A cidade eterna repousa sobre fundamentos invisíveis; seus doze alicerces manifestam a ordem originária, enquanto os Apóstolos testemunham o Cordeiro como centro da existência.
Lectio Libri Apocalypsis Sancti Ioannis, XXI, IX-XIV
IX. Et venit unus de septem Angelis habentibus phialas plenas septem plagis novissimis, et locutus est mecum, dicens Veni, ostendam tibi sponsam, uxorem Agni.
9. E veio um dos sete Anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo Vem, e eu te mostrarei a Esposa, a mulher do Cordeiro. A realidade definitiva se revela como uma união perfeita entre a criatura e seu princípio, preparada para receber plenamente a presença daquele de quem procede.
X. Et sustulit me in spiritu in montem magnum et altum, et ostendit mihi civitatem sanctam Ierusalem descendentem de caelo a Deo.
10. E elevou-me em espírito a um monte grande e elevado, e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, da parte de Deus. A elevação interior permite contemplar a realidade em sua origem, enquanto a cidade que desce manifesta a presença divina acolhida no próprio coração da criação.
XI. Habentem claritatem Dei, lumen eius simile lapidi pretioso, tamquam lapidi iaspidis, sicut crystallum.
11. Ela possuía a glória de Deus, e sua luz era semelhante à de uma pedra preciosa, como o jaspe, resplandecente como o cristal. A luz divina não apenas ilumina a cidade, mas revela sua verdadeira natureza, fazendo aparecer aquilo que nela permanece ordenado à plenitude de sua origem.
XII. Et habebat murum magnum et altum, habentem portas duodecim, et in portis Angelos duodecim, et nomina inscripta, quae sunt nomina duodecim tribuum filiorum Israel.
12. Ela possuía uma muralha grande e elevada, com doze portas; junto às portas estavam doze Anjos, e nelas estavam inscritos os nomes das doze tribos dos filhos de Israel. A cidade manifesta uma ordem completa, na qual cada entrada conserva a memória de uma história conduzida por Deus até sua consumação.
XIII. Ab oriente portae tres, et ab aquilone portae tres, et ab austro portae tres, et ab occasu portae tres.
13. Ao oriente havia três portas, ao norte três portas, ao sul três portas e ao ocidente três portas. A distribuição perfeita das portas manifesta uma realidade plenamente ordenada, na qual todas as direções da criação convergem para uma única plenitude diante de Deus.
XIV. Et murus civitatis habens fundamenta duodecim, et in ipsis duodecim nomina duodecim Apostolorum Agni.
14. A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e sobre eles estavam os doze nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro. Os fundamentos revelam uma realidade edificada sobre testemunhos que permanecem, pois a história dos Apóstolos está inscrita na própria estrutura da cidade que recebe sua plenitude no Cordeiro.
Verbum Domini
Reflexão
A cidade santa revela a plenitude preparada desde a origem.
Sua luz manifesta a presença que sustenta todas as coisas.
Os fundamentos recordam que toda existência necessita de uma origem verdadeira.
As doze portas exprimem uma ordem que conduz à plenitude.
O ser encontra sua maturidade quando reconhece aquilo que o sustenta.
A realidade visível alcança sua profundidade quando acolhe o invisível.
Os Apóstolos permanecem inscritos como testemunhas da verdade recebida.
No Cordeiro, a criação encontra sua consumação e sua paz.
Leia também:
#LiturgiaDaPalavra
#EvangelhoDoDia
#ReflexãoDoEvangelho
#IgrejaCatólica
#Homilia
#Orações
#Santo do dia

Nenhum comentário:
Postar um comentário