segunda-feira, 21 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro dos Provérbios 30,5-9 - 23.09.2026

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2026
São Pio de Pietrelcina, presbítero, Memória
25ª Semana do Tempo Comum


Senhor, concede ao meu ser somente o necessário, para que, acolhendo tua presença no instante, permaneça unido à origem e encontre plenitude em ti.



Liber Proverbiorum, XXX, V-IX

V. Omnis sermo Dei ignitus: clypeus est sperantibus in se.

  1. Toda palavra de Deus é purificada pelo fogo. Ele é escudo para aqueles que nele depositam sua esperança.

VI. Ne addas quidquam verbis illius, et arguaris, inveniarisque mendax.

  1. Não acrescentes coisa alguma às suas palavras, para que não sejas repreendido e não sejas encontrado mentiroso.

VII. Duo rogavi te: ne deneges mihi antequam moriar:

  1. Duas coisas te peço. Não mas negues antes que eu morra.

VIII. vanitatem et verba mendacia longe fac a me; mendicitatem et divitias ne dederis mihi: tribue tantum victui meo necessaria,

  1. Afasta de mim a vaidade e as palavras mentirosas. Não me dês pobreza nem riqueza, mas concede-me somente o necessário para meu sustento.

IX. ne forte satiatus illiciar ad negandum, et dicam: Quis est Dominus? aut egestate compulsus, furer, et perjurem nomen Dei mei.

  1. Para que, saciado, eu não seja levado a negar-te e diga quem é o Senhor, ou, impelido pela pobreza, venha a furtar e profane o nome do meu Deus.

Reflexão:

  A Palavra permanece como presença que sustenta o ser no instante e o reconduz à sua origem.
  Quando o interior se aquieta, aquilo que é essencial começa a revelar sua medida própria.
  A plenitude não nasce do excesso, mas da união entre o ser e aquilo que verdadeiramente lhe é necessário.
  O instante acolhido diante de Deus deixa de ser apenas passagem e torna-se lugar de presença.
  A verdade recebida não precisa de acréscimos, pois sua força procede daquele que permanece como sua origem.
  Quem reconhece essa origem aprende a permanecer inteiro diante daquilo que possui e daquilo que lhe falta.
  A interioridade encontra repouso quando já não procura fora aquilo que somente a presença divina pode realizar.
  Assim, cada instante pode tornar-se plenitude quando o ser permanece diante de Deus na verdade de sua origem.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro dos Provérbios 21,1-6.10-13 - 22.09.2026

Terça-feira, 22 de Setembro de 2026
25ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)

Quando acolhemos a Palavra de Deus no íntimo do ser, o instante se abre à presença eterna, e a existência encontra sua verdadeira plenitude nEle.



Lectio Libri Proverbiorum XXI, I-VI, X-XIII

I. Sicut divisiones aquarum, ita cor regis in manu Domini, quocumque voluerit, inclinabit illud.

  1. Como correntes de águas, assim está o coração do rei nas mãos do Senhor, que o inclina para onde deseja.

II. Omnis via viri recta sibi videtur, appendit autem corda Dominus.

  1. Todo caminho do homem parece reto aos seus próprios olhos, mas o Senhor pesa e conhece a profundidade dos corações.

III. Facere misericordiam et judicium magis placet Domino quam victimæ.

  1. Praticar a misericórdia e a justiça agrada mais ao Senhor do que os sacrifícios.

IV. Exaltatio oculorum est dilatatio cordis, lucerna impiorum peccatum.

  1. O olhar elevado e o coração ensoberbecido tornam-se a lâmpada daquele que se afasta da verdade, pois o pecado conduz sua existência às trevas.

V. Cogitationes robusti semper in abundantia, omnis autem piger semper in egestate est.

  1. Os pensamentos do diligente conduzem à abundância, enquanto a negligência conduz à carência e dispersa aquilo que poderia amadurecer no interior.

VI. Qui congregat thesauros lingua mendacii vanus et excors est, et impingetur ad laqueos mortis.

  1. Aquele que reúne riquezas por meio da mentira constrói algo vazio e sem fundamento, e acaba encontrando nas próprias ilusões os laços que conduzem à morte.

