quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Gênesis 2,7-9; 3,1-7 - 22.02.2026

 


Prima Lectio Genesis II VII IX III I VII

II VII
Formavit igitur Dominus Deus hominem de limo terrae, et inspiravit in faciem eius spiraculum vitae, et factus est homo in animam viventem.
O Senhor modela o homem do pó e nele insufla o sopro da vida, revelando que a existência humana nasce do encontro entre a matéria e o hálito que vem do Alto e faz do instante uma participação no eterno.

II VIII
Plantaverat autem Dominus Deus paradisum voluptatis a principio, in quo posuit hominem quem formaverat.
O jardim é preparado desde a origem como espaço de harmonia, sinal de que o ser humano é colocado no mundo para habitar uma ordem que o precede e o chama à comunhão.

II IX
Produxitque Dominus Deus de humo omne lignum pulchrum visu, et ad vescendum suave lignum etiam vitae in medio paradisi, lignumque scientiae boni et mali.
No centro do jardim erguem-se a árvore da vida e a árvore do conhecimento, indicando que toda existência se decide diante de um centro onde o coração escolhe entre confiar e apropriar-se.

III I
Sed et serpens erat callidior cunctis animantibus terrae quae fecerat Dominus Deus. Qui dixit ad mulierem Cur praecepit vobis Deus ut non comederetis de omni ligno paradisi.
A voz astuta introduz a dúvida e desloca o olhar do dom para a restrição, insinuando que o limite seja negação e não proteção do sentido.

III II
Cui respondit mulier De fructu lignorum quae sunt in paradiso vescimur.
A mulher reconhece a abundância concedida, pois o dom precede qualquer proibição.

III III
De fructu vero ligni quod est in medio paradisi praecepit nobis Deus ne comederemus et ne tangeremus illud ne forte moriamur.
O limite é lembrado como palavra que guarda a vida, sinal de que a obediência preserva a integridade do ser.

III IV
Dixit autem serpens ad mulierem Nequaquam morte moriemini.
A negação da consequência dissolve a gravidade da escolha e obscurece a verdade inscrita no coração.

III V
Scit enim Deus quod in quocumque die comederitis ex eo aperientur oculi vestri et eritis sicut dii scientes bonum et malum.
É prometida uma elevação ilusória, como se a criatura pudesse alcançar plenitude rompendo com sua origem.

III VI
Vidit igitur mulier quod bonum esset lignum ad vescendum et pulchrum oculis aspectuque delectabile et tulit de fructu illius et comedit deditque viro suo qui comedit.
O olhar detém-se na aparência e a vontade inclina-se ao que brilha, rompendo a confiança que sustentava a harmonia interior.

III VII
Et aperti sunt oculi amborum cumque cognovissent se esse nudos consuerunt folia ficus et fecerunt sibi perizomata.
Os olhos se abrem, mas não para a plenitude e sim para a perda da simplicidade, e a nudez revela a ruptura do equilíbrio primordial.

Verbum Domini

Reflexão:
O homem nasce do sopro que o liga ao Alto e o chama à responsabilidade.
O jardim simboliza a ordem que antecede toda escolha humana.
No centro da existência há sempre um ponto decisivo que prova a intenção do coração.
A dúvida desvia o olhar do dom e enfraquece a confiança.
A aparência seduz quando o interior não está vigilante.
Toda decisão molda a estrutura invisível da alma.
A verdadeira elevação consiste em permanecer fiel à origem.
Quem conserva o coração íntegro reencontra a harmonia que conduz à vida.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia


Primeira Leitura: Isaías 58,9-14 - 21.02.2026

 


Prima Lectio

Isaias LVIII, IX–XIV

IX
Tunc invocabis, et Dominus exaudiet; clamabis, et dicet Ecce adsum. Si abstuleris de medio tui catenam, et desieris extendere digitum, et loqui quod non prodest.
Então invocarás e o Senhor responderá Eis-me aqui. Quando a alma abandona o juízo que aprisiona e silencia o discurso vazio, abre-se ao encontro com a Presença que sustenta todo ser.

X
Cum effuderis esurienti animam tuam, et animam afflictam repleveris, orietur in tenebris lux tua, et tenebrae tuae erunt sicut meridies.
Quando a interioridade se derrama em doação sincera, a luz nasce no mais íntimo e a obscuridade transforma-se em claridade plena, como sol no auge do dia.

