terça-feira, 15 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15,1-11 - 17.09.2026

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026
24ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)


É isso, em resumo, o que proclamamos, e é isso também o que acolhestes com fé, reconhecendo na verdade recebida a plenitude da vida.



Lectio Epistolae Primae Beati Pauli Apostoli ad Corinthios XV, I-XI

I. Notum autem vobis facio, fratres, Evangelium, quod prædicavi vobis, quod et accepistis, in quo et statis,

  1. Eu vos anuncio, irmãos, o Evangelho que vos preguei, que também acolhestes e no qual permaneceis firmes.

II. per quod et salvamini: qua ratione prædicaverim vobis, si tenetis, nisi frustra credidistis.

  1. Por ele sois salvos, se conservais a palavra que vos anunciei; de outro modo, vossa fé teria sido recebida em vão.

III. Tradidi enim vobis in primis quod et accepi: quoniam Christus mortuus est pro peccatis nostris secundum Scripturas:

  1. Pois vos transmiti, antes de tudo, aquilo que também recebi, que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.

IV. et quia sepultus est, et quia resurrexit tertia die secundum Scripturas:

  1. Foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

V. et quia visus est Cephæ, et post hoc undecim:

  1. E apareceu a Cefas e, depois, aos Onze.

VI. deinde visus est plus quam quingentis fratribus simul: ex quibus multi manent usque adhuc, quidam autem dormierunt:

  1. Depois, apareceu a mais de quinhentos irmãos reunidos; muitos deles permanecem até agora, enquanto alguns adormeceram.

VII. deinde visus est Jacobo, deinde Apostolis omnibus:

  1. Depois, apareceu a Tiago e, em seguida, a todos os Apóstolos.

VIII. novissime autem omnium tamquam abortivo, visus est et mihi.

  1. Por fim, como a alguém que veio depois do tempo, apareceu também a mim.

IX. Ego enim sum minimus Apostolorum, qui non sum dignus vocari Apostolus, quoniam persecutus sum ecclesiam Dei.

  1. Eu sou o menor dos Apóstolos e não sou digno de ser chamado Apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus.

X. Gratia autem Dei sum id quod sum, et gratia ejus in me vacua non fuit, sed abundantius illis omnibus laboravi: non ego autem, sed gratia Dei mecum:

  1. Pela graça de Deus, sou o que sou, e sua graça em mim não foi estéril. Trabalhei mais que todos eles, mas não eu, e sim a graça de Deus comigo.

XI. sive enim ego, sive illi: sic prædicamus, et sic credidistis.

  1. Portanto, seja eu, sejam eles, assim anunciamos, e assim crestes.

Reflexão:

  O que foi recebido permanece no íntimo como uma realidade que atravessa o instante e o sustenta.
  A existência encontra seu fundamento quando acolhe aquilo que não depende da sucessão dos acontecimentos.
  O instante deixa então de ser apenas passagem e torna-se presença diante daquilo que permanece.
  A ressurreição manifesta que a vida possui uma profundidade que não se encerra no que perece.
  Paulo reconhece em si uma ação que o ultrapassa, sem negar aquilo que realiza.
  A graça não elimina o agir, mas penetra sua raiz e transforma o próprio sentido da realização.
  Assim, cada momento pode tornar-se interiormente unido à origem que sustenta todas as coisas.
  Quando o ser repousa nessa verdade, o instante adquire profundidade e a existência encontra sua plenitude.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 12,31-13,13 - 16.09.2026

Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026
Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires, Memória
24ª Semana do Tempo Comum


Permanecem estas três: a fé, a esperança e a caridade. Mas a maior delas é a caridade, que permanece no Eterno e conduz à plenitude.



Lectio Epistolae Primae Sancti Pauli Apostoli ad Corinthios XII, XXXI-XIII, XIII

XII, XXXI

Aemulamini autem charismata meliora. Et adhuc excellentiorem viam vobis demonstro.

