quinta-feira, 25 de junho de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro das Lamentações 2,2.10-14.18-19 - 27.06.2026

Sábado, 27 de Junho de 2026

12ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Eleva o coração ao Senhor e deixa que sua voz atravesse os véus do transitório, buscando a plenitude que sustenta eternamente toda existência.



Lectionis de Libro Threnorum, II, II. X-XIV. XVIII-XIX

II

Devoravit Dominus, nec pepercit, omnia speciosa Jacob; destruxit in furore suo munitiones filiæ Juda, dejecit in terram; polluit regnum et principes ejus.

2 O Senhor permitiu que toda segurança aparente fosse desfeita, para que a alma não depositasse sua confiança no transitório. Aquilo que parecia firme revelou sua fragilidade diante da realidade superior que sustenta todas as coisas.

X

Sederunt in terra, conticuerunt senes filiæ Sion; consperserunt cinere capita sua, accincti sunt ciliciis; abjecerunt in terram capita sua virgines Jerusalem.

10 Os anciãos permanecem em silêncio sobre a terra, e as filhas de Jerusalém inclinam a cabeça. No recolhimento profundo, a alma aprende que nem toda resposta nasce das palavras, mas da escuta interior diante do Mistério.

XI

Defecerunt præ lacrymis oculi mei, conturbata sunt viscera mea; effusum est in terra jecur meum super contritione filiæ populi mei, cum deficeret parvulus et lactens in plateis oppidi.

11 As lágrimas revelam a profundidade da dor humana. Contudo, mesmo quando tudo parece desmoronar, permanece uma realidade invisível que sustenta a existência e convida o coração à perseverança.

XII

Matribus suis dixerunt: Ubi est triticum et vinum? cum deficerent quasi vulnerati in plateis civitatis, cum exhalarent animas suas in sinu matrum suarum.

12 A criatura busca alimento e plenitude. Entretanto, nenhuma realidade passageira é capaz de satisfazer plenamente a sede mais profunda do espírito, que somente encontra repouso naquilo que permanece eternamente.

XIII

Cui comparabo te? vel cui assimilabo te, filia Jerusalem? cui exæquabo te et consolabor te, virgo filia Sion? magna est enim velut mare contritio tua; quis medebitur tui?

13 A dor da alma parece imensa como o mar. Porém, acima de toda ruptura existe uma sabedoria que conduz silenciosamente cada existência para além de suas limitações e feridas.

XIV

Prophetæ tui viderunt tibi falsa et stulta; nec aperiebant iniquitatem tuam, ut te ad pœnitentiam provocarent; viderunt autem tibi assumptiones falsas et ejectiones.

14 Quando a verdade é obscurecida, o caminho torna-se confuso. Somente a luz que procede do Alto pode restaurar a visão interior e reconduzir a alma à sua reta orientação.

XVIII

Clamavit cor eorum ad Dominum super muros filiæ Sion: deduc quasi torrentem lacrymas per diem et noctem; non des requiem tibi, neque taceat pupilla oculi tui.

18 O coração eleva seu clamor ao Senhor. A busca sincera da verdade atravessa os limites do tempo passageiro e encontra acolhimento na eternidade que tudo sustenta.

XIX

Consurge, lauda in nocte in principio vigiliarum; effunde sicut aquam cor tuum ante conspectum Domini; leva ad eum manus tuas pro anima parvulorum tuorum, qui defecerunt in fame in capite omnium compitorum.

19 Levanta-te durante a noite e derrama teu coração diante do Senhor. Quando a alma se abre completamente à Presença divina, encontra uma fonte que renova sua força e ilumina seu caminho.

Reflexão

O silêncio frequentemente revela mais do que muitas palavras.
A alma amadurece quando aprende a permanecer firme nas provações.
Toda perda aparente pode tornar-se caminho de compreensão mais elevada.
A verdade permanece mesmo quando as estruturas humanas vacilam.
A serenidade nasce da confiança naquilo que não se corrompe.
O coração recolhido descobre uma luz que não se apaga.
A perseverança interior fortalece o ser diante das mudanças do mundo.
Aquele que busca o Eterno encontra uma paz que ultrapassa toda instabilidade.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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