quinta-feira, 22 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 4,7-16 - 24.10.2026

Sábado, 24 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Cristo, Cabeça do corpo, sustenta a unidade de seus membros, e nele cada ser encontra sua origem, amadurece na presença divina e alcança a plenitude de sua realização.



Lectio Epistolæ Beati Pauli Apostoli ad Ephesios IV, VII-XVI


VII. Unicuique autem nostrum data est gratia secundum mensuram donationis Christi.

7. A cada um de nós foi concedida a graça segundo a medida do dom de Cristo, para que cada ser acolha e manifeste, conforme a dádiva recebida, aquilo que lhe foi confiado por Deus.

VIII. Propter quod dicit: Ascendens in altum, captivam duxit captivitatem: dedit dona hominibus.

8. Por isso, diz a Escritura. Subindo às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos seres humanos.

IX. Quod autem ascendit, quid est, nisi quia et descendit primum in inferiores partes terræ?

9. Ora, que significa ter subido, senão que primeiro desceu às regiões mais profundas da terra? Aquele que alcança as alturas é também aquele que desceu, atravessando a profundidade da existência.

X. Qui descendit, ipse est et qui ascendit super omnes cælos, ut impleret omnia.

10. Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, para preencher todas as coisas com sua presença e conduzir a criação à plenitude de sua realização.

XI. Et ipse dedit quosdam quidem apostolos, quosdam autem prophetas, alios vero evangelistas, alios autem pastores et doctores,

11. Foi ele quem constituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, confiando a cada um uma missão própria na realização de sua obra.

XII. ad consummationem sanctorum in opus ministerii, in ædificationem corporis Christi:

12. Para aperfeiçoar os santos na obra do serviço e edificar o Corpo de Cristo, de modo que a graça recebida se torne ação fecunda e contribua para a maturidade espiritual de todos.

XIII. donec occurramus omnes in unitatem fidei, et agnitionis Filii Dei, in virum perfectum, in mensuram ætatis plenitudinis Christi:

13. Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, chegando à maturidade plena, à medida da plenitude de Cristo, em quem nossa existência encontra sua verdadeira realização.

XIV. ut jam non simus parvuli fluctuantes, et circumferamur omni vento doctrinæ in nequitia hominum, in astutia ad circumventionem erroris.

14. Assim, deixaremos de ser como crianças instáveis, levadas de um lado para outro por qualquer ensinamento, sujeitos à astúcia humana e aos artifícios que conduzem ao erro. A maturidade interior firma o ser na verdade e lhe permite permanecer orientado para o que é eterno.

XV. Veritatem autem facientes in caritate, crescamus in illo per omnia, qui est caput Christus:

15. Vivendo a verdade no amor, cresçamos em tudo naquele que é a Cabeça, Cristo. Nele, a verdade não permanece apenas conhecida, mas torna-se presença viva, orientando o ser para sua plenitude.

XVI. ex quo totum corpus compactum et connexum per omnem juncturam subministrationis, secundum operationem in mensuram uniuscujusque membri, augmentum corporis facit in ædificationem sui in caritate.

16. É de Cristo que todo o corpo, unido e harmonizado por cada vínculo que o sustenta, segundo a ação própria de cada membro, recebe o crescimento que o edifica no amor. Assim, a unidade amadurece quando cada parte realiza sua função e toda a existência permanece enraizada naquele que lhe dá sustentação.

Reflexão:

  A plenitude não nasce da pressa, mas da transformação interior sustentada pela presença divina. Cada instante pode acolher a graça que orienta o ser para sua origem. Cristo desce às profundezas da existência e eleva tudo aquilo que se abre à sua presença. A maturidade exige firmeza interior diante do que dispersa e obscurece a verdade. O ser amadurece quando aprende a discernir o essencial e a permanecer nele. A verdade alcança sua expressão mais elevada quando se realiza no amor. Em Cristo, cada dom encontra sentido e cada existência participa de uma plenitude maior. Assim, o instante torna-se lugar de encontro com o Eterno e de realização do ser.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 4,1-6 - 23.10.2026

Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Que permaneçamos unidos em Cristo, reconhecendo nele a origem de nosso ser, o fundamento de nossa fé e a plenitude que conduz à comunhão eterna.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Ephesios, IV, I–VI

I. Obsecro itaque vos ego vinctus in Domino, ut digne ambuletis vocatione, qua vocati estis,

1. Eu vos suplico, eu que estou preso no Senhor, que caminheis de maneira digna da vocação para a qual fostes chamados, conformando vossa existência à verdade que vos alcançou e ao sentido profundo de vossa origem em Deus.

II. cum omni humilitate, et mansuetudine, cum patientia, supportantes invicem in caritate,

2. Com toda humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros no amor, para que a disposição interior permaneça firme e o coração se torne capaz de acolher o próximo sem perder a serenidade que nasce da caridade.

III. solliciti servare unitatem Spiritus in vinculo pacis.

3. Esforçando-vos por conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz, guardando no íntimo a harmonia que procede de Deus e reconhecendo nela a consistência de uma existência orientada para o bem.

IV. Unum corpus, et unus Spiritus, sicut vocati estis in una spe vocationis vestræ.

4. Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança em vossa vocação. A unidade encontra seu fundamento na origem divina que sustenta a existência e orienta todos os seres chamados à plenitude em Cristo.

V. Unus Dominus, una fides, unum baptisma.

5. Há um só Senhor, uma só fé e um só batismo. Nessa única realidade de fé, a existência reconhece seu fundamento em Cristo e encontra a continuidade espiritual que une sua origem, seu caminho e seu destino.

VI. Unus Deus et Pater omnium, qui est super omnes, et per omnia, et in omnibus nobis.

6. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, age por meio de todos e habita em todos nós. Nele, toda existência encontra seu princípio e sua sustentação, enquanto sua presença conduz a criatura à plenitude para a qual foi chamada.

Reflexão:

  A existência encontra sua dignidade quando se orienta para a verdade de sua origem e acolhe o chamado que procede de Deus.

  A humildade aquieta o coração, a mansidão ordena as disposições interiores e a paciência permite que a consciência amadureça.

  A paz nasce da harmonia interior daquele que permanece firme diante das mudanças e reconhece o que verdadeiramente sustenta o ser.

  O instante adquire profundidade quando a presença divina é acolhida para além da sucessão dos acontecimentos.

  A unidade em Cristo revela que toda plenitude encontra seu fundamento na comunhão com o único Senhor.

  A fé conduz o entendimento ao reconhecimento de uma verdade que ultrapassa as aparências e permanece como fundamento da existência.

  Deus sustenta cada instante sem estar submetido à passagem do tempo e conduz a criatura à realização de seu destino.

  Viver em Cristo é permanecer enraizado na origem divina, permitindo que cada momento manifeste a verdade, a paz e a plenitude que procedem de Deus.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 3,14-21 - 22.10.2026

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Que permaneçais enraizados no amor divino, acolhendo no instante presente a presença eterna de Deus, até que vosso ser alcance a plenitude de sua realização.



Epistola ad Ephesios, III, XIV–XXI

  A apresentação a seguir preserva o texto latino da Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam, com a tradução contemplativa logo abaixo de cada versículo. A tradução busca conservar o sentido cristão da passagem, aprofundando sua dimensão interior e espiritual, sem alterar o texto latino.

Epistola ad Ephesios, III, XIV–XXI

Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Ephesios 3,14-21

XIV. Hujus rei gratia flecto genua mea ad Patrem Domini nostri Jesu Christi,

14. Por essa razão, dobro os meus joelhos diante do Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, reconhecendo que toda a existência encontra nele seu fundamento e que a oração nasce do reconhecimento reverente daquele de quem procede todo ser.

XV. ex quo omnis paternitas in cælis et in terra nominatur,

15. Dele recebe seu nome toda paternidade nos céus e na terra, pois nele se encontra a origem de toda filiação e o fundamento que sustenta cada criatura em sua existência.