31 Aspirai aos dons maiores. E eu vos mostrarei ainda um caminho que os transcende em excelência.

XIII, I

Si linguis hominum loquar et angelorum, caritatem autem non habeam, factus sum velut aes sonans aut cymbalum tinniens.

1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, serei como bronze que ressoa ou címbalo que retine.

XIII, II

Et si habuero prophetiam et noverim mysteria omnia et omnem scientiam, et si habuero omnem fidem ita ut montes transferam, caritatem autem non habuero, nihil sum.

2 Ainda que eu possua o dom da profecia, conheça todos os mistérios e toda a ciência, e tenha toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.

XIII, III

Et si distribuero in cibos pauperum omnes facultates meas, et si tradidero corpus meum ita ut ardeam, caritatem autem non habuero, nihil mihi prodest.

3 Ainda que eu distribua todos os meus bens para alimentar os necessitados e entregue meu corpo ao fogo, se não tiver caridade, nada me aproveita.

XIII, IV

Caritas patiens est, benigna est. Caritas non aemulatur, non agit perperam, non inflatur.

4 A caridade é paciente e benigna. Não inveja, não age de modo indigno, não se ensoberbece.

XIII, V

Non est ambitiosa, non quaerit quae sua sunt, non irritatur, non cogitat malum.

5 Não busca sua própria grandeza, não procura apenas o que lhe pertence, não se irrita, não alimenta o pensamento do mal.

XIII, VI

Non gaudet super iniquitate, congaudet autem veritati.

6 Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.

XIII, VII

Omnia suffert, omnia credit, omnia sperat, omnia sustinet.

7 Tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sustenta.

XIII, VIII

Caritas numquam excidit. Sive prophetiae evacuabuntur, sive linguae cessabunt, sive scientia destruetur.

8 A caridade jamais passa. As profecias cessarão, as línguas se calarão, e a ciência desaparecerá.

XIII, IX

Ex parte enim cognoscimus, et ex parte prophetamus.

9 Pois conhecemos apenas em parte e apenas em parte profetizamos.

XIII, X

Cum autem venerit quod perfectum est, evacuabitur quod ex parte est.

10 Quando vier o que é perfeito, desaparecerá aquilo que existe apenas em parte.

XIII, XI

Cum essem parvulus, loquebar ut parvulus, sapiebam ut parvulus, cogitabam ut parvulus. Quando autem factus sum vir, evacuavi quae erant parvuli.

11 Quando eu era criança, falava como criança, compreendia como criança e pensava como criança. Quando me tornei homem, deixei para trás o que pertencia à infância.

XIII, XII

Videmus nunc per speculum in aenigmate, tunc autem facie ad faciem. Nunc cognosco ex parte, tunc autem cognoscam sicut et cognitus sum.

12 Agora vemos como por um espelho, em enigma. Depois veremos face a face. Agora conheço em parte. Depois conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.

XIII, XIII

Nunc autem manet fides, spes, caritas, tria haec, maior autem horum est caritas.

13 Permanecem agora a fé, a esperança e a caridade, estas três. Mas a maior delas é a caridade.

Reflexão:

  O instante se abre quando o ser permanece diante daquilo que não passa.
  A caridade permanece quando todas as formas submetidas ao tempo chegam ao seu termo.
  O conhecimento contempla apenas em parte aquilo que sustenta e envolve toda existência.
  Há uma profundidade que se revela quando aquilo que é parcial se abre à plenitude.
  A fé contempla o invisível, a esperança atravessa o tempo e a caridade permanece.
  Nela, o coração repousa sem se dispersar diante da passagem dos acontecimentos.
  O instante recebe uma profundidade que não provém da sucessão das horas.
  E aquilo que permanece no Eterno começa a iluminar cada momento da existência.

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domingo, 13 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Carta aos Hebreus 5,7-9 - 15.09.2026

Terça-feira, 15 de Setembro de 2026

Bem-aventurada Virgem Maria das Dores, Memória
24ª Semana do Tempo Comum


Aprendeu a obedecer a Deus e, na entrega de si, tornou-se causa de salvação eterna, manifestando no próprio ser a plenitude recebida do amor divino.



