sexta-feira, 21 de agosto de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 9,1-6 - 22.08.2026

Sábado, 22 de Agosto de 2026
Bem-aventurada Virgem Maria Rainha, Memória
20ª Semana do Tempo Comum

Foi-nos dado um Filho, para que o eterno se manifeste no tempo, elevando o ser à consciência mais profunda de sua origem e plenitude interior.



Lectio libri Isaiae prophetae, IX, I-VI

I. Primo tempore alleviata est terra Zabulon et terra Nephthali: et novissimo aggravata est via maris trans Jordanem Galilaeae gentium.

1. No primeiro tempo, a terra de Zabulon e a terra de Neftali foram aliviadas, mas, no tempo posterior, foi honrada a estrada do mar, além do Jordão, na Galileia das nações. Assim, aquilo que parecia obscurecido começa a ser conduzido para uma manifestação mais profunda da luz.

II. Populus qui ambulabat in tenebris, vidit lucem magnam: habitantibus in regione umbrae mortis, lux orta est eis.

2. O povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz, e para aqueles que habitavam na região da sombra da morte surgiu a luz. A existência, quando alcançada pela presença divina, desperta para uma realidade que ultrapassa a aparência imediata e revela uma dimensão mais profunda do ser.

III. Multiplicasti gentem, et non magnificasti laetitiam. Laetabuntur coram te, sicut qui laetantur in messe: sicut exsultant victores capta praeda, quando dividunt spolia.

3. Multiplicaste o povo e fizeste crescer sua alegria. Eles se alegrarão diante de ti como aqueles que se alegram na colheita e como os vencedores que exultam ao repartir os despojos. A alegria manifesta-se quando aquilo que estava oculto alcança sua realização e o ser reconhece a plenitude que recebeu de sua origem.

IV. Jugum enim oneris ejus, et virgam humeri ejus, et sceptrum exactoris ejus superasti, sicut in die Madian.

4. Pois quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara sobre seus ombros e o cetro daquele que o oprimia, como no dia de Madiã. A realidade que aprisionava a existência perde sua força quando uma ordem superior restaura o ser em sua verdade e o reconduz à plenitude de sua finalidade.

V. Quia omnis violenta praedatio cum tumultu, et vestimentum mistum sanguine, erit in combustionem, et cibus ignis.

5. Porque toda violência realizada no tumulto e toda veste manchada de sangue serão entregues à combustão e servirão de alimento ao fogo. Aquilo que pertence à desordem e à destruição não possui permanência diante da realidade que se orienta para a verdade, pois o que é contrário à plenitude acaba sendo consumido.

VI. Parvulus enim natus est nobis, et filius datus est nobis, et factus est principatus super humerum ejus: et vocabitur nomen ejus, Admirabilis, Consiliarius, Deus, Fortis, Pater futuri saeculi, Princeps pacis.

6. Porque um menino nasceu para nós e um filho nos foi dado; sobre seus ombros repousará o principado, e seu nome será Admirável, Conselheiro, Deus Forte, Pai do futuro século e Príncipe da paz. Nele, a eternidade manifesta sua presença no tempo, e a realidade humana é elevada à contemplação de uma plenitude que tem sua origem no próprio Deus.

Reflexão

A luz divina alcança o ser quando a existência se abre à sua origem.
O que estava oculto pode tornar-se presença e realidade manifesta.
A passagem das trevas para a luz revela uma transformação interior.
A verdade ilumina aquilo que permanece obscurecido na consciência.
O nascimento anunciado manifesta uma presença que ultrapassa o instante.
A existência encontra direção quando reconhece sua finalidade superior.
A paz nasce da ordenação interior diante da verdade eterna.
E a plenitude se revela quando o ser acolhe a luz que procede de Deus.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

Nenhum comentário:

Postar um comentário