XI
Et requiem tibi dabit Dominus semper, et implebit splendoribus animam tuam, et ossa tua liberabit; et eris quasi hortus irriguus, et sicut fons aquarum, cuius non deficient aquae.
O Senhor concederá repouso que não depende das circunstâncias e preencherá a alma com esplendor. O ser tornar-se-á jardim irrigado por fonte que brota do princípio invisível.

XII
Et aedificabuntur in te deserta saeculorum; fundamenta generationis et generationis suscitabis; et vocaberis aedificator sepium, avertens semitas in quietem.
Serás reconstruído desde as ruínas antigas e restaurarás fundamentos interiores. Teu caminho conduzirá à paz que nasce da ordem reencontrada.

XIII
Si averteris a sabbato pedem tuum, facere voluntatem tuam in die sancto meo, et vocaveris sabbatum delicatum, et sanctum Domini gloriosum; et glorificaveris eum, dum non facis vias tuas, et non invenitur voluntas tua, ut loquaris sermonem.
Se elevares teus passos acima do querer disperso e honrares o dia consagrado como deleite santo, aprenderás a repousar na vontade que precede toda vontade humana.

XIV
Tunc delectaberis super Domino, et sustollam te super altitudines terrae, et cibabo te hereditate Iacob patris tui; os enim Domini locutum est.
Então encontrarás alegria no Senhor e serás elevado às alturas do ser, nutrido pela herança que procede da promessa eterna pronunciada pela boca divina.

Reflexão

O chamado divino convida a alma a abandonar a dispersão e reencontrar seu centro.
Quando o interior se purifica, o instante revela profundidade que ultrapassa o tempo sucessivo.
A verdadeira elevação nasce da conformidade da vontade ao Bem supremo.
O repouso prometido não é inércia, mas harmonia entre agir e verdade.
Quem ordena seus passos segundo o alto princípio reconstrói também sua própria história.
A luz que surge nas trevas manifesta a presença constante do fundamento eterno.
O homem torna-se fonte quando participa da Fonte.
Assim cada decisão reta coopera silenciosamente com a obra que não passa.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Isaías 58,1-9 - 20.02.2026

 


Prima Lectio

Isaias LVIII, I–IX

I
Clama, ne cesses, quasi tuba exalta vocem tuam, et annuntia populo meo scelera eorum, et domui Iacob peccata eorum

Clama com voz que desperta as profundezas, para que o coração humano reconheça suas rupturas interiores. A voz divina não acusa para condenar, mas para reconduzir ao eixo onde o ser reencontra sua verdade diante do Eterno.

II
Me etenim de die in diem quaerunt, et scire vias meas volunt, quasi gens quae iustitiam fecerit, et iudicium Dei sui non dereliquerit; rogant me iudicia iustitiae, appropinquare Deo volunt

Buscam-Me diariamente e desejam conhecer Meus caminhos, como se já vivessem na retidão. A alma anseia aproximar-se de Deus, mas é chamada a ultrapassar a aparência e penetrar na autenticidade do encontro que transforma o íntimo.

III
Quare ieiunavimus, et non aspexisti; humiliavimus animas nostras, et nescisti? Ecce in die ieiunii vestri invenitur voluntas vestra, et omnes debitores vestros repetitis

Perguntam por que o jejum não foi visto. Contudo, quando o gesto exterior não se une à purificação do querer, o coração permanece fechado. O Eterno contempla a intenção mais profunda, onde se decide a verdade do ato.

IV
Ecce ad lites et contentiones ieiunatis, et percutitis pugno impie; nolite ieiunare sicut usque ad hanc diem, ut audiatur in excelso clamor vester

Quando o interior permanece desordenado, o jejum perde sua elevação. A oração que alcança o Alto nasce da pacificação íntima e da coerência entre pensamento e ação.

V
Numquid tale est ieiunium quod elegi, per diem affligere hominem animam suam? Numquid contorquere quasi circulum caput suum, et saccum et cinerem sternere? Numquid istud vocabis ieiunium, et diem acceptabilem Domino?

Não é a aflição exterior que agrada ao Senhor, mas a transformação do centro do ser. O gesto só se torna oferta quando exprime uma conversão que atravessa o tempo e toca a eternidade.

VI
Nonne hoc est magis ieiunium quod elegi? Dissolve colligationes impietatis, solve fasciculos deprimentes, dimitte eos qui confracti sunt liberos, et omne onus dirumpe

O jejum escolhido por Deus rompe as cadeias invisíveis que aprisionam o interior. Libertar-se do que obscurece a consciência é abrir espaço para que a luz divina restaure a integridade da alma.