Lectura Epistulae ad Hebraeos V, VII-IX

VII. Qui in diebus carnis suae preces, supplicationesque ad eum qui possit illum salvum facere a morte cum clamore valido, et lacrimis offerens, exauditus est pro sua reverentia.

  1. Durante os dias de sua vida terrena, Cristo ofereceu preces e súplicas Àquele que podia salvá-lo da morte, com forte clamor e lágrimas, e foi ouvido por sua reverente submissão.

VIII. Et quidem cum esset Filius Dei, didicit ex iis, quae passus est, obedientiam.

  1. E, embora fosse o Filho de Deus, aprendeu, por aquilo que padeceu, a obediência.

IX. Et consummatus, factus est omnibus obtemperantibus sibi, causa salutis aeternae.

  1. E, tendo alcançado sua plena realização, tornou-se, para todos os que lhe obedecem, causa de salvação eterna.

Reflexão:

  No sofrimento, o Filho permanece voltado para a origem de sua existência e entrega-se inteiramente à vontade do Pai.
  Sua oração revela que a interioridade pode permanecer inteira mesmo quando a realidade exterior alcança seu limite.
  Aquilo que parece perda torna-se, no interior da obediência, caminho de consumação e plenitude.
  O sofrimento não constitui a finalidade do caminho, mas pode revelar aquilo que permanece quando tudo o mais é despojado.
  A presença do Filho diante do Pai reúne o instante e sua origem em uma única entrega.
  Assim, a obediência não diminui o ser, mas conduz sua existência à forma plena para a qual foi destinada.
  Cristo torna-se causa de salvação porque sua entrega alcança a consumação e manifesta plenamente aquilo que recebe do Pai.
  Nele, o instante vivido em perfeita entrega revela uma profundidade que ultrapassa a sucessão e permanece na eternidade.

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sábado, 12 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro dos Números 21,4b-9 - 14.09.026

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026
Exaltação da Santa Cruz, Festa, Ano A
24ª Semana do Tempo Comum

Senhor, no instante em que nosso ser se abre, tua vida nos alcança desde a origem, revelando no interior a plenitude que nos constitui e realiza.



Lectio libri Numerorum XXI, IVb–IX

IVb. Et taedere coepit populum itineris ac laboris.

4b. E o povo começou a sentir-se cansado do caminho e do esforço.

V. locutusque contra Deum et Moysen, ait: Cur eduxisti nos de Ægypto, ut moreremur in solitudine? deest panis, non sunt aquæ: anima nostra jam nauseat super cibo isto levissimo.

  1. E o povo falou contra Deus e contra Moisés, dizendo. Por que nos fizeste sair do Egito, para morrermos no deserto? Não temos pão, não temos água, e nossa alma já se enoja deste alimento tão leve.

VI. Quam ob rem misit Dominus in populum ignitos serpentes, ad quorum plagas et mortes plurimorum,

  1. Por isso, o Senhor enviou ao povo serpentes abrasadoras, cujas mordidas trouxeram feridas e a morte a muitos.

VII. venerunt ad Moysen, atque dixerunt: Peccavimus, quia locuti sumus contra Dominum et te: ora ut tollat a nobis serpentes. Oravitque Moyses pro populo,

  1. Então foram ter com Moisés e disseram. Pecamos, porque falamos contra o Senhor e contra ti. Roga para que Ele afaste de nós as serpentes. E Moisés orou pelo povo.

VIII. et locutus est Dominus ad eum: Fac serpentem æneum, et pone eum pro signo: qui percussus aspexerit eum, vivet.

  1. E o Senhor disse a Moisés. Faz uma serpente de bronze e coloca-a como sinal. Aquele que, depois de ser ferido, olhar para ela, viverá.

IX. Fecit ergo Moyses serpentem æneum, et posuit eum pro signo: quem cum percussi aspicerent, sanabantur.

  1. Moisés fez, então, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal. Quando os feridos olhavam para ela, eram curados.