X. Anima impii desiderat malum, non miserebitur proximo suo.

  1. A alma daquele que se afasta do bem deseja o mal e não se compadece do próximo, porque o coração fechado à verdade perde a capacidade de reconhecer a dignidade do outro.

XI. Mulctato pestilente, sapientior erit parvulus, et si sectetur sapientem, sumet scientiam.

  1. Quando o insensato é corrigido, o simples aprende, e aquele que segue o sábio recebe conhecimento, permitindo que a verdade transforme o interior.

XII. Excogitat justus de domo impii, ut detrahat impios a malo.

  1. O justo contempla atentamente a realidade daquele que pratica o mal, para que este seja afastado de seu caminho e reconduzido ao bem.

XIII. Qui obturat aurem suam ad clamorem pauperis, et ipse clamabit, et non exaudietur.

  1. Aquele que fecha os ouvidos ao clamor do necessitado também clamará, e não será ouvido, pois aquilo que o coração recusa reconhecer acaba revelando sua própria medida.

Reflexão:

O instante possui uma profundidade que ultrapassa aquilo que os olhos conseguem perceber.
O coração encontra sua verdade quando deixa de se tomar como medida absoluta de todas as coisas.
A presença do Eterno atravessa o momento e ordena silenciosamente aquilo que nele permanece oculto.
A sabedoria nasce quando o ser acolhe a verdade e permite que ela transforme sua interioridade.
Nenhum pensamento permanece sem consequência quando se torna direção para a existência.
A justiça começa no interior, onde cada intenção encontra diante de Deus seu verdadeiro peso.
O tempo vivido com atenção deixa de ser mera passagem e revela uma dimensão mais profunda do ser.
Na presença do Eterno, cada instante pode tornar-se lugar de amadurecimento, verdade e plenitude.

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domingo, 20 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 4,1-7.11-13 - 21.09.2026

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2026
São Mateus, Apóstolo e Evangelista, Festa, Ano A
25ª Semana do Tempo Comum


Cristo chama alguns para serem apóstolos, outros para anunciarem o Evangelho, e assim manifesta na história a presença eterna que conduz cada ser à plenitude.



Lectio Epistolae beati Pauli Apostoli ad Ephesios, IV, I-VII, XI-XIII

I. Obsecro itaque vos ego vinctus in Domino, ut digne ambuletis vocatione, qua vocati estis,

  1. Eu vos exorto, eu, prisioneiro no Senhor, a caminhardes de modo digno da vocação à qual fostes chamados.

II. cum omni humilitate, et mansuetudine, cum patientia, supportantes invicem in caritate,

  1. com toda humildade e mansidão, com paciência, suportando-vos uns aos outros na caridade.

III. solliciti servare unitatem Spiritus in vinculo pacis.

  1. Esforçai-vos por conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

IV. Unum corpus, et unus Spiritus, sicut vocati estis in una spe vocationis vestræ.

  1. Há um só corpo e um só Espírito, assim como fostes chamados a uma só esperança da vossa vocação.

V. Unus Dominus, una fides, unum baptisma.

  1. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

VI. Unus Deus et Pater omnium, qui est super omnes, et per omnia, et in omnibus nobis.

  1. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, por todos e em todos nós.

VII. Unicuique autem nostrum data est gratia secundum mensuram donationis Christi.

  1. A cada um de nós, porém, foi concedida a graça segundo a medida do dom de Cristo.

XI. Et ipse dedit quosdam quidem apostolos, quosdam autem prophetas, alios vero evangelistas, alios autem pastores et doctores,

  1. E foi ele mesmo quem concedeu a alguns serem apóstolos, a outros profetas, a outros evangelistas, a outros pastores e mestres,

XII. ad consummationem sanctorum in opus ministerii, in ædificationem corporis Christi,

  1. para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério e para a edificação do corpo de Cristo,

XIII. donec occurramus omnes in unitatem fidei, et agnitionis Filii Dei, in virum perfectum, in mensuram ætatis plenitudinis Christi.

  1. até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem perfeito, à medida da plenitude da idade de Cristo.

