quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Primeira Leitura: 2 Samuel 1,1-4.11-12.19.23-27 - 24.01.2026

 


II Samuelis 1,1–4.11–12.19.23–27

II Samuelis 1,1
Factum est autem postquam mortuus est Saul, ut David reverteretur a caede Amalec, et maneret in Siceleg diebus duobus.
Após a morte do rei, o retorno de Davi indica que a ação humana é reconduzida a um sentido que não depende do desfecho imediato, mas de uma ordem que permanece além dos acontecimentos.

II Samuelis 1,2
In die autem tertia apparuit homo veniens de castris a Saul, veste conscissa, et pulvere aspersus caput.
No terceiro dia surge o mensageiro, sinal de que certos fatos amadurecem num plano mais profundo do que a simples contagem dos dias.

II Samuelis 1,3
Cumque venisset ad David, cecidit super faciem suam, et adoravit.
O corpo se inclina porque reconhece, antes da razão, a gravidade invisível do que será dito.

II Samuelis 1,4
Dixitque ad eum David Quod est verbum quod factum est Indica mihi Qui ait Fugit populus de praelio et multi corruerunt et mortui sunt sed et Saul et Jonathan filius ejus interierunt.
A palavra revela que a queda exterior manifesta um juízo mais alto, onde a força humana encontra seu limite.

II Samuelis 1,11
Apprehendens autem David vestimenta sua scidit omnesque viri qui erant cum eo.
O rasgar das vestes expressa que a perda toca o interior do ser e rompe a aparência da estabilidade.

II Samuelis 1,12
Et planxerunt et fleverunt et jejunaverunt usque ad vesperam super Saul et super Jonathan filium ejus et super populum Domini et super domum Israel eo quod corruissent gladio.
O lamento suspende o ritmo habitual e cria um espaço onde a fidelidade permanece mais forte que a reação.

II Samuelis 1,19
Incliti Israel super montes tuos interfecti sunt quomodo ceciderunt fortes.
A altura não garante permanência, mas revela a seriedade do que foi sustentado.

II Samuelis 1,23
Saul et Jonathan amabiles et decori in vita sua etiam in morte non sunt divisi aquilis velociores leonibus fortiores.
A unidade preservada além da ruptura indica um vínculo que não se dissolve com a cessação do tempo comum.

II Samuelis 1,24
Filiae Israel plorate super Saul qui vestiebat vos coccino in deliciis qui praebebat ornamenta aurea cultui vestro.
O pranto recorda que toda dádiva visível é transitória quando separada de sua origem interior.

II Samuelis 1,25
Quomodo ceciderunt fortes in praelio Jonathan interfectus est in excelsis tuis.
A elevação verdadeira não impede a perda, mas confere sentido ao dom de si.

II Samuelis 1,26
Doleo super te frater mi Jonathan decore nimis et amabilis super amorem mulierum.
A dor revela uma afinidade que ultrapassa utilidade e posse.

II Samuelis 1,27
Quomodo ceciderunt fortes et perierunt arma bellica.
Quando os instrumentos cessam, permanece o valor que não depende deles.

Reflexão:
A queda exterior revela o que sustenta o homem por dentro.
O lamento consciente não dispersa, aprofunda.
Há um ritmo silencioso que sustenta o agir íntegro.
Nele, a perda não destrói o sentido.
A dignidade nasce da concordância com o real.
O coração firme não foge da dor.
Ele a atravessa com lucidez.
E permanece inteiro no que não passa.

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