XVI. ut det vobis secundum divitias gloriæ suæ, virtute corroborari per Spiritum ejus in interiorem hominem,

16. Que ele vos conceda, segundo a riqueza de sua glória, ser fortalecidos pelo poder de seu Espírito no homem interior, onde a presença divina firma o ser e amadurece a consciência para acolher a plenitude da vida que procede de Deus.

XVII. Christum habitare per fidem in cordibus vestris: in caritate radicati, et fundati,

17. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, para que, enraizados e firmados no amor, encontreis nele a consistência profunda de vosso ser e a permanência que sustenta toda verdadeira realização.

XVIII. ut possitis comprehendere cum omnibus sanctis, quæ sit latitudo, et longitudo, et sublimitas, et profundum:

18. Que possais compreender, com todos os santos, qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor divino, cuja grandeza ultrapassa os limites da percepção imediata e conduz a consciência ao reconhecimento de uma realidade que não se esgota no que é visível.

XIX. scire etiam supereminentem scientiæ caritatem Christi, ut impleamini in omnem plenitudinem Dei.

19. Que conheçais também o amor de Cristo, que supera todo conhecimento, para serdes cumulados de toda a plenitude de Deus, até que vossa existência encontre nele sua mais profunda realização.

XX. Ei autem, qui potens est omnia facere superabundanter quam petimus aut intelligimus, secundum virtutem, quæ operatur in nobis:

20. Àquele que tem o poder de realizar, por sua força que atua em nós, infinitamente mais do que pedimos ou compreendemos, seja reconhecida a grandeza de sua ação, cuja profundidade ultrapassa toda medida de nossa inteligência.

XXI. ipsi gloria in Ecclesia, et in Christo Jesu, in omnes generationes sæculi sæculorum. Amen.

21. A ele seja dada glória na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, pelos séculos dos séculos. Amém.

Reflexão:

  A existência encontra sua origem naquele que permanece além de toda sucessão e sustenta cada instante. No silêncio interior, a consciência torna-se receptiva à presença que dá consistência ao ser. O que amadurece na profundidade manifesta-se quando alcança sua expressão mais verdadeira. A serenidade nasce do reconhecimento daquilo que depende de nós e da aceitação do que não podemos governar. O amor de Cristo conduz a inteligência para além dos limites do conhecimento imediato. Cada instante adquire profundidade quando vivido em comunhão com a verdade que procede de Deus. A plenitude não consiste em acumular o que passa, mas em orientar a existência para o que permanece. Assim, o ser encontra sua realização ao acolher a presença divina e reconhecer nela seu princípio e seu destino.

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 3,2-12 - 21.10.2026

Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026

29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

O mistério de Cristo, revelado pelo Pai neste instante, manifesta a plenitude da graça divina: os povos são chamados à mesma herança eterna.



Epistola ad Ephesios, III, II–XII

  II. si tamen audistis dispensationem gratiæ Dei, quæ data est mihi in vobis:

2. Se verdadeiramente ouvistes falar da missão que me foi confiada pela graça de Deus em vosso favor, para que nela se manifeste o seu desígnio.

  III. quoniam secundum revelationem notum mihi factum est sacramentum, sicut supra scripsi in brevi,

3. Pois, por revelação, foi-me dado conhecer o mistério, conforme vos escrevi brevemente, para que a verdade divina se tornasse manifesta ao entendimento.

  IV. prout potestis legentes intelligere prudentiam meam in mysterio Christi:

4. Ao lerdes estas palavras, podeis compreender a percepção que me foi concedida acerca do mistério de Cristo, cuja realidade transcende todo entendimento limitado.

  V. quod aliis generationibus non est agnitum filiis hominum, sicuti nunc revelatum est sanctis apostolis ejus et prophetis in Spiritu,

5. Esse mistério não foi dado a conhecer aos homens nas gerações passadas como agora foi revelado, pelo Espírito, aos santos apóstolos e profetas de Cristo.

