domingo, 23 de agosto de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 2,1-3a.14-17 - 25.08.2026

Terça-feira, 25 de Agosto de 2026
21ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Acolhei a verdade recebida no silêncio interior e guardai sua origem eterna para que a consciência permaneça unida à verdade que transcende a passagem temporal.



Epistola II Sancti Pauli Apostoli ad Thessalonicenses II, I-IIIa, XIV-XVII

I

Rogamus autem vos, fratres, per adventum Domini nostri Jesu Christi, et nostrae congregationis in ipsum, (I)

1. Nós vos pedimos, irmãos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com Ele, para que o vosso ser permaneça interiormente orientado para aquele encontro que reúne toda a existência em sua origem e em seu destino.

II

Ut non cito moveamini a vestro sensu, neque terreamini, neque per spiritum, neque per sermonem, neque per epistolam tamquam per nos missam, quasi instet dies Domini. (II)

2. Que não vos deixeis facilmente perturbar em vosso entendimento, nem vos atemorizeis por qualquer espírito, palavra ou carta apresentada como se viesse de nós, como se o Dia do Senhor já estivesse presente. Permanecei firmes na verdade, sem permitir que a consciência seja afastada de seu centro pela inquietação.

III

Ne quis vos seducat ullo modo: quoniam nisi venerit discessio primum, et revelatus fuerit homo peccati filius perditionis. (III)

3. Que ninguém vos engane de modo algum, pois antes deverá manifestar-se a apostasia e ser revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Assim, o discernimento deve permanecer desperto, para que o ser não confunda a aparência passageira com aquilo que verdadeiramente permanece.

XIV

In qua et vocavit vos per Evangelium nostrum in acquisitionem gloriae Domini nostri Jesu Christi. (XIV)

14. Para isso também vos chamou por meio do nosso Evangelho, a fim de que alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. O chamado recebido no presente orienta a existência para uma plenitude que já começa a ser acolhida no interior.

XV

Itaque fratres, state: et tenete traditiones, quas didicistis, sive per sermonem, sive per epistolam nostram. (XV)

15. Portanto, irmãos, permanecei firmes e conservai as tradições que recebestes, seja pela palavra, seja pela nossa carta. Guardai aquilo que foi recebido como verdade, permitindo que essa verdade permaneça viva e fecunda no íntimo da consciência.

XVI

Ipse autem Dominus noster Jesus Christus, et Deus et Pater noster, qui dilexit nos, et dedit consolationem aeternam, et spem bonam in gratia. (XVI)

16. O próprio Senhor nosso Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos concedeu eterna consolação e uma boa esperança pela graça, sustente o coração humano na certeza de que aquilo que procede do Eterno não se perde na passagem.

XVII

Exhortetur corda vestra, et confirmet in omni opere et sermone bono. (XVII)

17. Que Ele console os vossos corações e os confirme em toda boa obra e em toda boa palavra, para que aquilo que foi acolhido interiormente encontre expressão verdadeira na existência e permaneça unido à sua origem.

Reflexão

A verdade permanece firme quando a consciência encontra seu centro.
O instante recebe profundidade quando acolhe aquilo que não passa.
A esperança nasce da presença interior de uma realidade eterna.
O coração amadurece quando distingue aparência, verdade e finalidade.
A perseverança sustenta o ser diante das mudanças exteriores.
A palavra recebida torna-se vida quando alcança a interioridade.
Toda obra verdadeira nasce de uma intenção ordenada.
E a existência encontra plenitude quando permanece voltada para o Eterno.

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