Amei-te com amor eterno, fonte que sustenta toda existência, onde a alma encontra repouso, acolhe a plenitude da presença divina e renasce para a comunhão permanente.
Lectio libri Ieremiae XXXI, I-VII
I In tempore illo, dicit Dominus, ero Deus universis cognationibus Israël, et ipsi erunt mihi in populum.
1 Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus de todas as famílias de Israel, e elas serão para mim um povo reunido na fidelidade da aliança.
II Hæc dicit Dominus : Invenit gratiam in deserto populus qui remanserat a gladio : vadet ad requiem suam Israël.
2 Assim fala o Senhor, o povo que escapou da espada encontrou graça no deserto, e Israel caminha para o repouso que lhe foi preparado.
III Longe Dominus apparuit mihi. Et in caritate perpetua dilexi te : ideo attraxi te, miserans.
3 O Senhor apareceu-me de longe, e com amor eterno te amei; por isso te atraí com compaixão.
IV Rursumque ædificabo te, et ædificaberis, virgo Israël : adhuc ornaberis tympanis tuis, et egredieris in choro ludentium.
4 Outra vez te edificarei, ó virgem de Israel, e serás reconstruída; ainda te adornarás com os teus tamboris e sairás ao coro dos que se alegram.
V Adhuc plantabis vineas in montibus Samariæ : plantabunt plantantes, et donec tempus veniat, non vindemiabunt.
5 Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria; plantarão os que plantam, e, até que chegue o tempo devido, não colherão os frutos.
VI Quia erit dies in qua clamabunt custodes in monte Ephraim : Surgite, et ascendamus in Sion ad Dominum Deum nostrum.
6 Chegará o dia em que os vigias clamarão no monte de Efraim, levantemo-nos e subamos a Sião, ao Senhor nosso Deus.
VII Quia hæc dicit Dominus : Exsultate in lætitia, Jacob, et hinnite contra caput gentium : personate, et canite, et dicite : Salva, Domine, populum tuum, reliquias Israël.
7 Porque assim diz o Senhor, exultai de alegria, ó Jacó, e elevai o canto diante das nações, proclamai, entoai e dizei, salva, Senhor, o teu povo, as tuas relíquias de Israel.
Reflexão
O deserto não é vazio quando Deus o visita.
A espera purifica o coração e despoja as ilusões.
O repouso verdadeiro nasce da fidelidade do Alto.
A alma firme não se rende ao rumor das circunstâncias.
Quem sustenta a vigilância interior aprende a permanecer.
O tempo amadurece em silêncio aquilo que é eterno.
A esperança antiga renova a casa do espírito.
E a paz cresce onde a presença divina habita.
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