Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Aprendeu a obedecer a Deus e, na entrega de si, tornou-se causa de salvação eterna, manifestando no próprio ser a plenitude recebida do amor divino.
Lectura Epistulae ad Hebraeos V, VII-IX
VII. Qui in diebus carnis suae preces, supplicationesque ad eum qui possit illum salvum facere a morte cum clamore valido, et lacrimis offerens, exauditus est pro sua reverentia.
Durante os dias de sua vida terrena, Cristo ofereceu preces e súplicas Àquele que podia salvá-lo da morte, com forte clamor e lágrimas, e foi ouvido por sua reverente submissão.
VIII. Et quidem cum esset Filius Dei, didicit ex iis, quae passus est, obedientiam.
E, embora fosse o Filho de Deus, aprendeu, por aquilo que padeceu, a obediência.
IX. Et consummatus, factus est omnibus obtemperantibus sibi, causa salutis aeternae.
E, tendo alcançado sua plena realização, tornou-se, para todos os que lhe obedecem, causa de salvação eterna.
Reflexão:
No sofrimento, o Filho permanece voltado para a origem de sua existência e entrega-se inteiramente à vontade do Pai.
Sua oração revela que a interioridade pode permanecer inteira mesmo quando a realidade exterior alcança seu limite.
Aquilo que parece perda torna-se, no interior da obediência, caminho de consumação e plenitude.
O sofrimento não constitui a finalidade do caminho, mas pode revelar aquilo que permanece quando tudo o mais é despojado.
A presença do Filho diante do Pai reúne o instante e sua origem em uma única entrega.
Assim, a obediência não diminui o ser, mas conduz sua existência à forma plena para a qual foi destinada.
Cristo torna-se causa de salvação porque sua entrega alcança a consumação e manifesta plenamente aquilo que recebe do Pai.
Nele, o instante vivido em perfeita entrega revela uma profundidade que ultrapassa a sucessão e permanece na eternidade.
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