  VI. gentes esse cohæredes, et concorporales, et comparticipes promissionis ejus in Christo Jesu per Evangelium:

6. Os povos são chamados a participar da mesma herança, a integrar o mesmo Corpo e a compartilhar a promessa divina em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.

  VII. cujus factus sum minister secundum donum gratiæ Dei, quæ data est mihi secundum operationem virtutis ejus.

7. Tornei-me servidor deste Evangelho pelo dom da graça de Deus, que me foi concedida segundo a ação eficaz de seu poder.

  VIII. Mihi omnium sanctorum minimo data est gratia hæc, in gentibus evangelizare investigabiles divitias Christi,

8. A mim, o menor entre todos os santos, foi concedida esta graça de anunciar aos povos as insondáveis riquezas de Cristo.

  IX. et illuminare omnes, quæ sit dispensatio sacramenti absconditi a sæculis in Deo, qui omnia creavit:

9. E de iluminar a todos, revelando como se realiza o mistério oculto desde os séculos em Deus, aquele que criou todas as coisas.

  X. ut innotescat principatibus et potestatibus in cælestibus per Ecclesiam, multiformis sapientia Dei,

10. Assim, por meio da Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torna conhecida das potestades e autoridades dos céus, manifestando a profundidade de seu desígnio.

  XI. secundum præfinitionem sæculorum, quam fecit in Christo Jesu Domino nostro:

11. Tudo acontece segundo o desígnio eterno que Deus realizou em Cristo Jesus, nosso Senhor, no qual o propósito divino encontra sua manifestação.

  XII. in quo habemus fiduciam, et accessum in confidentia per fidem ejus.

12. Nele temos confiança e acesso seguro à presença de Deus, sustentados pela fé em Cristo e acolhidos na plenitude de sua graça.

Reflexão:

  O mistério divino se revela quando o instante é acolhido em sua profundidade.

  A presença de Deus não depende da sucessão dos acontecimentos.

  No íntimo do ser, a eternidade se manifesta sem ruído.

  Cada instante pode tornar-se lugar de encontro com o Eterno.

  A alma serena reconhece o que permanece além das mudanças.

  A sabedoria floresce quando o coração se mantém atento à presença divina.

  Em Cristo, o desígnio eterno se torna presença viva e caminho interior.

  Assim, o instante alcança sua plenitude quando o ser repousa em Deus.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,12-22 - 20.10.2026

Terça-feira, 20 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Ele é nossa paz, pois reúne na unidade o que estava dividido e revela, em sua presença, a plenitude que reconcilia o ser com sua origem eterna.



Lectio Epistolae Beati Pauli Apostoli ad Ephesios II, XII–XXII

XII. quia eratis illo in tempore sine Christo, alienati a conversatione Israël, et hospites testamentorum, promissionis spem non habentes, et sine Deo in hoc mundo.

12. Naquele tempo, estáveis sem Cristo, afastados da comunhão de Israel e estranhos às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus neste mundo.

XIII. Nunc autem in Christo Jesu, vos, qui aliquando eratis longe, facti estis prope in sanguine Christi.

13. Agora, porém, em Cristo Jesus, vós que outrora estáveis distantes fostes aproximados pelo sangue de Cristo.

XIV. Ipse enim est pax nostra, qui fecit utraque unum, et medium parietem maceriæ solvens, inimicitias in carne sua,

14. Ele é a nossa paz, aquele que fez dos dois uma só realidade e, em sua carne, desfez o muro que os separava, destruindo a inimizade.

XV. legem mandatorum decretis evacuans, ut duos condat in semetipso in unum novum hominem, faciens pacem,

15. Abolindo, em sua carne, a lei dos mandamentos expressos em prescrições, para criar em si mesmo, dos dois, uma nova humanidade, estabelecendo a paz.