VII
Frange esurienti panem tuum, et egenos vagosque induc in domum tuam; cum videris nudum, operi eum, et carnem tuam ne despexeris

Partilhar o pão é reconhecer no outro a mesma origem e destino. O cuidado revela que o ser humano participa de uma comunhão que ultrapassa o instante passageiro.

VIII
Tunc erumpet quasi mane lumen tuum, et sanitas tua citius orietur; et anteibit faciem tuam iustitia tua, et gloria Domini colliget te

Então a luz surgirá como aurora interior. A retidão caminhará diante de ti, e a glória do Senhor envolverá teu caminho, pois a alma alinhada ao Bem participa de Sua claridade.

IX
Tunc invocabis, et Dominus exaudiet; clamabis, et dicet Ecce adsum; si abstuleris de medio tui catenam, et desieris extendere digitum, et loqui quod non prodest

Quando o coração se purifica, a invocação torna-se encontro. Deus responde não apenas com palavras, mas com Sua presença que sustenta o agora e plenifica cada instante.

Verbum Domini

Reflexão:

O verdadeiro culto nasce da coerência entre interior e exterior.
A voz divina desperta para a responsabilidade de ordenar o próprio coração.
O jejum autêntico é disciplina que purifica a intenção e fortalece a vontade.
A luz prometida não vem de fora, mas irrompe do centro reconciliado.
A maturidade espiritual consiste em permanecer firme no bem escolhido.
Cada gesto alinhado à verdade participa de uma realidade que não se esgota.
A resposta de Deus manifesta-se na consciência pacificada.
Assim o instante vivido com retidão torna-se participação na eternidade.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Deuteronômio 30,15-20 - 19.02.2026

 


PRIMA LECTIO

DEUTERONOMIUM XXX, XV–XX

XV
Considera quod hodie proposuerim in conspectu tuo vitam et bonum, et e contrario mortem et malum

Hoje te é colocado diante dos olhos o mistério da escolha entre a plenitude do ser e sua negação. No íntimo da consciência, o instante presente torna-se ponto de encontro com o fundamento eterno que sustenta toda decisão.

XVI
Ut diligas Dominum Deum tuum, et ambules in viis eius, et custodias mandata illius, et caeremonias atque iudicia, et vivas, atque multiplicet te, benedicatque tibi in terra, ad quam ingredieris possidendam

Amar o Senhor e caminhar em Seus caminhos é ordenar o coração segundo o Princípio que dá vida. A obediência torna-se participação na fecundidade que procede do Alto e sustenta cada passo no interior da história.

XVII
Si autem aversum fuerit cor tuum, et audire nolueris, atque errore deceptus adoraveris deos alienos et servieris eis

Quando o coração se afasta da Fonte, dispersa-se em realidades que não podem sustentar o ser. A ruptura interior gera desorientação e obscurece o sentido mais profundo da existência.

XVIII
Praedico tibi hodie quod pereas, et parvo tempore moreris in terra, ad quam, Iordane transmisso, ingredieris possidendam

Separado do fundamento eterno, o homem experimenta a fragilidade de tudo o que passa. A vida perde sua direção quando não se ancora no que permanece.

XIX
Testes invoco hodie caelum et terram, quod proposuerim vobis vitam et mortem, benedictionem et maledictionem Elige ergo vitam ut vivas tu et semen tuum

O céu e a terra testemunham que cada decisão ecoa além do instante. Escolher a vida é alinhar-se ao Bem que atravessa as gerações e sustenta a continuidade da existência.

XX
Et diligas Dominum Deum tuum, et oboedias voci eius, et illi adhaereas ipse est enim vita tua et longitudo dierum tuorum ut habites in terra quam iuravit Dominus patribus tuis Abraham Isaac et Iacob ut daret eis

Unir-se ao Senhor é permanecer na própria Fonte da vida. A duração verdadeira não se mede apenas por dias sucessivos, mas pela comunhão com Aquele que é a origem e o cumprimento de todo ser.

Reflexão

A vida autêntica nasce da escolha consciente do Bem.
Cada decisão interior molda o destino da alma.
O coração firme não se deixa conduzir por impulsos passageiros.
A constância diante da verdade fortalece o caráter.
A adesão ao Princípio eterno concede estabilidade ao espírito.
A dispersão interior conduz ao enfraquecimento do ser.
A fidelidade silenciosa edifica gerações e honra a dignidade humana.
Quem se une à Fonte da vida encontra permanência além dos dias.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Joel 2,12-18 - 18.02.2026

 


LECTIO PRIMA JOEL II, XII–XVIII

XII
Nunc ergo dicit Dominus convertimini ad me in toto corde vestro in jejunio et in fletu et in planctu.
Agora ressoa o chamado que atravessa os séculos e alcança este instante, convidando o coração a retornar inteiro Àquele que o sustenta além das variações do tempo.