Reflexão:

A existência encontra sua direção quando reconhece a origem que sustenta cada instante.
A humildade recolhe o ser e permite que a verdade amadureça no interior.
A presença divina não passa, embora os momentos da vida continuamente se sucedam.
Cada dom recebido possui sua medida e encontra seu sentido na realização do ser.
O chamado não termina no primeiro encontro, mas conduz a um contínuo amadurecimento interior.
A unidade nasce quando aquilo que somos se ordena diante da fonte de onde procede.
Cristo conduz cada pessoa à maturidade pela ação silenciosa da graça recebida.
A plenitude acontece quando a existência inteira se torna correspondência à verdade recebida.

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sábado, 19 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Profeta Isaías 55,6-9 - 20.09.2026

Domingo, 20 de Setembro de 2026
25º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires

A presença do Eterno acolhe o pensamento humano e o conduz à verdade da origem, onde cada instante encontra sentido, profunda interioridade e plenitude.



Lectio Libri Isaiae Prophetae, LV, VI-IX

VI. Quaerite Dominum, dum inveniri potest; invocate eum, dum prope est.

  1. Buscai o Senhor enquanto pode ser encontrado; invocai-o enquanto está próximo.

VII. Derelinquat impius viam suam, et vir iniquus cogitationes suas, et revertatur ad Dominum, et miserebitur ejus; et ad Deum nostrum, quoniam multus est ad ignoscendum.

  1. Abandone o ímpio o seu caminho, e o homem injusto os seus pensamentos, e volte-se para o Senhor, que terá compaixão dele; volte-se para o nosso Deus, porque é abundante em perdoar.

VIII. Non enim cogitationes meae cogitationes vestrae, neque viæ vestræ viæ meæ, dicit Dominus.

  1. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor.

IX. Quia sicut exaltantur cæli a terra, sic exaltatæ sunt viæ meæ a viis vestris, et cogitationes meæ a cogitationibus vestris.

  1. Pois assim como os céus se elevam acima da terra, assim os meus caminhos se elevam acima dos vossos caminhos, e os meus pensamentos acima dos vossos pensamentos.

Reflexão:

  O instante presente se abre quando o ser volta sua atenção para a presença que o sustenta.
  Buscar o Senhor é entrar na profundidade onde a existência encontra sua origem.
  O retorno não consiste em percorrer distância, mas em ordenar novamente o interior àquilo que é verdadeiro.
  A inteligência humana alcança seus limites quando contempla uma realidade que a transcende sem deixar de sustentá-la.
  Os caminhos divinos possuem uma altura que não diminui a criatura, mas revela sua verdadeira dimensão.
  Cada instante pode tornar-se inteiro quando acolhe aquilo que nele se oferece desde a origem.
  A paz nasce quando o pensamento deixa de exigir que o real corresponda às suas próprias medidas.
  Então o presente se torna profundidade, e a existência repousa na ordem que a conduz à sua plenitude.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,35-37.42-49 - 19.09.2026

Sábado, 19 de Setembro de 2026
24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


O que é semeado na corrupção ressuscita na incorrupção, e a vida, recebida do Criador, manifesta no instante a plenitude eterna do ser plenamente renovado.



Lectio Epistolae I ad Corinthios XV, 35-37.42-49

XXXV Sed dicet aliquis, Quomodo resurgunt mortui? qualive corpore venient?

35 Mas alguém perguntará, como ressurgem os mortos? Com que corpo retornarão à vida?

XXXVI Insipiens, tu quod seminas non vivificatur, nisi prius moriatur

36 Insensato, aquilo que semeias não recebe vida, se primeiro não morrer.

XXXVII et quod seminas, non corpus, quod futurum est, seminas, sed nudum granum, ut puta tritici, aut alicujus ceterorum.

37 E aquilo que semeias não é o corpo que há de surgir, mas um simples grão, como o de trigo ou de qualquer outra semente.

XLII sic et resurrectio mortuorum. Seminatur in corruptione, surget in incorruptione.

42 Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se na corrupção e ressuscita-se na incorrupção.