XVI. et reconciliet ambos in uno corpore, Deo per crucem, interficiens inimicitias in semetipso.

16. E, por meio da cruz, reconciliar ambos com Deus em um só corpo, fazendo morrer em si mesmo a inimizade.

XVII. Et veniens evangelizavit pacem vobis, qui longe fuistis, et pacem iis, qui prope.

17. E, vindo, anunciou a paz a vós que estáveis distantes e também aos que estavam próximos.

XVIII. Quoniam per ipsum habemus accessum ambo in uno Spiritu ad Patrem.

18. Pois, por meio dele, ambos temos acesso ao Pai, unidos em um só Espírito.

XIX. Ergo jam non estis hospites, et advenæ, sed estis cives sanctorum, et domestici Dei,

19. Portanto, já não sois estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.

XX. superædificati super fundamentum apostolorum, et prophetarum, ipso summo angulari lapide Christo Jesu,

20. Fostes edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo o próprio Cristo Jesus como pedra angular.

XXI. in quo omnis ædificatio constructa crescit in templum sanctum in Domino,

21. Nele, toda a construção, harmoniosamente edificada, cresce para se tornar templo santo no Senhor.

XXII. in quo et vos coædificamini in habitaculum Dei in Spiritu.

22. Nele, também vós sois edificados juntamente, para vos tornardes morada de Deus no Espírito.

Reflexão:

  Em Cristo, a distância encontra sua superação e o ser retorna à fonte divina que o sustenta.

  A paz nasce quando a interioridade acolhe a presença que reconcilia e reúne o que estava separado.

  A cruz manifesta o amor eterno que transforma a existência sem se submeter à sucessão dos acontecimentos.

  Cada instante pode tornar-se abertura para a presença de Deus, quando o coração se volta inteiramente para Ele.

  A maturidade espiritual acontece no recolhimento, onde a verdade recebida se aprofunda e adquire consistência.

  Nada se realiza plenamente sem que a presença divina encontre acolhimento no íntimo do ser.

  Em Cristo, a existência encontra fundamento, direção e plenitude, tornando-se morada do Espírito Santo.

  Assim, cada instante vivido em Deus participa de uma realidade que ultrapassa o tempo e conduz à comunhão eterna.

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domingo, 18 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 2,1-10 - 19.10.2026

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026
29ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Ele nos concedeu a vida em Cristo e nos elevou à presença do Eterno, onde nossa origem encontra plenitude e cada instante se abre à eternidade.



Lectio Epistolæ Beati Pauli Apostoli ad Ephesios II, I-X

I. Et vos, cum essetis mortui delictis et peccatis vestris,

  1. E vós, que estáveis mortos por causa de vossas faltas e pecados,

II. in quibus aliquando ambulastis secundum sæculum mundi hujus, secundum principem potestatis aëris hujus, spiritus, qui nunc operatur in filios diffidentiæ,

  1. nos quais outrora caminhastes segundo o curso deste mundo, sob o domínio do príncipe do poder do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência,

III. in quibus et nos omnes aliquando conversati sumus in desideriis carnis nostræ, facientes voluntatem carnis et cogitationum, et eramus natura filii iræ, sicut et ceteri,

  1. entre os quais também todos nós outrora vivemos, seguindo os desejos de nossa carne e realizando as vontades da carne e dos pensamentos, sendo por natureza filhos da ira, como os demais.

IV. Deus autem, qui dives est in misericordia, propter nimiam caritatem suam, qua dilexit nos,

  1. Mas Deus, rico em misericórdia, movido pelo imenso amor com que nos amou,

V. et cum essemus mortui peccatis, convivificavit nos in Christo (cujus gratia estis salvati),

  1. quando estávamos mortos por causa dos pecados, deu-nos vida juntamente com Cristo. É pela graça que fostes salvos.

VI. et conresuscitavit, et consedere fecit in cælestibus in Christo Jesu,

  1. Com Cristo, também nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus, em Cristo Jesus,

VII. ut ostenderet in sæculis supervenientibus abundantes divitias gratiæ suæ, in bonitate super nos in Christo Jesu.

  1. para manifestar, nos tempos vindouros, a incomensurável riqueza de sua graça, por sua bondade para conosco em Cristo Jesus.

