terça-feira, 23 de junho de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Segundo Livro dos Reis 24,8-17 - 25.06.2026

Quinta-feira, 25 de Junho de 2026
12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


O rei da Babilônia conduziu cativos à Babilônia, levando Joaquim e os homens fortes de armas, enquanto a ordem invisível da história se desdobrava silenciosamente.



Lectio libri II Regum, XXIV, VIII-XVII

VIII
Decem et octo annorum erat Joachin cum regnare coepisset, et tribus mensibus regnavit in Jerusalem : nomen matris ejus Nohesta filia Elnathan de Jerusalem.
8. Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar, e governou em Jerusalém por três meses; sua mãe chamava-se Nohesta, filha de Elnatã, de Jerusalém, revelando como o tempo breve do poder humano já anuncia sua transitoriedade diante do mistério divino.

IX
Et fecit malum coram Domino, juxta omnia quae fecerat pater ejus.
9. E fez o que era mau diante do Senhor, seguindo os caminhos herdados de seu pai, como quem permanece preso ao ciclo do que não se converte à luz interior.

X
In tempore illo ascenderunt servi Nabuchodonosor regis Babylonis in Jerusalem, et circumdata est urbs munitionibus.
10. Naquele tempo, os servos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, avançaram sobre Jerusalém, e a cidade foi cercada por fortificações, como se a história se fechasse sobre si mesma para revelar um juízo mais profundo.

XI
Venitque Nabuchodonosor rex Babylonis ad civitatem cum servis suis ut oppugnarent eam.
11. E Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio à cidade com seus servos para sitiá-la, mostrando que o visível se dobra diante de uma ordem invisível que conduz os acontecimentos.

XII
Egressusque est Joachin rex Juda ad regem Babylonis, ipse et mater ejus, et servi ejus, et principes ejus, et eunuchi ejus : et suscepit eum rex Babylonis anno octavo regni sui.
12. Então Joaquim, rei de Judá, saiu ao encontro do rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos; e foi recebido no oitavo ano de seu reinado, como quem reconhece que todo poder humano é passageiro diante do desenrolar do mistério divino.

XIII
Et protulit inde omnes thesauros domus Domini, et thesauros domus regiae : et concidit universa vasa aurea, quae fecerat Salomon rex Israël in templo Domini juxta verbum Domini.
13. E dali levou todos os tesouros da casa do Senhor e da casa real; e quebrou os vasos de ouro feitos por Salomão no templo do Senhor, mostrando que aquilo que se afasta de sua origem sagrada perde sua forma de permanência.

XIV
Et transtulit omnem Jerusalem, et universos principes, et omnes fortes exercitus, decem millia, in captivitatem : et omnem artificem et clusorem : nihilque relictum est, exceptis pauperibus populi terrae.
14. E levou cativa toda Jerusalém, os príncipes, os valentes do exército, dez mil homens, e todos os artífices e ferreiros; nada ficou, exceto os pobres da terra, revelando que o essencial muitas vezes permanece escondido onde o mundo não percebe valor.

XV
Transtulit quoque Joachin in Babylonem, et matrem regis, et uxores regis, et eunuchos ejus : et judices terrae duxit in captivitatem de Jerusalem in Babylonem.
15. Também levou Joaquim para a Babilônia, junto com a mãe do rei, as mulheres do rei e seus eunucos; e conduziu os juízes da terra ao exílio, mostrando que toda estrutura humana passa por desapego quando confrontada com o desdobramento do tempo.

XVI
Et omnes viros robustos, septem millia, et artifices, et clusores mille, omnes viros fortes et bellatores : duxitque eos rex Babylonis captivos in Babylonem.
16. E levou todos os homens fortes, sete mil, e mil artífices e ferreiros, todos guerreiros e valentes; e os conduziu cativos, como se a força humana fosse chamada a reconhecer seus próprios limites diante do mistério do ser.

XVII
Et constituit Matthaniam patruum ejus pro eo : imposuitque nomen ei Sedeciam.
17. E estabeleceu Matatias, tio de Joaquim, em seu lugar, mudando-lhe o nome para Sedecias, sinal de que os reinos mudam, mas há uma ordem superior que reorganiza silenciosamente toda a história.

Reflexão

O que parece perda exterior muitas vezes revela uma purificação interior.
Aquilo que se apoia apenas em estruturas frágeis não permanece diante das provas do tempo.
Há uma ordem silenciosa que conduz os acontecimentos para além das aparências imediatas.
O essencial da alma não se mede pelo que se possui, mas pelo que permanece íntegro no interior.
Toda prova manifesta o que estava oculto no fundamento da existência.
Aqueles que aprendem a permanecer firmes no bem atravessam mudanças sem se perder.
O desapego do transitório abre espaço para uma consciência mais estável e profunda.
E tudo aquilo que se une ao que é eterno encontra forma de permanência além do visível.

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