Reflexão:

  O caminho exterior pode cansar quando o coração perde a profundidade do instante presente.
  Contudo, o instante pode tornar-se abertura para uma realidade que não passa.
  No olhar dirigido ao sinal, aquilo que estava disperso reencontra sua unidade interior.
  A cura acontece quando o ser retorna ao centro e reconhece aquilo que permanece.
  O Tempo Vertical revela que cada instante pode conter uma profundidade maior que sua duração.
  A existência deixa então de ser apenas sucessão e se torna presença interiormente recolhida.
  Quem permanece atento ao instante descobre nele uma origem que sustenta e orienta seu ser.
  Assim, a vida reencontra sua inteireza quando o presente se abre àquilo que eternamente o funda.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura do Livro do Eclesiástico 27,33-28,9 - 13.09.2026

Domingo, 13 de Setembro de 2026
24º Domingo do Tempo Comum, Ano A
Hoje, omite-se a Memória de São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja


Senhor, acolhe em nosso interior a tua presença, para que, neste instante, o perdão recebido de ti transforme nosso ser e o conduza à plenitude.



Lectio libri Ecclesiastici XXVII,XXXIII-XXVIII,IX

XXXIII. Ira et furor utraque execrabilia sunt, et vir peccator continens erit illorum.

  1. A ira e o furor são igualmente abomináveis, e o homem pecador permanecerá sujeito a eles.

XXVIII. Qui vindicari vult, a Domino inveniet vindictam, et peccata illius servans servabit.

  1. Quem deseja vingar-se encontrará no Senhor a justiça, e Ele conservará diante de si os pecados daquele que não os abandona.

II. Relinque proximo tuo nocenti te, et tunc deprecanti tibi peccata solventur.

  1. Perdoa a quem te fez mal, e, quando suplicares, teus pecados serão perdoados.

III. Homo homini servat iram, et a Deo quærit medellam.

  1. O homem guarda ira contra o homem e, ao mesmo tempo, procura de Deus a cura.

IV. Et in hominem similem sibi non habet misericordiam, et de peccatis suis deprecatur.

  1. Não tem compaixão daquele que é semelhante a si, e, contudo, suplica por seus próprios pecados.

V. Ipse dum caro sit reservat iram, et propitiationem petit a Deo. Quis exorabit pro delictis illius?

  1. Sendo ele próprio carne e sujeito à fragilidade, conserva a ira e pede a Deus misericórdia. Quem intercederá por seus pecados?

VI. Memento novissimorum, et desine inimicari.

  1. Recorda-te do fim e deixa de alimentar a inimizade.

VII. Tabitudo enim et mors imminent in mandatis.

  1. A enfermidade e a morte se aproximam, e permanecem diante daquele que guarda a ira.

VIII. Memorare timorem Dei, et non irascaris proximo.

  1. Recorda-te do temor de Deus e não te entregues à ira contra teu próximo.

IX. Memorare testamenti Altissimi, et despice ignorantiam proximi.

  1. Recorda-te da aliança do Altíssimo e não te detenhas na ignorância do teu próximo.

Reflexão:

  A ira aprisiona o instante quando transforma uma ferida passada em permanência interior.
  O coração encontra profundidade quando deixa de reproduzir aquilo que recebeu e retorna à sua origem.
  Perdoar não apaga o acontecido, mas impede que ele determine a forma futura do ser.
  No instante acolhido diante de Deus, a alma reencontra uma ordem mais profunda que o impulso imediato.
  Aquele que recorda seu próprio fim aprende a distinguir o essencial daquilo que passa.
  A presença divina sustenta interiormente essa maturação, conduzindo o ser da reação à consciência.
  Cada instante pode tornar-se encontro com a eternidade quando a alma se orienta para aquilo que permanece.
  Na plenitude dessa interioridade, o perdão manifesta que o ser amadurece quando retorna à fonte que o sustenta.

