quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Ezequiel 18,21-28


Prima Lectio Ezechiel XVIII, XXI–XXVIII

XXI
Si autem impius egerit poenitentiam ab omnibus peccatis suis quae operatus est et custodierit universa praecepta mea et fecerit judicium et justitiam vita vivet et non morietur.
Se o ímpio se converter de todos os pecados que praticou, guardar os preceitos e realizar o que é reto, viverá verdadeiramente, pois ao voltar-se ao Bem reencontra, no instante presente diante de Deus, o princípio da vida que não se extingue.

XXII
Omnium iniquitatum ejus quas operatus est non recordabor in justitia sua quam operatus est vivet.
De todas as faltas cometidas não haverá memória que o acuse, porque a retidão assumida no agora purifica o passado e faz florescer uma existência renovada.

XXIII
Numquid voluntatis meae est mors impii dicit Dominus Deus et non ut convertatur a viis suis et vivat.
Acaso desejo Eu a morte do ímpio, diz o Senhor, e não antes que ele se converta de seus caminhos e encontre a vida que brota do retorno sincero ao centro do ser.

XXIV
Si autem averterit se justus a justitia sua et fecerit iniquitatem secundum omnes abominationes quas operari solet impius numquid vivet omnes justitiae ejus quas fecerat non recordabuntur in praevaricatione qua praevaricatus est et in peccato suo quod peccavit in ipsis morietur.
Se o justo se afasta da retidão e escolhe a iniquidade, sua antiga justiça não o sustenta, pois cada decisão presente redefine o caminho e pode conduzir à perda da vida interior.

XXV
Et dixistis Non est aequa via Domini audite ergo domus Israel numquid via mea non est aequa et non magis viae vestrae pravae sunt.
E ainda dizeis que o caminho do Senhor não é reto, mas é o coração humano que, ao desviar-se, obscurece a clareza da justiça divina que permanece perfeita.

XXVI
Cum enim averterit se justus a justitia sua et fecerit iniquitatem morietur in eis in injustitia quam operatus est morietur.
Quando o justo se afasta da retidão e pratica o mal, experimenta interiormente a morte que nasce da ruptura com a ordem do Bem.

XXVII
Et cum averterit se impius ab impietate sua quam operatus est et fecerit judicium et justitiam ipse animam suam vivificabit.
Quando o ímpio se afasta da impiedade e realiza o que é reto, ele mesmo vivifica a própria alma, restaurando em si a harmonia perdida.

XXVIII
Considerans enim et avertens se ab omnibus iniquitatibus suis quas operatus est vita vivet et non morietur.
Refletindo e afastando-se de todas as faltas cometidas, viverá, pois a consciência desperta e convertida reencontra a fonte da vida que sempre a aguardava.

Reflexão

A vida espiritual se decide no interior da consciência vigilante.
Cada escolha presente possui peso eterno e redefine o caminho da alma.
O passado não aprisiona quem assume a retidão no instante vivido diante de Deus.
A justiça divina não oscila, pois é expressão da ordem perfeita do Ser.
Converter-se é reencontrar o eixo que sustenta a existência.
A morte interior nasce da ruptura deliberada com o Bem reconhecido.
A retidão perseverante fortalece o caráter e purifica a intenção.
Assim a alma amadurece, governa a si mesma e caminha firme rumo à plenitude da vida.

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