XLIII Seminatur in ignobilitate, surget in gloria, seminatur in infirmitate, surget in virtute

43 Semeia-se na condição perecível e ressuscita-se na glória, semeia-se na fraqueza e ressuscita-se na força.

XLIV seminatur corpus animale, surget corpus spiritale. Si est corpus animale, est et spiritale, sicut scriptum est

44 Semeia-se um corpo animado pela vida natural e ressuscita-se um corpo espiritual. Se existe um corpo natural, existe também um corpo espiritual, conforme está escrito.

XLV Factus est primus homo Adam in animam viventem, novissimus Adam in spiritum vivificantem.

45 O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente, e o último Adão tornou-se espírito vivificante.

XLVI Sed non prius quod spiritale est, sed quod animale, deinde quod spiritale.

46 Não vem primeiro aquilo que é espiritual, mas aquilo que é natural, e depois aquilo que é espiritual.

XLVII Primus homo de terra, terrenus, secundus homo de caelo, caelestis.

47 O primeiro homem é da terra, terreno, o segundo homem é do céu, celeste.

XLVIII Qualis terrenus, tales et terreni, et qualis caelestis, tales et caelestes.

48 Assim como é o homem terreno, assim também são os terrenos, e assim como é o homem celeste, assim também são os celestes.

XLIX Igitur, sicut portavimus imaginem terreni, portemus et imaginem caelestis.

49 Portanto, assim como trazemos em nós a imagem do homem terreno, levemos também a imagem do homem celeste.

Reflexão:

  A existência visível não esgota aquilo que o ser recebeu em sua origem.
  O que atravessa a corrupção não encontra nela seu destino definitivo.
  O instante presente contém uma profundidade que ultrapassa a sucessão dos dias.
  A morte não é compreendida como simples término, mas como passagem para outra forma de realização.
  O ser humano amadurece segundo uma ordem que conduz do terreno ao celeste.
  A transformação verdadeira não destrói a origem, mas revela sua finalidade mais profunda.
  No silêncio do instante, a eternidade sustenta aquilo que se encaminha para a plenitude.
  Assim, a imagem celeste torna-se o horizonte último da existência realizada em Deus.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,12-20 - 18.09.2026

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2026

24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


Na ressurreição de Cristo, a fé encontra sua origem, o ser sua plenitude e cada instante sua abertura profunda à presença eterna de Deus.



Lectio Prima Epistulae Sancti Pauli Apostoli ad Corinthios XV, 1XII-XX

XII. Si autem Christus prædicatur quod resurrexit a mortuis, quomodo quidam dicunt in vobis, quoniam resurrectio mortuorum non est?

  1. Se Cristo é anunciado como aquele que ressuscitou dos mortos, como podem alguns entre vós dizer que não existe ressurreição dos mortos?

XIII. Si autem resurrectio mortuorum non est: neque Christus resurrexit.

  1. Se não existe ressurreição dos mortos, então Cristo também não ressuscitou.

XIV. Si autem Christus non resurrexit, inanis est ergo prædicatio nostra, inanis est et fides vestra:

  1. E, se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação, e vazia também é a vossa fé.

XV. invenimur autem et falsi testes Dei: quoniam testimonium diximus adversus Deum quod suscitaverit Christum, quem non suscitavit, si mortui non resurgunt.

  1. Tornamo-nos também falsas testemunhas de Deus, pois demos testemunho contra Deus, afirmando que ele ressuscitou Cristo, a quem não teria ressuscitado, se realmente os mortos não ressuscitam.

XVI. Nam si mortui non resurgunt, neque Christus resurrexit.

  1. Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.

XVII. Quod si Christus non resurrexit, vana est fides vestra: adhuc enim estis in peccatis vestris.

  1. E, se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa fé, pois ainda permaneceis em vossos pecados.

XVIII. Ergo et qui dormierunt in Christo, perierunt.

  1. E, assim, também pereceram aqueles que adormeceram em Cristo.

XIX. Si in hac vita tantum in Christo sperantes sumus, miserabiliores sumus omnibus hominibus.

  1. Se somente nesta vida depositamos nossa esperança em Cristo, somos os mais dignos de compaixão entre todos os homens.

XX. Nunc autem Christus resurrexit a mortuis primitiæ dormientium.

  1. Mas agora Cristo ressuscitou dos mortos, primícias daqueles que adormeceram.

Reflexão:

  A existência não se encerra no instante visível, pois sua origem permanece além da sucessão das coisas.
  No centro do instante, a eternidade sustenta aquilo que o tempo manifesta e transforma silenciosamente.
  A ressurreição revela que a morte não possui a última palavra sobre o ser que recebeu sua origem no eterno.
  O presente deixa então de ser apenas passagem e se abre à profundidade onde o eterno toca o instante.
  Cristo ressuscitado manifesta no tempo aquilo que ultrapassa o tempo e nele permanece sem corrupção.
  A esperança encontra sua firmeza não na duração das coisas, mas naquilo que permanece quando toda duração cessa.
  Assim, o ser aprende a habitar cada instante com inteireza, sem se perder naquilo que passa.
  E o tempo, atravessado pela eternidade, torna-se abertura para a plenitude que já começa no interior do presente.

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terça-feira, 15 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,1-11 - 17.09.2026

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026
24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


É isso, em resumo, o que proclamamos, e é isso também o que acolhestes com fé, reconhecendo na verdade recebida a plenitude da vida.



Lectio Epistolae Primae Beati Pauli Apostoli ad Corinthios XV, I-XI

I. Notum autem vobis facio, fratres, Evangelium, quod prædicavi vobis, quod et accepistis, in quo et statis,

  1. Eu vos anuncio, irmãos, o Evangelho que vos preguei, que também acolhestes e no qual permaneceis firmes.

II. per quod et salvamini: qua ratione prædicaverim vobis, si tenetis, nisi frustra credidistis.

  1. Por ele sois salvos, se conservais a palavra que vos anunciei; de outro modo, vossa fé teria sido recebida em vão.

III. Tradidi enim vobis in primis quod et accepi: quoniam Christus mortuus est pro peccatis nostris secundum Scripturas:

  1. Pois vos transmiti, antes de tudo, aquilo que também recebi, que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.

IV. et quia sepultus est, et quia resurrexit tertia die secundum Scripturas:

  1. Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

V. et quia visus est Cephæ, et post hoc undecim:

  1. E apareceu a Cefas e, depois, aos Onze.

VI. deinde visus est plus quam quingentis fratribus simul: ex quibus multi manent usque adhuc, quidam autem dormierunt:

  1. Depois, apareceu a mais de quinhentos irmãos reunidos; muitos deles permanecem até agora, enquanto alguns adormeceram.

VII. deinde visus est Jacobo, deinde Apostolis omnibus:

  1. Depois, apareceu a Tiago e, em seguida, a todos os Apóstolos.

VIII. novissime autem omnium tamquam abortivo, visus est et mihi.

  1. Por fim, como a alguém que veio depois do tempo, apareceu também a mim.

IX. Ego enim sum minimus Apostolorum, qui non sum dignus vocari Apostolus, quoniam persecutus sum ecclesiam Dei.

  1. Eu sou o menor dos Apóstolos e não sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus.

X. Gratia autem Dei sum id quod sum, et gratia ejus in me vacua non fuit, sed abundantius illis omnibus laboravi: non ego autem, sed gratia Dei mecum:

  1. Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça em mim não foi estéril. Trabalhei mais que todos eles, mas não eu, e sim a graça de Deus comigo.

XI. sive enim ego, sive illi: sic prædicamus, et sic credidistis.

  1. Portanto, seja eu, sejam eles, assim anunciamos, e assim crestes.

Reflexão:

  O que foi recebido permanece no íntimo como uma realidade que atravessa o instante e o sustenta.
  A existência encontra seu fundamento quando acolhe aquilo que não depende da sucessão dos acontecimentos.
  O instante deixa então de ser apenas passagem e torna-se presença diante daquilo que permanece.
  A ressurreição manifesta que a vida possui uma profundidade que não se encerra no que perece.
  Paulo reconhece em si uma ação que o ultrapassa, sem negar aquilo que realiza.
  A graça não elimina o agir, mas penetra sua raiz e transforma o próprio sentido da realização.
  Assim, cada momento pode tornar-se interiormente unido à origem que sustenta todas as coisas.
  Quando o ser repousa nessa verdade, o instante adquire profundidade e a existência encontra sua plenitude.

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