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PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 10,14-22 - 12.09.2026

Sábado, 12 de Setembro de 2026
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Proclamatio Sancti Evangelii secundum Ioannem IV, XLIII-LIV

XLIII Post duos autem dies exiit inde et abiit in Galilæam.
43 Depois de dois dias, partiu dali e foi para a Galileia. (João 4,43)

XLIV Ipse enim Jesus testimonium perhibuit quia propheta in sua patria honorem non habet.
44 O próprio Jesus havia dado testemunho de que um profeta não recebe honra em sua própria pátria. (João 4,44)

XLV Cum ergo venisset in Galilæam, exceperunt eum Galilæi, cum omnia vidissent quæ fecerat Jerosolymis in die festo: et ipsi enim venerant ad diem festum.
45 Quando, pois, chegou à Galileia, os galileus o receberam, porque haviam visto tudo quanto fizera em Jerusalém durante a festa, pois também eles tinham ido à festa. (João 4,45)

XLVI Venit ergo iterum in Cana Galilææ, ubi fecit aquam vinum. Et erat quidam regulus, cujus filius infirmabatur Capharnaum.
46 Veio novamente a Caná da Galileia, onde transformara a água em vinho. Havia ali um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. (João 4,46)

XLVII Hic cum audisset quia Jesus adveniret a Judæa in Galilæam, abiit ad eum, et rogabat eum ut descenderet, et sanaret filium ejus: incipiebat enim mori.
47 Tendo ouvido que Jesus chegara da Judeia à Galileia, foi até Ele e pediu que descesse e curasse seu filho, pois este estava à beira da morte. (João 4,47)

XLVIII Dixit ergo Jesus ad eum: Nisi signa et prodigia videritis, non creditis.
48 Jesus lhe disse então que, se não vísseis sinais e prodígios, não acreditaríeis. (João 4,48)

XLIX Dicit ad eum regulus: Domine, descende priusquam moriatur filius meus.
49 O oficial do rei lhe disse que descesse antes que seu filho morresse. (João 4,49)

L Dicit ei Jesus: Vade, filius tuus vivit. Credidit homo sermoni quem dixit ei Jesus, et ibat.
50 Jesus lhe disse que fosse, pois seu filho vivia. O homem acreditou na palavra que Jesus lhe havia dito e partiu. (João 4,50)

LI Jam autem eo descendente, servi occurrerunt ei, et nuntiaverunt dicentes, quia filius ejus viveret.
51 Enquanto ele descia, seus servos vieram ao seu encontro e lhe anunciaram que seu filho vivia. (João 4,51)

LII Interrogabat ergo horam ab eis in qua melius habuerit. Et dixerunt ei: Quia heri hora septima reliquit eum febris.
52 Perguntou-lhes então a hora em que seu filho havia melhorado. Eles lhe responderam que, no dia anterior, à sétima hora, a febre o havia deixado. (João 4,52)

LIII Cognovit ergo pater quia illa hora erat in qua dixit ei Jesus: Filius tuus vivit: et credidit ipse et domus ejus tota.
53 O pai reconheceu que aquela era a mesma hora em que Jesus lhe dissera que seu filho vivia. E acreditou ele e toda a sua casa. (João 4,53)

LIV Hoc iterum secundum signum fecit Jesus cum venisset a Judæa in Galilæam.
54 Este foi o segundo sinal que Jesus realizou, quando veio da Judeia para a Galileia. (João 4,54)

Reflexão:

  A palavra recebida no instante certo pode revelar uma realidade que já começa a manifestar-se para além do que os sentidos alcançam.
  A confiança nasce quando o ser acolhe a verdade antes de possuir exteriormente a confirmação daquilo que foi anunciado.
  O homem parte porque a palavra de Cristo já se tornou, em seu interior, fundamento suficiente para o caminho.
  A hora do encontro entre a palavra e a realidade revela uma profundidade na qual o instante não é mera passagem.
  Aquilo que parecia distante torna-se presente quando a verdade recebida alcança o centro da existência e a orienta inteiramente.
  A cura manifesta exteriormente aquilo que a palavra de Cristo já havia realizado no interior daquele que acreditou.
  A plenitude não nasce da ansiedade diante do que virá, mas da permanência inteira na verdade recebida no momento presente.
  Assim, cada instante pode acolher a presença daquele que pronuncia a vida e conduz o ser à sua realização plena.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

PRIMEIRA LEITURA - Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 7,25-31 - 11.09.2026

Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026
23ª Semana do Tempo Comum, Ano Par (II)



Epistula I ad Corinthios IX,16-19.22b-27

XVI
Nam si evangelizavero, non est mihi gloria: necessitas enim mihi incumbit: væ enim mihi est, si non evangelizavero.

