moldam o destino.
X
Ego Dominus scrutans cor et probans renes, qui do unicuique iuxta viam suam, et iuxta fructum adinventionum suarum.
Eu, o Senhor, penetro o íntimo e provo as intenções, retribuindo a cada um segundo a direção assumida e os frutos gerados no segredo da consciência.
Reflexão
A Palavra revela que a verdadeira segurança não nasce da força visível, mas da adesão interior ao que permanece.
Confiar apenas no transitório é condenar-se à aridez da própria instabilidade.
Aquele que enraíza o ser na Fonte invisível participa de sua constância.
O coração humano exige vigilância, pois nele se decide a orientação da vida.
Cada escolha grava uma marca duradoura na estrutura da alma.
O julgamento divino manifesta a coerência entre intenção e fruto.
A serenidade floresce quando o espírito se harmoniza com a ordem superior.
Assim, o instante presente torna-se lugar onde o eterno já começa a revelar-se.
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