Lectio prima Isaiae prophetae 49,3.5-6
3
Et dixit mihi Servus meus es tu Israël quia in te gloriabor.
O ser é chamado a reconhecer-se como expressão consciente de uma origem que nele se manifesta, não para exaltação própria, mas para revelar o sentido que o sustém desde antes de todo começo.
5
Et nunc dicit Dominus formans me ex utero servum sibi ut reducam Iacob ad eum et Israël non congregabitur et glorificatus sum in oculis Domini et Deus meus factus est fortitudo mea.
O chamado nasce no íntimo mais profundo do existir, onde a forma é precedida pelo sentido, e a missão consiste em reconduzir o disperso ao eixo que nunca deixou de sustentá-lo.
6
Et dixit Parum est ut sis mihi servus ad suscitandas tribus Iacob et faeces Israël convertendas ecce dedi te in lucem gentium ut sis salus mea usque ad extremum terrae.
Aquilo que é despertado no interior não se encerra em si mesmo, pois a luz que emerge do centro tende naturalmente a expandir-se até os limites do real.
Reflexão:
O chamado verdadeiro não se impõe pelo exterior.
Ele se revela como reconhecimento silencioso do que sempre esteve presente.
Quando o ser aceita esse alinhamento interior, o agir ganha direção estável.
A força não vem do confronto com o mundo, mas da coerência com a origem.
Cada instante torna-se pleno quando sustentado por esse centro.
A missão não fragmenta a pessoa, antes a integra.
Assim a vida amadurece em serenidade e retidão.
E o caminho se cumpre como fidelidade ao princípio que não passa.
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