16
Pois, se anuncio o Evangelho, isso não é para mim motivo de glória, mas uma necessidade interior que me foi confiada. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho.

XVII
Si enim volens hoc ago, mercedem habeo: si autem invitus, dispensatio mihi credita est.

17
Se o faço por minha própria iniciativa, tenho uma recompensa. Mas, se não o faço por iniciativa própria, foi-me confiada uma missão que devo cumprir fielmente.

XVIII
Quæ est ergo merces mea? ut Evangelium prædicans, sine sumptu ponam Evangelium, ut non abutar potestate mea in Evangelio.

18
Qual é, então, a minha recompensa? É anunciar o Evangelho sem exigir compensação, para que a própria gratuidade da Palavra permaneça íntegra em mim e eu não faça uso indevido do poder que o Evangelho me confiou.

XIX
Nam cum liber essem ex omnibus, omnium me servum feci, ut plures lucrifacerem.

19
Pois, embora estivesse livre de todos, fiz-me servidor de todos, para alcançar muitos e conduzi-los à plenitude da salvação.

XXIIb
Omnibus omnia factus sum, ut omnes facerem salvos.

22
Fiz-me tudo para todos, para que, de todos os modos, pudesse conduzir alguns à salvação.

XXIII
Omnia autem facio propter Evangelium: ut particeps ejus efficiar.

23
E faço tudo por causa do Evangelho, para tornar-me participante de sua própria vida e de sua plenitude.

XXIV
Nescitis quod ii qui in stadio currunt, omnes quidem currunt, sed unus accipit bravium? Sic currite ut comprehendatis.

24
Não sabeis que, no estádio, todos correm, mas somente um recebe o prêmio? Correi, portanto, de modo a alcançá-lo.

XXV
Omnis autem qui in agone contendit, ab omnibus se abstinet, et illi quidem ut corruptibilem coronam accipiant: nos autem incorruptam.

25
Todo aquele que se empenha na luta exerce domínio sobre si em todas as coisas. Eles o fazem para receber uma coroa que passa, mas nós, para alcançar uma coroa incorruptível.

XXVI
Ego igitur sic curro, non quasi in incertum: sic pugno, non quasi aerem verberans.

26
Eu corro, portanto, não como quem corre sem direção. Luto não como quem golpeia o ar, mas com o ser inteiro orientado para aquilo que deve alcançar.

XXVII
Sed castigo corpus meum, et in servitutem redigo, ne forte cum aliis prædicaverim, ipse reprobus efficiar.

27
Mas disciplino o meu corpo e o submeto ao domínio daquilo que deve conduzir toda a minha existência, para que, depois de anunciar aos outros, eu mesmo não venha a ser considerado indigno.

Reflexão

A existência recebe sua verdade quando encontra uma direção que ultrapassa a dispersão do instante.
Paulo não corre em vão, porque seu movimento interior possui uma finalidade que ordena toda a sua vida.
O tempo deixa então de ser mera sucessão e torna-se caminho de amadurecimento para aquilo que permanece.
Cada instante pode participar de uma realidade maior quando é acolhido na unidade de uma finalidade verdadeira.
A disciplina interior não destrói o ser, mas reúne suas forças em torno daquilo que merece permanecer.
A coroa incorruptível manifesta uma plenitude que não depende daquilo que passa nem se desfaz com a passagem do tempo.
O homem alcança sua inteireza quando aquilo que realiza exteriormente corresponde à verdade que amadureceu em sua interioridade.
Assim, correr, lutar e perseverar tornam-se movimentos pelos quais a existência inteira se orienta para aquilo que não perece.

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