XIII
Et scindite corda vestra et non vestimenta vestra et convertimini ad Dominum Deum vestrum quia benignus et misericors est patiens et multæ misericordiæ et præstabilis super malitia.
Rasgai o interior e não as aparências, pois a verdadeira transformação ocorre onde a intenção é purificada; Deus é constante em bondade e inclinado a restaurar o ser ferido.

XIV
Quis scit si convertatur et ignoscat et relinquat post se benedictionem sacrificium et libamen Domino Deo vestro.
Quem pode medir a abundância da graça que se derrama quando o homem se volta ao Bem, deixando atrás de si sinais de vida renovada e oferta reconciliada.

XV
Canite tuba in Sion sanctificate jejunium vocate cœtum.
Fazei soar no íntimo o chamado à vigilância, consagrai o desejo e reuni vossas forças interiores para um retorno decidido à origem.

XVI
Congregate populum sanctificate ecclesiam coadunate senes congregate parvulos et sugentes ubera egrediatur sponsus de cubili suo et sponsa de thalamo suo.
Reuni tudo o que em vós é maturidade e fragilidade, início e plenitude, para que cada dimensão do ser participe do mesmo movimento de renovação.

XVII
Inter vestibulum et altare plorabunt sacerdotes ministri Domini et dicent parce Domine parce populo tuo et ne des hereditatem tuam in opprobrium ut dominentur eis nationes quare dicunt in populis ubi est Deus eorum.
Entre o limiar e o altar ergue-se a súplica que reconhece a própria insuficiência e invoca a fidelidade divina que nunca abandona a obra de suas mãos.

XVIII
Zelatus est Dominus terram suam et pepercit populo suo.
Então o Senhor manifesta seu cuidado ardente e envolve seu povo na compaixão que restaura e sustenta a existência.

Verbum Domini

Reflexão
O chamado ao retorno revela que cada instante contém a possibilidade de recomeço.
A verdadeira ruptura acontece no interior onde a vontade decide pelo bem.
O jejum ensina a ordenar os desejos e a reconhecer o que é essencial.
A súplica humilde fortalece o espírito diante das incertezas.
Quando o coração se volta ao princípio que o criou encontra firmeza e direção.
A maturidade nasce da coerência entre intenção e ação.
A confiança na misericórdia sustenta a perseverança no caminho reto.
Assim a vida torna-se resposta consciente Àquele que continuamente chama e restaura.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Tiago 1,12-18 - 17.02.2026

 


PRIMA LECTIO EPISTOLAE IACOBI I, XII–XVIII

XII
Beatus vir qui suffert tentationem quoniam cum probatus fuerit accipiet coronam vitae quam repromisit Deus diligentibus se.
Feliz o homem que permanece firme na provação, pois ao ser purificado pelo fogo interior recebe a coroa da vida, sinal da comunhão com o Eterno que sustenta cada instante.

XIII
Nemo cum tentatur dicat quoniam a Deo tentor Deus enim intemptator malorum est ipse autem neminem tentat.
Ninguém atribua ao Altíssimo a origem da queda, pois n’Ele não há sombra de desordem. A provação revela o coração, mas não procede da pureza absoluta do Ser.

XIV
Unusquisque vero tentatur a concupiscentia sua abstractus et illectus.
Cada um é atraído pelo próprio desejo desordenado quando se afasta do centro interior onde habita a luz da consciência.

XV
Deinde concupiscentia cum conceperit parit peccatum peccatum vero cum consummatum fuerit generat mortem.
O desejo desmedido, quando cultivado, gera ruptura interior; e a ruptura amadurecida produz obscurecimento da vida que flui do Princípio eterno.

XVI
Nolite itaque errare fratres mei dilectissimi.
Não vos desvieis, amados, da verdade que ilumina o entendimento e reconduz o coração à sua origem.

XVII
Omne datum optimum et omne donum perfectum desursum est descendens a Patre luminum apud quem non est transmutatio nec vicissitudinis obumbratio.
Todo dom autêntico procede do Pai das luzes, Fonte imutável que irradia bondade sem variação, sustentando o ser além das oscilações do tempo.

