quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 1,17-25 - 28.08.2026

Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Memória
21ª Semana do Tempo Comum


Cristo crucificado revela no silêncio do instante a sabedoria divina que transforma o ser e o conduz da origem à plenitude do encontro com Deus.



Lectio Epistolæ I beati Pauli Apostoli ad Corinthios, I, 17-25

XVII. Non enim misit me Christus baptizare, sed evangelizare, non in sapientia verbi, ut non evacuetur crux Christi.

  1. Cristo não me enviou para batizar, mas para evangelizar, não com a sabedoria das palavras, para que não se torne vã a cruz de Cristo.

XVIII. Verbum enim crucis pereuntibus quidem stultitia est, his autem qui salvi fiunt, id est nobis, virtus Dei est.

  1. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus.

XIX. Scriptum est enim, Perdam sapientiam sapientium, et prudentiam prudentium reprobabo.

  1. Pois está escrito, Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a prudência dos prudentes.

XX. Ubi sapiens, ubi scriba, ubi conquisitor huius sæculi? Nonne stultam fecit Deus sapientiam huius mundi?

  1. Onde está o sábio, onde está o escriba, onde está o investigador deste mundo? Porventura Deus não tornou louca a sabedoria deste mundo?

XXI. Nam quia in Dei sapientia non cognovit mundus per sapientiam Deum, placuit Deo per stultitiam prædicationis salvos facere credentes.

  1. Porque, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus por meio da própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela aparente loucura da pregação.

XXII. Quoniam et Judæi signa petunt, et Græci sapientiam quærunt.

  1. Pois os judeus pedem sinais, e os gregos procuram sabedoria.

XXIII. Nos autem prædicamus Christum crucifixum, Judæis quidem scandalum, gentibus autem stultitiam.

  1. Nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios.

XXIV. Ipsis autem vocatis Judæis, atque Græcis, Christum Dei virtutem, et Dei sapientiam.

  1. Mas, para os que são chamados, judeus e gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.

XXV. Quia quod stultum est Dei, sapientius est hominibus, et quod infirmum est Dei, fortius est hominibus.

  1. Porque aquilo que parece loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e aquilo que parece fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

Reflexão:

A cruz revela que a verdade mais profunda não nasce da aparência, mas da realidade que sustenta silenciosamente o ser.
Cristo crucificado permanece no centro do instante como presença que atravessa a sucessão e alcança a eternidade.
Aquilo que parece fraqueza manifesta uma força que não depende das medidas exteriores da existência.
A sabedoria divina conduz o coração para além daquilo que os sentidos conseguem apreender imediatamente.
O ser amadurece quando aprende a reconhecer sua origem naquilo que transcende toda aparência passageira.
Cada instante pode acolher uma profundidade capaz de transformar interiormente a compreensão da própria existência.
A cruz reúne sofrimento, entrega e plenitude em uma única manifestação do amor que procede do Eterno.
Quem permanece diante dela em silêncio começa a compreender que sua verdadeira realização nasce da união com Cristo.

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