VIII. Gratia enim estis salvati per fidem, et hoc non ex vobis: Dei enim donum est,

  1. Pois fostes salvos pela graça, mediante a fé. Isso não vem de vós, mas é dom de Deus.

IX. non ex operibus, ut ne quis glorietur.

  1. Não provém das obras, para que ninguém se glorie.

X. Ipsius enim sumus factura, creati in Christo Jesu in operibus bonis, quæ præparavit Deus ut in illis ambulemus.

  1. Somos obra de Deus, criados em Cristo Jesus para as boas obras que Deus preparou de antemão, a fim de que nelas caminhemos.

Reflexão:

  A existência encontra sua origem no amor de Deus, que precede toda realização e sustenta o ser em sua profundidade.

  Mesmo quando a interioridade se afasta de sua fonte, a misericórdia divina permanece capaz de renovar a vida.

  Em Cristo, a morte interior cede lugar a uma existência despertada pela graça e aberta à plenitude.

  O instante presente recebe uma profundidade que não se limita à sucessão dos acontecimentos, pois nele a presença divina convoca o ser à transformação.

  A salvação não nasce da exaltação humana, mas do dom que alcança a criatura e a reconduz à sua origem.

  A fé acolhe esse dom e permite que a existência se torne receptiva à ação de Deus.

  As boas obras brotam dessa renovação interior, como expressão concreta de uma vida que amadurece na presença divina.

  Assim, cada instante pode tornar-se caminho de realização, quando o ser acolhe a graça e orienta sua existência para a plenitude em Deus.

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sábado, 17 de outubro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 45,1.4-6 - 18.10.2026

Domingo, 18 de Outubro de 2026
29º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Festa de São Lucas, Evangelista


Tomei Ciro pela mão direita, conduzindo-o para que os povos reconheçam minha autoridade e se cumpra, no instante presente, a plenitude de minha vontade eterna.



Lectio Libri Isaiae Prophetae XLV, I, IV–VI

  I

Haec dicit Dominus christo meo Cyro, cujus apprehendi dexteram, ut subjiciam ante faciem ejus gentes, et dorsa regum vertam, et aperiam coram eo januas, et portæ non claudentur.

1. Assim fala o Senhor a Ciro, seu ungido, a quem tomou pela mão direita, para submeter diante dele as nações, fazer recuar os reis e abrir diante dele as portas, que não permanecerão fechadas.

  IV

Propter servum meum Jacob, et Israël, electum meum; et vocavi te nomine tuo: assimilavi te, et non cognovisti me.

4. Por causa de Jacó, meu servo, e de Israel, meu escolhido, chamei-te pelo teu nome e te designei, embora não me tenhas conhecido.

  V

Ego Dominus, et non est amplius; extra me non est deus; accinxi te, et non cognovisti me.

5. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não existe deus. Eu te fortaleci para a missão, embora não me tenhas conhecido.

  VI

Ut sciant hi qui ab ortu solis et qui ab occidente, quoniam absque me non est: ego Dominus, et non est alter.

6. Que saibam os que vivem desde o nascer do sol até o seu ocaso que nada existe fora de mim. Eu sou o Senhor, e não há outro.

Reflexão:

  O Eterno sustenta o curso de todas as coisas sem depender do reconhecimento humano.

  Sua presença alcança o que os olhos contemplam e o que permanece oculto à percepção.

  Cada instante recebe dessa origem a possibilidade de realizar aquilo que lhe pertence.

  A consciência amadurece quando deixa de exigir que o real obedeça aos seus desejos.

  O que não compreende não precisa ser negado, pois o sentido pode anteceder o entendimento.

  A firmeza interior nasce da atenção ao presente e da serenidade diante do que não se domina.

  O tempo vivido em profundidade deixa de ser mera sucessão e revela a presença que atravessa cada mudança.

  Reconhecer o Eterno no instante é acolher a existência sem perder de vista a unidade que a sustenta.

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