Lectio Prophetiae Ezechielis XXXIII, VII-IX
VII. Et tu, fili hominis, speculatorem dedi te domui Israel, audiens ergo ex ore meo sermonem, annuntiabis eis ex me.
E tu, filho do homem, eu te constituí sentinela para a casa de Israel. Escutarás, portanto, a palavra que procede da minha boca e a anunciarás a eles em meu nome.
VIII. Si me dicente ad impium, Impie, morte morieris, non fueris locutus ut se custodiat impius a via sua, ipse impius in iniquitate sua morietur, sanguinem autem ejus de manu tua requiram.
Se eu disser ao ímpio que certamente morrerá, e tu não falares para que ele se guarde de seu caminho, o ímpio morrerá em sua iniquidade, mas de tua mão requererei o seu sangue.
IX. Si autem annuntiante te ad impium ut a viis suis convertatur, non fuerit conversus a via sua, ipse in iniquitate sua morietur, porro tu animam tuam liberasti.
Se, porém, ao anunciares ao ímpio que se converta de seus caminhos, ele não se converter de seu caminho, morrerá em sua iniquidade, mas tu terás preservado a tua alma.
Reflexão:
A palavra verdadeira nasce de uma escuta profunda e alcança o instante em que o ser deve responder.
Quem recebe uma verdade recebe também a responsabilidade de permitir que ela atravesse sua própria existência.
O silêncio interior amadurece aquilo que deverá tornar-se palavra no momento oportuno.
Aquele que vigia não domina o caminho alheio, mas permanece atento àquilo que lhe foi confiado.
Cada instante possui uma exigência própria diante da origem que sustenta o ser.
A consciência amadurece quando reconhece que nenhuma verdade recebida permanece sem consequência interior.
A existência encontra sua inteireza quando a palavra acolhida se transforma em presença, discernimento e ação.
Assim, o instante torna-se lugar de resposta diante daquilo que, desde a origem, chama o ser à plenitude.
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