quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Levítico 19,1-2.11-18 - 23.02.2026

 


Prima Lectio

Leviticus XIX, I–II, XI–XVIII

I
Locutus est Dominus ad Moysen, dicens
O Senhor fala no interior da história e Sua voz atravessa os séculos, chamando a consciência a elevar-se acima do fluxo passageiro.

II
Loquere ad omnem coetum filiorum Israel, et dices ad eos Sancti estote, quia ego sanctus sum Dominus Deus vester
Sede santos porque o Santo vos comunica Sua própria medida. A santidade é participação na plenitude que sustenta cada instante e o orienta ao eterno.

XI
Non facietis furtum. Non mentiemini, nec decipiet unusquisque proximum suum
Não desvieis o ser da verdade. Toda falsidade fragmenta a alma e obscurece sua relação com o fundamento que a mantém.

XII
Non periurabis in nomine meo, nec pollues nomen Dei tui. Ego Dominus
Não profaneis o Nome que é presença viva. Invocar o Senhor exige coerência entre palavra e intenção, pois o Nome participa da realidade que significa.

XIII
Non facies calumniam proximo tuo, nec vi opprimes eum. Non morabitur opus mercenarii tui apud te usque mane
Não retenhais o que é devido nem oprimas com a força. A justiça preserva a ordem interior e impede que o coração se endureça.

XIV
Non maledices surdo, nec coram caeco pones offendiculum; sed timebis Dominum Deum tuum. Ego Dominus
Não exploreis a fragilidade alheia. O temor reverente recorda que cada ação ocorre diante dAquele que tudo sustenta.

XV
Non facies quod iniquum est, nec iniuste iudicabis. Non consideres personam pauperis, nec honores vultum potentis. Iuste iudica proximo tuo
Não permitais que paixões distorçam o juízo. A reta avaliação nasce de um espírito equilibrado que busca a verdade acima das aparências.

XVI
Non eris criminator nec susurro in populis. Non stabis contra sanguinem proximi tui. Ego Dominus
Não alimenteis divisões nem permaneçais indiferentes diante do mal. Cada omissão repercute na própria estrutura interior.

XVII
Non oderis fratrem tuum in corde tuo, sed publice argue eum, ne habeas super illo peccatum
Não conserveis ressentimento oculto. Purificar o coração é preservar sua transparência diante do Eterno.

XVIII
Non quaeres ultionem, nec memor eris iniuriae civium tuorum. Diliges amicum tuum sicut te ipsum. Ego Dominus
Não vos deixeis aprisionar pela vingança. Amar o próximo como a si mesmo é reconhecer a unidade de origem e destino que une todas as almas.

Reflexão
A santidade pedida pelo Senhor é participação na própria vida divina.
Cada mandamento revela um caminho de integração interior.
A verdade não é apenas norma externa, mas estrutura do ser.
Quando a vontade se ordena ao Bem, a alma adquire firmeza e clareza.
O instante vivido segundo essa medida recebe densidade que ultrapassa as horas.
O amor ao próximo purifica o olhar e harmoniza os afetos.
A fidelidade silenciosa molda o caráter e fortalece a consciência.
Assim o homem caminha para a plenitude que não conhece declínio.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

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