XVIII
Voluntarie enim genuit nos verbo veritatis ut simus initium aliquod creaturae eius.
Por sua vontade nos gerou pela Palavra da verdade, para que sejamos primícias de sua criação, participantes conscientes da vida que não se fragmenta.

Verbum Domini

Reflexão

A provação revela a consistência do coração e o purifica das ilusões.
O mal não nasce do Alto, mas da desordem que se forma quando o desejo perde seu eixo.
O bem verdadeiro desce como luz constante e não sofre alteração.
Reconhecer a origem dos dons fortalece a gratidão e a firmeza interior.
Cada instante oferece ocasião de escolher a fidelidade ao Bem.
A consciência vigilante impede que a inclinação desmedida governe a alma.
A Palavra que gera vida renova o ser no presente contínuo.
Assim o homem amadurece e permanece estável na Fonte que o sustenta.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Primeira Leitura: Tiago 1,1-11 - 16.02.2026

 


Epistola Epístola de Tiago I, I–XI

conforme a Biblia Sacra juxta Vulgatam Clementinam

I
Iacobus Dei et Domini nostri Iesu Christi servus duodecim tribubus quae sunt in dispersione salutem.
Tiago se reconhece servo do Eterno e saúda os dispersos, recordando que toda existência encontra unidade quando a consciência retorna à Fonte que sustenta o ser.

II
Omne gaudium existimate fratres mei cum in tentationes varias incideritis.
Considerai como alegria as provações, pois nelas o espírito é purificado e aprende a ultrapassar o imediato, descobrindo uma paz que não depende das circunstâncias.

III
Scientes quod probatio fidei vestrae patientiam operatur.
Compreendei que a prova amadurece a confiança e gera constância, como raiz que se aprofunda na terra invisível do eterno presente.

IV
Patientia autem opus perfectum habeat ut sitis perfecti et integri in nullo deficientes.
Permiti que a perseverança complete sua obra, tornando o interior inteiro e harmonioso, sem fragmentações, firme na plenitude do ser.

V
Si quis autem vestrum indiget sapientia postulet a Deo qui dat omnibus affluenter et non improperat et dabitur ei.
Se falta sabedoria, pedi ao Altíssimo, pois Ele a concede como luz silenciosa que orienta cada passo no centro do instante.

VI
Postulet autem in fide nihil haesitans qui enim haesitat similis est fluctui maris qui a vento movetur et circumfertur.
Peça com confiança estável, pois a mente dividida assemelha-se às ondas agitadas, incapazes de repousar na profundidade do próprio fundamento.

VII
Non ergo aestimet homo ille quod accipiat aliquid a Domino.
Quem vive na dispersão não percebe os dons que já lhe são oferecidos, porque a inquietação obscurece a percepção do sagrado.

VIII
Vir duplex animo inconstans est in omnibus viis suis.
O coração duplicado perde o eixo e se afasta da unidade interior, caminhando sem direção entre desejos contraditórios.

IX
Glorietur autem frater humilis in exaltatione sua.
O humilde reconhece sua elevação no fato de participar do Mistério que o sustenta, encontrando grandeza na simplicidade do ser.

X
Dives autem in humilitate sua quoniam sicut flos faeni transibit.
O que possui bens aprende a curvar-se, lembrando que toda forma é passageira como a flor do campo, e somente a essência permanece.

XI
Exortus est enim sol cum ardore et arefecit faenum et flos eius decidit et decor vultus eius deperiit ita et dives in itineribus suis marcescet.
O sol ardente seca a erva e a flor cai, ensinando que tudo o que se apoia apenas na aparência se dissipa, enquanto o espírito que habita a origem permanece vivo além das mudanças.

Verbum Domini

Reflexão

A alma cresce quando aceita as provações como mestres silenciosos.
No recolhimento do agora encontra-se a eternidade que sustenta cada respiração.
A constância fortalece o caráter como pedra assentada no fundamento invisível.
A sabedoria desce como luz discreta que ordena o pensamento.
O coração uno permanece firme mesmo quando as formas se dissolvem.
A simplicidade revela a verdadeira grandeza do ser.
O que passa educa o olhar para o que permanece.
Assim a vida inteira se torna culto interior diante da Presença perene.

Leia: LITURGIA DA PALAVRA

Leia também:

Primeira Leitura

Segunda Leitura

Salmo

Evangelho

Santo do dia

Oração Diária

Mensagens de Fé

#LiturgiaDaPalavra

#EvangelhoDoDia

#ReflexãoDoEvangelho

#IgrejaCatólica

#Homilia

#Orações

#Santo do dia