Concede-nos a água viva que brota do mistério eterno, para que o espírito encontre plenitude interior e o coração caminhe firme na verdade que sustenta toda existência.
Lectio de Libro Exodi, XVII, III–VII
III Sitivit ergo ibi populus prae aquae penuria, et murmuravit contra Moysen, dicens Cur fecisti nos exire de Aegypto, ut occideres nos et liberos nostros ac jumenta siti.
A sede exterior revela a sede mais profunda do espírito humano. Quando o coração se encontra diante da escassez, surge a inquietação que recorda ao ser humano sua dependência do mistério que sustenta a vida.
IV Clamavit autem Moyses ad Dominum, dicens Quid faciam populo huic. Adhuc paululum et lapidabunt me.
Moisés eleva o clamor ao Alto, mostrando que, quando a inquietação humana cresce, o espírito encontra direção ao voltar-se para Aquele que sustenta todas as coisas.
V Dixit autem Dominus ad Moysen Antecede populum, et sume tecum de senioribus Israel, et virgam qua percussisti fluvium tolle in manu tua, et vade.
O chamado divino convida a caminhar adiante. Aquele que confia na orientação superior aprende que cada passo pode tornar-se sinal de um desígnio maior que conduz a história.
VI En ego stabo ibi coram te supra petram in Horeb, percutiesque petram, et exibit ex ea aqua ut bibat populus. Fecit Moyses ita coram senioribus Israel.
A rocha ferida torna-se nascente de vida. Assim também o coração humano, quando tocado pela presença divina, descobre no interior uma fonte que sustenta e renova o espírito.
VII Vocavitque nomen loci illius Tentatio, propter jurgium filiorum Israel, et quia tentaverunt Dominum, dicentes Estne Dominus in nobis an non.
O lugar recebe o nome da prova. No caminho da existência, a alma frequentemente se pergunta se a presença divina permanece próxima. A resposta manifesta-se quando a fonte inesperada irrompe no deserto da vida.
Reflexão
A travessia do deserto revela que a sede humana não pertence apenas ao corpo.
No silêncio da prova, o espírito aprende a voltar-se para o princípio que sustenta todas as coisas.
A rocha, símbolo de firmeza, recorda que o fundamento da vida não se encontra no que passa.
Quando o coração permanece fiel ao bem, uma fonte inesperada pode brotar no interior.
Assim a existência humana descobre uma força que não depende das circunstâncias.
Cada instante torna-se ocasião para reconhecer a presença que orienta o caminho.
A consciência aprende serenidade diante das dificuldades da jornada.
E o espírito encontra repouso na nascente que procede do mistério eterno.
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